Andre Matos: "O Angels Cry foi um marco na minha carreira"

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Por Jéssica Alves, Fonte: Blog Olhar Alternativo
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Por Jéssica Alves e Bruno Monteiro


Bruno Monteiro: O álbum Theatre of Fate tem letras melancólicas e melodias alegres, dançantes até. Comente sobre esse contraste entre esses dois elementos.

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Andre Matos: Acho interessante esse contraste. No caso das músicas que você citou (N.E.: To Live Again, Living for the Night e Prelude to Oblivion), não compus nenhuma delas, foi o Pit Passarel, (N.E: Matos compôs a faixa Moonlight). É uma característica do Viper. É interessante porque você destaca uma coisa da outra. Esse tipo de contraste acaba diferenciando uma música das demais composições.


Bruno: Você começou sua carreira no Viper com 13 anos. Nunca ouviu comentários negativos pelo fato de você ser muito novo?


Matos: Haviam brincadeiras. O pessoal nos chamava de boy band, de Menudos do Metal. Como naquela época não havia internet, nem celular o que é uma benção (risos), esse tipo de comentário não chegava a nós, era raro. Víamos um comentário ou outro através de um fanzine, de uma revista, mas eram comentários oficiais sobre algo que você fez, de fãs, do pessoal que ia aos shows. Era muito raro você ter contato com esse tipo de comentário como se tem hoje em dia através da internet. Nada que me desencorajasse a seguir fazendo o que eu queria fazer. E nós não éramos a única banda de garotos. Talvez fôssemos bem mais jovens que as demais, mas o pessoal nos respeitava. As bandas mais velhas, que eram nossos ídolos, nossas referências, tinham muito carinho por nós pelo fato sermos pequenos ali e estarmos nos esforçando.


Jéssica Alves: Qual a sua sensação quando você vai tocar pela primeira vez em uma cidade e apresentar seu trabalho a um público novo, como por exemplo, aqui em Macapá?

Matos: É uma boa sensação. Antes de chegar, não se sabe muito bem o que esperar, mas tem mais ou menos uma ideia em função dos comentários que recebe. Sabe que tem um público fiel em vários cantos. Quando você chega num lugar onde você é muito bem recebido e o pessoal é muito atencioso com você, esse foi o caso. Estou há algumas horas aqui na cidade de Macapá (N.E no dia 4 de abril). Infelizmente, não vou poder ficar mais tempo, mas pretendo voltar em breve, provavelmente com o show da banda. Estou ansioso pela apresentação e, em cada lugar que você faz um workshop, uma master class, você vai conhecer visões de mundo diferentes, vai conhecer dúvidas diferentes das pessoas com relação à música que muitas vezes até coincidem, independente do local. Isso é o que é mais interessante, talvez, para entender as diferenças e as semelhanças que existem independente de onde você esteja.

Jéssica: Recentemente, você iniciou a turnê do novo álbum (The Turn of the Lights) que também vai celebrar os 20 anos de Angels Cry (Angra), que foi um marco na sua carreira. Como você vê essa oportunidade de divulgar o seu novo álbum e ao mesmo tempo celebrar?

Matos: Foi uma coincidência. O Turn of the Lights saiu ano passado e a gente não pôde começar a turnê devido a uma coincidência de ter engatado com a turnê de comemoração do Viper. Então ficou combinado que começaríamos este ano. Justamente bateu a data dos 20 anos do Angels Cry. E aprendemos no ano passado que essa coisa de se fazer um tributo a um disco que foi um marco histórico dá muito certo com os fãs, eles querem isso, pedem isso. Por isso a ideia de fazer o Angels Cry, fazer a mesma experiência que a gente fez com o Viper ano passado. Já começamos a turnê e deu pra perceber que foi uma ótima ideia, mas dificílima, vocalmente falando.

Bruno: De modo geral, como está atualmente a repercussão do disco The Turn of the Lights?

Matos: Nós recebemos nota 90 de 100 na Burn Magazine, do Japão, que é a revista tradicional de lá, que foi a nota mais alta em um disco em toda a minha carreira. Recebemos resenhas excelentes na Europa inteira, o disco saiu no dia 25 países na Europa. O disco está sendo lançado agora este mês nos Estados Unidos e América do Norte, então ainda está um suspense. E no Brasil foi eleito o melhor disco de 2012 por meios especializados (N.E: Exemplo: site Whiplash.net e revista Roadie Crew) e foi o disco mais vendido de metal de 2012. Então não posso reclamar, a única coisa que faltou de fato foi a turnê do disco, que está iniciando.

Jéssica: Você citou a turnê com o Viper. Gostaria de saber como foi esse reencontro e a expectativa para tocar no Rock in Rio, com eles e sua banda solo?

Matos: O reencontro estávamos planejando há anos, sem nunca dar certo, devido a falta de tempo, cada um trabalhava em uma coisa. Mas de qualquer maneira, a gente sempre continuou amigos, se vendo, morando no mesmo bairro, continuando a amizade de adolescência e sempre pintou a ideia. Mas sempre aquele papo de boteco (risos), dizendo apenas ‘quando der vamos’. Até que o pessoal do Wikimetal, que são amigos nossos da época de formação do Viper, e são muito fãs da banda e resolveram entrevistar um por um da banda e a sempre perguntavam: se rolasse uma volta do Viper, você toparia? E a resposta era sempre; Lógico. E um dia eles arrumaram uma reunião com todo mundo e inclusive o Yves Passarel estava junto e começamos a falar sério; Planejamos uma turnê comemorativa, celebrando os 25 anos do primeiro disco, “Soldier of Sunrise”. E acabou acontecendo e foi um sucesso. Uma turnê que era para acontecer somente em 20 dias, se estendeu por mais 4 meses, se fazendo mais de 40 anos. E foi um registrado um DVD, que está em processo de finalização e em breve os fãs poderão ter esse material. E o legal foi isso, a repercussão do DVD e ocorreu o convite para Andre Matos solo tocar no Rock in Rio. Como iremos tocar no palco Sunset, podemos ter um convidado e o mais natural foi o Viper. Pra mim é um prazer mútuo e a expectativa é grande.

Bruno: Já que você citou os shows comemorativos aos 20 anos de Angels Cry, como você vê esse trabalho hoje? O que ele representa para você?

Matos: Foi um marco na minha carreira. Foi onde eu me profissionalizei. O Viper foi um período de preparação para chegar até ali. Aprendi muito nos dois primeiros discos do Viper. Depois deixei a banda e fui estudar música. Formei o Angra na própria faculdade de música, mas o Angels Cry foi a realidade da carreira musical, a pedra fundamental da realidade. Fomos gravar fora do país, ficamos praticamente exilados durante meses, éramos jovens, tínhamos 21, 22 anos. Foi um período difícil, tivemos que superar vários obstáculos e muitas incertezas na cabeça. O disco alavancou uma carreira que foi longe. Eu o vejo como um momento crucial na minha carreira. Por isso, ele merece ser rememorado e comemorado.

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Post de 09 de abril de 2013


Sobre Jéssica Alves

Uma jovem nascida em 1990 e moradora do Estado do Amapá que teve a sorte de ser criada em um lar onde o rock sempre esteve presente. Por frustação no meio musical, a veia jornalística falou mais alto e atualmente caminha no ramo do Jornalismo Cultural e milita na divulgação da cultura underground tucujú. Seu forte está no heavy metal, hard e classic rock.

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