Madness Factory: a força do metal paraibano
Por Junior Frascá
Fonte: Metal Media
Postado em 22 de agosto de 2014
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Banda paraibana que tem um som bem diversificado, com uma mescla bem interessante entre thrash metal, crossover, stoner hard e até classic rock, o MADNESS FACTORY acaba de lançar o ótimo "Follow the Madness". O baterista Jorge Augusto nos conta um pouco sobre o novo álbum, bem como os planos da banda para o futuro. Confiram:
1. Falem-nos um pouco da recepção do álbum 'Follow The Madness'. Vocês estão satisfeitos?
Jorge: Inicialmente agradecemos pela oportunidade da entrevista! A recepção do disco tem nos dado ótimas resenhas nos meios especializados, além do respaldo dado pelos compradores do mesmo! Estamos plenamente satisfeitos com os resultados até agora conquistados e esperamos ir além!
2. Como é o processo de composição do grupo? Existe algum ritual seguido?
Jorge: Não existe um ritual específico, um dos integrantes chega com a parte estrutural de uma música de acordo com sua inspiração, dai todos analisam, aparam algumas arestas, modificam algumas coisas e então pomos em prática! Temos músicas compostas do zero dentro do estúdio, como as mais antigas e temos composições que partiram de ideias feitas no Guitar Pro!
3. Um dos destaques de 'Follow The Madness' é a parte lírica. Como são criadas as letras?
Jorge: Nesse disco o compositor master das letras fora nosso antigo guitarrista Diego Nóbrega que as fez de acordo com seus sentimentos, colocando-as no papel. Todos na banda acharam legal a forma dele compor, parecia uma poesia divertida, satírica, cheio de ambiguidade e subjetividade. A faixa "Le Monde Bizarre" foi composta pelo baixista e vocalista Fillipe Alves e segue na mesma "vibe".
4. Metal em português ou em inglês?
Jorge: Achamos que a música em geral não tem língua oficial... Falando especificamente do metal o importante é o que a música passa, independente que essa mensagem seja em inglês ou português, a diferença em você fazer letras em sua língua será o cuidado que você terá para não falar besteiras, cometer alguns erros e escrever palavras que se encaixem perfeitamente com a dinâmica da música, acaba sendo até mais criterioso.
5. Contem-nos um pouco da cena nordestina. Vocês acham que ela é desvalorizada mesmo com a enorme quantidade de bandas de alta qualidade?
Jorge: A cena do Nordeste é forte e rica, vale a pena passar algum tempo na caça de materiais de bandas dessa região! Não creio que a palavra certa seja desvalorização e sim estagnação, nossa cena ultimamente é carente em movimentação de bandas e circuitos por cidades vizinhas. Nossa sensação é que falta uma centelha que faça fervilhar esse negócio todo! Usando nosso lado otimista (risos), esperamos que isso aconteça!
6. O álbum foi lançado em formato físico. O que vocês pensam sobre o material virtual?
Jorge: Pensamos que é mais uma forma de se adquirir e divulgar materiais de bandas! Não temos preconceitos sobre a forma de lançamento, o importante é produzir e lançar! Os mais saudosistas preferirão adquirir o material físico (CD, LP, entre outros) e os não saudosistas poderão adquirir virtualmente, ou seja, tem para todos os gostos!
7. Contem sobre os planos do Madness Factory.
Jorge: Bem, no momento estamos "ajeitando a casa", pois perdemos nosso guitarrista e fundador Diego Nóbrega. Logo que tivermos com o novo guitarrista a pleno vapor, tocando nossas músicas, daremos seguimento aos shows de divulgação de "Follow the Madness".
https://soundcloud.com/madnessfactory-para-ba/sets/follow-the-madness
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