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Killer Klowns: o espírito e a essência Hard Rock

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Por Ben Ami Scopinho
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O Killer Klowns avançou consideravelmente desde que iniciou suas atividades em 2008. Foram EPs, muitas apresentações e o debut recém lançado "Rollercoaster Ride", com um Hard Rock bem pesadão que está sendo alcançando oficialmente a Europa e EUA. Nada mal... O Whiplash.Net conversou com o guitarrista Teets para conhecer a história da banda, confiram aí!

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Whiplash.Net: Olá pessoal! Vocês estão com pouco tempo de estrada, mas já deram alguns passos importantes para a divulgação de seu nome. Que tal começarmos com uma breve biografia do Killer Klowns para o público conhecê-los melhor?

Teets: Primeiramente, obrigado pela oportunidade maravilhosa de estar aqui falando do nosso trabalho! Obrigado mesmo. Então, o Killer Klowns começou a partir de mim e do meu irmão Baby em fazer uma banda que expressasse aquilo que quiséssemos na vertente que mais nos agrada, o Hard Rock. Desde o inicio, no ano de 2008, nos preocupamos com as músicas próprias.

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Teets: Com a formação Teets na guitarra, Baby na bateria, Murilo no baixo e Dino no vocal, lançamos um single de "Everytime" na coleção mineira de hard rock em 2010 e nosso primeiro EP "Killer Klowns", e um DVD com bandas de Uberlândia (MG) com a música "Up High" no mesmo ano. Logo depois se juntaram à banda o baixista P.C. e o vocal William, e ainda no final do mesmo ano lançamos nosso segundo EP "Women Pleaser" em uma abertura para o Angra em Uberlândia. E estamos firmes e fortes para mostrar o que temos de melhor!


Whiplash.Net: Em termos de composições, o quanto os EPs "Killer Klowns" e "Women Pleaser", além das mudanças na formação, preparou e influenciou na sonoridade de "Rollercoaster Ride"? Para um a banda hard, o repertório possui canções bem pesadas...!


Teets: Haha, verdade, nosso CD realmente contém partes mais pesadas que nossos trabalhos anteriores, mas pessoalmente falando, eu acho que desde o início estávamos caminhando para esse tipo de trabalho, como "Love Burns" no primeiro EP, e quase todas de "Women Pleaser". Nossas músicas expressam realmente o que sentimos. No começo tudo para a gente era festa. Mas fomos amadurecendo, e tanto o William quanto P.C. souberam enriquecer a banda de forma bastante significativa, acho que o mais importante é que não perdemos o espírito e a essência da coisa. Então veio o "Rollercoaster Ride", que exprime as idéias da banda desde o começo até a atualidade.

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Whiplash.Net: O Killer Klowns encontrou respaldo dos selos Heart of Steel Records (Itália) e Metal Messiah Records (EUA) para liberarem "Rollercoaster Ride" no exterior. Como rolou as negociações e já deu para sacar como está sendo a recepção no exterior?

Teets: Quando chegamos na parte onde se procura selos de distribuição, William se auto indicou para esse posto, hehe, e mandou muitos e-mails para selos, gravadoras e etc, tanto nacionais quanto internacionais. Infelizmente não tivemos apoio deste tipo aqui no Brasil, mas a Heart of Steel Recors e a Metal Messiah Records entraram com a gente para nos lançar em seus territórios.

Teets: Tudo rolou via e-mail, muito rápido e prático, assinamos uns papeis e mandamos via correio. Acho que a internet hoje pode nos auxiliar desta forma. Como também na divulgação, por que oficialmente lançamos o CD no Brasil, Itália e EUA, mas sabemos que o mundo inteiro está nos escutando e assistindo, via rede sociais, canais em blogs, entrevistas ao redor do mundo, entre outros. Então, acredito que lançamos o "Rollercoaster" para o mundo e parece que o mundo está curtindo bastante. Haha.

Whiplash.Net: O encarte de "Rollercoaster Ride" mostra os integrantes do Killer Klowns usando roupas bem retrôs e espalhafatosas. Até onde vai essa preocupação com visual? Não acham que esse guarda-roupa mais antiquado pode afugentar pessoas que poderiam, potencialmente, vir a ser seu público?

Teets: Acredito que uma banda não foi feita apenas para ser apreciada pelos ouvidos; A partir do momento em que pisamos em um palco, também somos visualizados, então essa preocupação vem de mostrar para quem nos assiste que somos uma banda que temos nossas ideologias e performances que ultrapassam o quesito auditivo e se encontra também no visual. Acredito que haja algumas pessoas com certo tipo de preconceito antes de nos ouvir ou ver, mas fazer o quê? Somos assim e não se pode agradar a gregos e troianos. Haha.

Whiplash.Net: O vídeo para "Until The End" reflete bem o que é o Hard Rock do Killer Klowns, e sua produção está muito acima da média. Como rolou toda sua concepção? Parece que houve muitas dificuldades pelo caminho, certo?

