Dani Nolden: "O público é sempre a melhor experiência"

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Por Mariana Lima, Fonte: Rock Alive Brasil
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Em comemoração ao dia (mês) Mundial do Rock, Mari Lima, jornalista do site Rock Alive Brasil, bate-papo com a Dani Nolden, vocalista da banda Shadowside! Confiram!!!

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R.A. Quem é a Dani Nolden?

Dani Nolden: Uma sonhadora - ou maluca, como você preferir (risos), amante de animais e de livros, que não sabe viver sem música.

R.A. Como foi ser entrevistada pelo jornal Le Monde?

Dani Nolden: Foi interessante! Na verdade, diferente. Foi um momento onde foram discutidos assuntos diferentes da música, como os protestos que aconteceram no país, prós e contras da Copa do Mundo, política e as prioridades do Brasil.

Porém, ao mesmo tempo, isso não é muito diferente do que nós e várias outras bandas de Metal acabamos expressando nas letras. Foi como elaborar os assuntos que às vezes são abordados nas nossas músicas.

Foi uma experiência boa e que deu um excelente feedback!

R.A. Na sua opinião, ainda há preconceito com mulheres no vocal em bandas do cenário metal?

Dani Nolden: Não, nenhum! Não acho que a minha geração saiba o que é preconceito com mulheres na música. Nunca fui desrespeitada por ser mulher. No início da carreira eu usava roupas coloridas e o pessoal gritava "paquita" ou "spice girl" (risos). Porém tudo isso encerrava no momento que o som começava, então acho que o público não se importa nem um pouco com quem ou o que está fazendo o som em cima do palco.

Tanto faz ser homem ou mulher, o que os fãs querem é música boa, o que as gravadoras querem é banda que venda álbuns e o que os organizadores de shows querem é banda que leve público aos shows. Existem alguns poucos que dizem que não gostam de vocal feminino, mas eu sinceramente acho que é uma questão de gosto... essas pessoas dizem isso porque nunca ouviram algo que as agrade.

Porém com a quantidade de mulheres se envolvendo com bandas atualmente, é uma questão de tempo para que essas poucas pessoas escutem algo que as faça mudar de ideia. Algumas pessoas já disseram que mudaram de ideia ao ouvir Shadowside, outras ao ouvir Arch Enemy, por exemplo. Ninguém deixa de escutar música interessante por causa do gênero de quem a está fazendo.

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R.A. Como vem sendo o trabalho da Shadowside desde o lançamento até hoje? Houve algum tipo de alteração?

Dani Nolden: Claro, é natural ter alteração, evolução, precisamos crescer, buscar novos desafios, coisas interessantes tanto para nós quanto para os fãs... se tivéssemos que fazer a mesma coisa desde o lançamento, creio que seria melhor lançar só um álbum e deixá-lo eternizado (risos). Algumas mudanças são saudáveis, desde que não se deixe de lado a identidade e o que você realmente gosta de fazer.

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Nós ficamos mais pesados, mais maduros e encontramos o equilíbrio que não havia no início. Primeiro tínhamos muitos excessos, depois ficamos crus demais, e hoje encontramos o meio termo entre fazer música direta e nos divertirmos como músicos, fazendo coisas que são interessantes tecnicamente de tocar e cantar.

R.A. Qual foi a sensação de fazer a abertura dos shows do Shaman, Nightwish, Primal Fear no início da Shadowside?

Dani Nolden: Cada uma dessas apresentações foram aprendizados, pois estávamos começando na época, completamente inexperientes. Estudávamos em todas as oportunidades que tínhamos de tocar com essas bandas, observávamos como elas se estruturavam, o que elas faziam para tornar a vida na estrada mais fácil e o show melhor.

Aplicávamos tudo que podíamos para o show seguinte e começamos a crescer. É fundamental para o crescimento de qualquer banda estudar outros artistas e entender o que eles estão fazendo que funciona!

R.A. Qual foi a melhor experiência que já teve na banda?

Dani Nolden: O público é sempre a melhor experiência. Tivemos a oportunidade de tocar em 31 países, contando com o Brasil, e escutar as ideias dos seus fãs, das pessoas que acabam de conhecer o trabalho ou daquelas que nos seguem há anos, ver as reações em diferentes partes do mundo... isso é a melhor parte de ter uma banda depois da música em si!

R.A. Hoje, o surgimento de novas bandas de rock e metal vem crescendo muito no Brasil, na sua opinião os (as) vocalistas dessas bandas estão preparadas musicalmente para isso?

Dani Nolden: Não acho que alguém que não está preparado musicalmente cresceria. Posso gostar ou não do trabalho de alguém, porém tenho certeza que todas as bandas que estão se destacando tem músicos que tem pleno domínio dos seus instrumentos e sabem exatamente como fazer para executar aquilo a que se propõem.

R.A. Quais são os planejamentos da banda para 2014?

Dani Nolden: 2014 será um ano curto por causa da Copa do Mundo. Porém, faremos mais alguns shows antes de encerrar o ciclo do "Inner Monster Out" e então entraremos em estúdio para compor novo material. Nós começamos escrevendo músicas novas individualmente, e depois nos juntamos como banda e mudamos tudo (risos). Sem dúvida virá material bem intenso e pesado!

E aí curtiram o bate-papo? Então conheçam melhor a Dani Nolden e a Shadowside!

Site Oficial:
http://www.shadowside.ws
Youtube:
https://www.youtube.com/user/ShadowsidePress7
Myspace:
https://myspace.com/shadowsideband

See You Soon!!!




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Sobre Mariana Lima

Formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, começou seu envolvimento com a música bem cedo. Estudou música com complemento em Coral e Instrumento Erudito pelo Conservatório Projeto Guri de São Paulo - Pólo Júlio Prestes (Região Central de SP), após terminar o período de estudos e apresentações no conservatório continuou a praticar sozinha o estudo de canto lírico e acabou seguindo para o lado do Metal Sinfônico, com as bandas: Epica, Nightwish, After Forever, Stratovarios e Forever Slave. Conhecendo diversas bandas e vocalistas sentiu o interesse de divulgar estes para toda a rede de internet, e assim fazer com quê todos pudessem conhecê-los também. Sendo assim fundou em agosto de 2010, o Blog Mari Lima e hoje Rock Alive Brasil, com informações do mundo do Rock em geral. Atualmente, Mari Lima é assessora de imprensa e vocalista da banda SleepWalkers e apresentadora do programa Decibéis.

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