Unisonic: "Somos melhores que o Helloween!"

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Por Vitor Chaves de Souza, Fonte: Souls Alive - Unisonic Fan Clu, Tradução
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Eles não queriam esperar mais. Enquanto Kai Hansen ocupava-se com o novo material do Gamma Ray, o resto dos músicos do super grupo UNISONIC trabalhou e criou um som mais pesado entre o power-metal e hardrock no novo material da banda "Light of Dawn".

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Ao contrário do que muitos pensavam, Kai Hansen não foi o responsável pela sonoridade deste novo álbum. O baixista Dennis Ward (Pink Cream 69), que é compositor principal deste trabalho, e o vocalista Michael Kiske (ex-Helloween) contou todos os detalhes para Jason Cenador. Confira!

Pergunta: Depois que eu ouvi canções como "Your Time Has Come" ou "For The Kingdom," a primeira impressão é que este álbum é power metal, estilo Helloween e Gamma Ray, bem mais rápido que seu antecessor. O que vocês acham sobre isso?

Denis Ward (D): Eu concordo! É culpa de Michael, porque se ele não tivesse cantado assim, eu não iria compor de tal forma (risos).

Michael Kiske (M): Eu disse ao Dennis que há algumas melodias épicas que são melhores para mim, nas quais a minha voz se encaixa muito bem. Então, ele ouviu tudo o que eu já fiz na minha carreira e descobriu o que eu estava falando.

D: Eu tentei evitar algumas melodias características como "Future World". A meu ver, os trabalhos que fizeram o Kiske brilhar, além dos clássicos do Helloween, foram seus álbuns solo e o Avantasia.

Pergunta: Quais são as principais diferenças entre este álbum e o álbum de estréia?

M: Nós nos solidamos como uma banda e nos conhecemos melhor agora. Denis, como compositor, sabe trabalhar com a gente. Ele conhece melhor o meu estilo de cantar, minhas virtudes. Ele é o produtor e é muito importante quando o próprio produtor é o principal compositor também.

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D: Quando eu escrevo músicas, e é algo que eu venho fazendo há muito tempo para outros grupos como Pink Cream 69, eu tento ser o mais genérico possível. Ao dizer genérico, não me refiro à músicas convencionais. Eu quero dizer que as músicas não têm estilo fixo. Os músicos podem adicionar seu próprio toque neles. Eu apenas deixo a música acontecer e eu tento não ser muito influenciado.

Pergunta: Kai Hansen está ocupado com o novo álbum do Gamma Ray. Ele teve tempo para se envolver nesse álbum?

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D: Kai Hansen não escreveu nenhuma música, mas ele contribuiu com idéias de arranjos e o processo da gravação. É difícil para ele, pois ele estava muito ocupado com outros projetos.

M: Nós caminhamos por nós mesmos, o que é bom e também é um alívio ao Kai. Quando ele ouviu o material, ele achou que era melhor do que o primeiro álbum. Ele está muito contente com o resultado.

Pergunta: O Unisonic tem um som único e diferente de outras bandas deste mesmo estilo?

D: Nós somos completamente original! Nós somos a primeira banda a tocar com guitarras distorcidas (risos)

M: Na verdade, Kai e eu nos caracterizamos nesse estilo. Nós fizemos isso com o Helloween. Essa é a maneira como ele compõe e é o meu estilo de cantar. Dennis adaptou, afinal somos outra banda agora.

Pergunta: Vocês são mais influenciados por Helloween ou Gammay Ray em suas composições? O que inspirou vocês?

D: A verdade é: eu não estou muito familiarizado com muitas das músicas do Gammay Ray.

M: Eu também não.

D: Eu escutei Helloween nos velhos tempos. Eu tinha um relacionamento muito próximo com Markus (baixista do Helloween) e tivemos bons momentos. Eu ouvi algumas músicas do Gamma Ray, mas eu nunca fui um bom ouvinte da banda. Eu me inspirei na minha música antiga, canções de 70 e 80. Hoje, 25 anos depois, eu ainda gosto mais das músicas antigas do que as músicas atuais.

M: Eu ouço meus discos antigos também. Mesmo com Judas Priest, eu nem sequer ouvi os álbuns recentes deles! Eu gosto de "screaming for vengeance", "defenders of the faith", "british steel". Eu gosto do rock and roll da década de oitenta.

D: Devo dizer que eu não escuto nada moderno a menos que seja recomendado. Quando vejo cartazes de bandas, eu não sei de 90% deles. E não é por falta de interesse, é porque eu estou em um estilo diferente e não quero ser influenciado na direção errada, Eu não estou interessado agora, com os meus 46 anos.

Pergunta: A produção do álbum, porém, parece muito contemporânea...

D: Falando sobre aspectos tecnológicos, eu gosto de tirar proveito de todos os avanços. Eu não acho necessário ser "old school". Nós aprendemos muito com o "old school", mas há um monte de novidades e funcionalidades hoje em dia. É muito importante ter a tecnologia atual na música.

Pergunta: Michael, tua atividade no Avantasia te ajudou a retornar ao mundo do heavy metal?

M: Claro, as turnês com eles foram muito importante para mim.

Pergunta: Você se sente mais confortável agora do que alguns anos atrás?

M: Alguns anos atrás, eu nunca imaginei que eu faria o que faço hoje. Fiquei surpreso por cantar novamente o que cantei no passado. Este é o tipo de música que fez o meu nome.

Pergunta: Você não sente um pouco de remorso por ter se afastado do metal no passado?

M: Bem, digamos que eu sempre tenho problemas com certos aspectos na cena musical. Houve situações de ódio no passado. Porém, há também um monte de coisas que eu amo. Eu amo os fãs, as expressões deles... embora eles não são assustadores (risos). Eu gosto da imprensa também. As entrevistas são sempre agradáveis. Sinto-me como se estivesse conversando com pessoas que gostam de mim. Eu nunca me arrependi do que eu fiz no passado, eu apenas tive outras experiências. Tive decepções e vi algumas coisas na cena musical que eu não gostei e discordei. Eu vivo por bons ideais. Eu não gosto daquelas coisas satânicas, mas este é apenas um dos lados da música. Metal enérgico e positivo é ótimo!

Pergunta: Como foi fazer uma turnê juntos como banda?

M: Para mim, o Unisonic é fantástico. Eu não quero mais continuar apenas em carreira solo. É melhor cantar em uma banda.

D: Quando a gente passa um certo tempo tocando com um grupo, sabemos como as pessoas trabalham e podemos esperar bons resultados deste trabalho.

Pergunta: quais as expectativas para o show "Leyendas del Rock", no próximo mês de agosto?

M: Vai ser ótimo. O show vai jogar os fãs para o alto.

D: Vamos tocar nus.

M: Vamos matar todos vocês.

D: Exatamente (risos).

Pergunta: Vocês se vêem em turnê com o Helloween no futuro?

M: Não, eu não vou. Não, não e não. Não é necessário. Unisonic é melhor que Helloween! (risos).




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Sobre Vitor Chaves de Souza

Vitor Chaves de Souza é apreciador de Hard Rock. Acompanha, traduz e divulga novidades e materiais, principalmente, do rock europeu. Dentre os seus favoritos, destaque para artistas e bandas alemãs.

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