Soilwork: Dirk Verbeuren fala sobre saída de Peter Wichers

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Por Kako Sales, Fonte: MetalSucks, Tradução
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O guitarrista/compositor Peter Wichers deixou o Soilwork pela segunda vez no início da semana passada. Wichers divulgou um comunicado vago citando “diferenças criativas”, mas os membros restantes do Soilwork têm ficado calados – até agora.

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Em uma entrevista exclusiva com o baterista do Soilwork, Dirk Verbeuren, ficamos sabendo bastante sobre os fatores que causaram a separação e como a banda planeja seguir em frente, diante da proximidade do lançamento do novo álbum do grupo, “The Living Infinite”.

MetalSucks: Primeiramente, como você se sente ao receber a incrível e honorária distinção de ser nomeado pelo MetalSucks o Décimo Terceiro Melhor Baterista de Modern Metal?

Dirk Verbeuren: É ótimo! Saber que a galera curte meu estilo de tocar é do caralho. Às vezes eu não sei se o que eu faço realmente faz sentido. E de repente algo assim aparece. Então é muito bom. Mas tenho uma coisa a ressaltar: Não acredito que eu devesse estar acima de Dave Lombardo. Na verdade, acho que ninguém deveria, no que diz respeito a tocar Metal na bateria. Ele é Dave Lombardo, cara! Ele gravou alguns dos groves mais inpirados da história em “Reign in Blood”, “South of Heaven” e “Seasons”, enquanto eu ainda estava batendo em caixas com um par de réguas. Tirando esse pequeno detalhe, ser reconhecido junto a grandes músicos aos quais eu tenho um grande respeito é bom demais. Então obrigado, MetalSucks!

MS: Então, vamos ser diretos: Por que Peter saiu da banda? Ele quis sair, foi demitido ou foi algo mútuo?

DV: Foi uma decisão mútua. Peter não pôde participar da nossa turnê americana em 2011 junto com o Symphony X. Aquilo foi mais ou menos seis ou sete meses após “The Panic Broadcast” ter sido lançado. Estávamos embalados na época, mas por solidariedade e respeito a nosso colega de banda e amigo, e por realmente sentirmos que tínhamos uma formação definida, nós cancelamos aquela turnê. A idéia na época era de que Peter iria sair de novo em turnê conosco em breve. Mas aí os festivais de verão apareciam e ele dizia progressivamente “não” a eles também. Não podíamos continuar cancelando os shows, então chamamos o David Andersson, que já havia tocado conosco anteriormente.

DV: Depois disso, sair em turnê tornou –se algo bastante complicado. O resto da banda não sabia o que fazer. Era difícil estar nessa situação de repente, com um ótimo álbum e sem turnês para divulgá-lo e com uma formação incerta. Menos de um anos antes, estávamos todos felizes com relação a nosso futuro juntos, como banda, entende? Nós conversamos e tentamos esclarecer as coisas, e no final, para resumir, Peter não queria se comprometer com o que o resto da banda sentia que era obrigatório para o Soilwork. E era assim: queira ou não, temos que sair em turnê. Não há dois pesos e duas medidas para isso. O negócio é fazer shows, muitos shows. É vital se queremos ter a mínima chance de sobreviver como uma banda. Foi por isso que seguir em frente foi nossa única opção.

MS: O que Peter quis dizer quando ele citou “diferenças criativas”?

DV: Não sei, cara. Minha opinião é... Acho que foi outra forma de dizer “discordâncias artísticas”. Mas honestamente, nós nunca tivemos problemas em compor ou tocar juntos. Nos sentimos bastante abertos para tocarmos o que queremos nessa banda. Não há ditadura musical ou qualquer palhaçada do tipo acontecendo, não somos esse tipo de banda. Sempre respeitamos as idéias do Peter e ele respeitava as nossas. “The Panic Broadcast” era para nós uma das melhores coisas que já fizemos, saca? Ainda sentimos isso e tenho certeza de que Peter sente isso também. Então, eu não sei exatamente o que ele quis dizer com isso. Teria que acreditar que algum ressentimento pode ter aparecido. Se eu fosse descrevê-lo, eu provavelmente teria usado a palavra “pessoais” ao invés de “criativas”.

MS: Peter voltou à banda para compor, gravar e fazer a turnê de divulgação de “The Panic Broadcast”. Fale sobre as contribuições de Peter como compositor. Muitos fãs nomeiam Peter como o mais importante colaborador nas composições do Soilwork.