Teets: Sim, "Until The End" é uma música que fiz no começo da banda, e exprimi até hoje o que sinto em relação a nossa música. Quando decidimos gravar o clipe, a escolhemos por ser tão sincera e, como você disse, reflete muito bem nosso som. Reunimo-nos com Luiz e o Sandrow (produtores) e falamos que queríamos um clipe cru, mas bem feito, nada de roteiros, apenas nós, e eles de cara já embarcaram na idéia. O que foi muito bom.

Teets: O clipe sofreu mudanças até a hora de apertar o rec da câmera, haha, foi muito difícil achar um lugar para gravar, e quando achamos, chegou no dia de montar a estrutura, continuamos com o mesmo lugar, mas mudamos onde seria feitas as gravações nesse lugar. Os combustíveis dos lança-chamas acabavam a cada 20 minutos ou menos de gravação, gastamos muita grana com inseticidas, que eram os combustíveis. O que era para começar as 19:00h e acabar no máximo 00:00h, começou em torno das 22:00h e acabou de madrugada. E no final William conseguiu bater a porta do carro na entrada do local, Haha.

Teets: Mas foi muito divertido, e agradeço a todos que estiveram presente na gravação, tanto os que trabalharam duro para isso se tornar realidade, quanto os preguiçosos que ficaram lá assistindo e reclamando de escutar a música umas 200 vezes. HAHA, Obrigado mesmo.

Whiplash.Net: Mesmo com sua acessibilidade, é nítido que o Hard Rock nunca conseguiu recuperar a força comercial de outrora. Qual a maior dificuldade que as bandas do gênero têm em captar a fidelidade do público aqui no Brasil, nos dias de hoje?


Teets: Pessoalmente, acho que hoje, não só para o Hard Rock, mas todos os subgêneros do rock passam por dificuldades de expansão aqui no Brasil. Tenho vários amigos de bandas de metal extremo, metal melódico, new metal, etc, e todos sentem a dificuldade tanto do público quanto de casas de shows e até mesmo da indústria fonográfica brasileira em apoiar bandas de rock com som próprio.


Teets: Acho que as maiores dificuldades hoje são os pouquíssimos espaços que se tem para bandas independentes e uma parcela do público que não está nem aí para as músicas das bandas. Ou seja, em geral, o desinteresse e a desvalorização para com as novas bandas nacionais de rock são uma das maiores dificuldades.

Whiplash.Net: Está em suas metas tocar pela Europa, Ásia e EUA ainda em 2012. Que medidas estão sendo tomadas neste sentido?

Teets: Estamos tentando juntar grana, o que é bem difícil. Hehe. Não sei se conseguiremos até o fim do ano, mas queremos ir o mais rápido possível, já estamos contatando agentes de turnês no exterior para que tomem conta das nossas datas. Já surgiram grandes oportunidades de tocarmos fora, mas o difícil é chegar lá. Estamos juntando dinheiro e a procura de patrocínio para que possamos realizar esse sonho que está sendo tão cogitado! Tomara que aconteça o quanto antes.

Whiplash.Net: Vocês estão cheios de planos para o 2013, inclusive liberar dois álbuns. Fala um pouco do que pode vir por aí...

Teets: Na verdade, queremos começar a gravação do segundo disco no ano que vem, mas temos poucas músicas ainda, e não é uma coisa que queremos fazer com pressa. Queremos também lançar um EP ao vivo com algumas músicas do "Rollercoaster Ride", mas agora o que queremos mesmo é aproveitar ao máximo o que o "Rollercoaster" pode nos dar (acho que muita coisa, hehe). Até agora não temos composições novas fixas, apenas arranjos, letras, nem eu sei o que vai sair disso ainda. Hehe.

Whiplash.Net: Uma curiosidade final... O Killer Klowns estava indo muito bem na votação para tocar no último Rock´n´Rio... Em que resultou isso tudo, afinal?

Teets: Desde o início, nossa razão sabia que não ia virar nada, ou seja, isso tem muita coisa por trás, mas nunca perdemos as esperanças, divulgamos ao máximo, ficamos um bom tempo em primeiro, com muitos mil votos por semana. Chegamos até a gravar uns dois programas de televisão sobre isso. Mas infelizmente não deu certo. Das bandas finalistas, algumas não estavam nem inscritas para fazer parte da seleção, então, fazer o quê? Mas o que resultou disso tudo foi a grande divulgação que conseguimos. Muitas pessoas passaram a nos conhecer e nos curtir, então valeu muito a pena para mim, e posso dizer que para o resto da banda também.

Whiplash.Net: Pessoal, o Whiplash.Net agradece pela entrevista desejando boa sorte a todos! Se o Killer Klowns quiser acrescentar algo, a hora é agora!

Teets: A gente agradece de coração o espaço cedido por vocês para essa incrível entrevista! Acompanhamos o trabalho do Whiplash.Net e somos gratos pelo que vocês fazem pelas bandas independentes. Queríamos agradecer a todos que leram essa entrevista, aos fãs, amigos, familiares e a todos que estão nos apoiando, curtindo, escutando e indo a cada show!

Teets: Não deixem de curtir nossa página no facebook: http://www.facebook.com/#!/pages/Killer-Klowns/181179348600525, Twitter: @KillerKlownss e para mais informações visitem nosso site: www.killerklowns.com.br

Teets: E acho que é isso! Um grande abraço a todos e muito obrigado!


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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