DV: Peter é um compositor super talentoso e ele merece cada elogio que recebe. No entanto, ele não é o único compositor fodaço do Soilwork. Sylvain (Coudret, guitarrista desde a saída de Ola Frenning, em 2008) compôs quatro músicas incríveis para “The Panic Broadcast”. E tenho certeza de que ninguém questionaria o quão importante são as melodias do vocal do Speed, porque é inegável o quanto elas acrescentam. Todos nós colaboramos, seja com uma música inteira, com o núcleo da música, uma seção, uma batida, um riff, ou um pequeno arranjo sobre o qual você não pensaria duas vezes.

DV: As pessoas se esquecem que as coisas menos óbvias também são essenciais para a música. Pegue o Sven (Karlsson, teclados) como exemplo: o cara é um tecladista absolutamente brilhante, o que ele faz é incrível. De estourar os miolos! E pelo fato de não aparecer tanto na mixagem do álbum e estar talvez um pouco subtendido, as pessoas raramente falam sobre toda a grandeza musical que o Sven apresenta. Imagine “As We Speak” sem a melodia dos teclados. E isso sem falar em todas as músicas que o Sven tem dado ao Soilwork ao longo dos anos. Então, sim, é uma verdade absoluta que o Peter é um guitarrista do caralho que compõe um monte de músicas incríveis, e na mente de alguns ele é essencial. Há um monte de fãs do Peter por aí, e com razão. Mas também há um monte de fãs do Ola Flink. O Ola é um cara leal. Ele leva uma energia imensa ao palco e tem um senso de humor único que pode transformar o pior dia de uma turnê numa viagem louca demais. Quando você pensa em coisas assim, elas se tornam grandes. Temos visto pessoas nos nossos shows usando camisas feitas em casa com os slogans do Flink nelas! Para finalizar, são necessários todos esses diferentes talentos e personalidades combinadas para fazer o Soilwork.

MS: Como foi ter o Peter de volta à banda após completar o ciclo inteiro de “Sworn to a Great Divide” sem ele? Houve alguma tensão? Quando começou a ficar aparente que as coisas não funcionariam com o Peter dessa vez?

DV: Na verdade, o Peter fez os últimos dois shows da turnê do “Sworn” com a gente, e foi realmente incrível tê-lo de volta, cara! Mas aí algumas grandes mudanças na família dele aconteceram literalmente uma semana após ele ter oficialmente retornado, e isso foi difícil para ele. Assim que terminadmos os dois shows, fizemos “The Panic Broadcast” sob ótimas circunstâncias e num ótimo ambiente, mas quando chegou a hora de sair em turnê de novo, foi ficando cada vez mais óbvio que Peter ainda estava passando por um momento difícil.

DV: Ficar longe por meses a fim às vezes é muito foda, e ele tinha que lidar constantemente com isso. Isso é parte do porquê ele ter saído em 2005, então não foi uma surpresa total... Acho que todos nós estávamos esperando, o Peter também, que as coisas fossem um pouco mais fáceis dessa vez. Que ganharíamos mais dinheiro com as turnês, ou talvez que algumas turnês fosse mais bem sucedidas. Mas como se vê, a vida na estrada pode ser uma merda quando se está no Soilwork. Não somos o Metallica. E, porra, é difícil para todos nós, para qualquer um, deixar esposas ou namoradas ou filhos para trás para cuidarem de si mesmas por um mês ou dois ou até três meses seguidos. Todos nós sabemos como isso pode ser difícil. A verdade é que, sem fazer turnês, uma banda como essa não conseguiria existir. E não estamos prontos para jogarmos a toalha. Amamos o que fazemos, e já dedicamos muito a essa banda para desistirmos agora.

DV: Olha, estamos bem conscientes de que alguns dos nossos fãs estão preocupados por causa dessa separação. Eu garanto a vocês: não há nada com que se preocupar! O Soilwork não vai a lugar algum, ou vai passar a tocar Dubstep ou alguma merda do tipo. Vamos continuar a fazer o que fazemos de melhot! Peter é um amigo muito querido, é da família, e ele sempre estará presente através de nossa música. Nós desejamos a ele tudo de melhor.

MS: Quem vai substituir o Peter?

DV: David Andersson, porque ele é um cara ótimo, ele toca pra caralho e é muito divertirod trabalhar e passar o tempo com ele. E também não foi tipo: “O Peter foi embora, tragam esse cara”. O David já tocou com a gente vezes suficientes para sentirmos que é o cara cero. Ele conhece a coisa, tem nos ajudado tocado com a gente como substituto por seis anos, entrando e saindo. Ele mereceu isso, se você preferir assim, e estamos muito felizes por tê-lo na banda! Ele pode compor uma música do caralho também. Enfim, o futuro parece brilhante para o Soilwork. Estamos prontos para sair por aí e quebrar tudo. Vou te falar uma coisa: “The Living Infinite” vai botar pra fuder tanto quanto qualquer outro álbum do Soilwork que você curte. Vai ser intenso e pesado pra caralho!

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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