DeCifra me: Symphonic Gothic Metal nacional
Por Vicente Reckziegel
Fonte: Witheverytearadream
Postado em 24 de junho de 2012
Quem acredita em sua música pode fazer um trabalho o mais profissional possível. É o caso dos cariocas do DeCifra me que, apesar de ser um grupo relativamente recente, e ter somente um EP lançado, o cuidado com que tratam todos os aspectos, tanto a música como os demais promocionais, deve ser exaltado. Tem tudo para tornarem-se uma das grandes bandas nacionais e, por que não. no exterior. Com a palavra, o baixista e compositor da banda, Allan Gil:
Vicente: A banda é relativamente recente, tendo sido formada em 2006. Como avaliam a trajetória do DeCifra me até este momento?
Allan Gil: A banda vem em uma trajetória de muita luta, com vitórias e derrotas também. Mantê-la é muito complicado e sempre há um novo desafio. Mesmo assim estamos muito satisfeitos pelo grupo que temos e pela união que conquistamos.
Vicente: Vocês lançaram seu primeiro registro oficial, "Death Mask", no ano passado. Como foi a gravação do disco? Foi tudo como esperavam?
Allan Gil: Esse foi com certeza um dos nossos maiores desafios. Lutamos contra a falta de grana. Nosso objetivo era realizar a gravação 100% dentro de um bom estúdio, para isso chegamos a consultar e até quase fechar com produtores conhecidos, mas nosso orçamento foi reduzido e tivemos que trilhar caminhos diferentes. Montamos então um estúdio caseiro para a captura das cordas e teclados, deixando para o estúdio apenas os vocais, sopro e bateria. No final, o produto não saiu como esperávamos, mas foi o melhor que pudemos fazer para o momento.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Vicente: E a reação do público?
Allan Gil: Foi surpreendente. No início, ficamos muito tristes por não termos conseguido fazer com que o EP tivesse a qualidade que sonhamos, mas a cada apresentação as pessoas nos procuravam para levar um exemplar e passamos também a presentear expectadores mais calorosos em alguns shows. A partir disso, passamos a perceber que as pessoas já cantavam nossas músicas nos shows. Isso foi gratificante e tomou o lugar da frustração que havíamos sentido no começo.
Vicente: Vocês já começaram a gravação de um novo EP?
Allan Gil: Sim, estamos gravando, mas não exatamente um novo EP. Nossa intenção é corrigir as músicas antigas e incluir novas faixas. No final sairá um "The Death Mask" com o dobro de faixas, mas agora com maior qualidade. Vamos fazer valer o nosso lema que é a qualidade.
Vicente: Foi difícil conseguir montar toda essa estrutura de banda, que envolve flauta doce, violino, teclados e tudo o mais que o DeCifra me possui agora?
Allan Gil: É difícil sim. Primeiro, a dificuldade em encontrar músicos comprometidos e determinados a realmente "vestir a camisa e trabalhar". Segundo, a dificuldade em conseguir equilibrar os horários de todos para cumprirmos com os compromissos, uma vez que somos 9 pessoas. E terceiro, manter uma logística para transportar a banda e o equipamento nas apresentações, já que os integrantes são de vários pontos do Estado do Rio de Janeiro. Outro tipo de situação problemática que já passamos é, por exemplo, no caso de um instrumentista deixar a banda, para isso temos nosso próprio equipamento. Como somos muitos, conseguimos manter os ensaios nos revezando nos instrumentos.
Vicente: Vocês já tiveram a oportunidade de abrir os shows de bandas como Sirenia e Shaman. Como foi essa experiência?
Allan Gil: Maravilhoso é a palavra certa para descrever esses momentos. E ainda tê-los visto assistindo nossa apresentação, lembrar disto faz sumir qualquer problema e dificuldade.
Vicente: Como avalia o cenário para as bandas nacionais nesse momento? Há mais espaço para divulgação e realização de shows, ou não houve nenhuma mudança substancial nesse sentido?
Allan Gil: Muitos defendem que a cena acabou, outros dizem que ela está mais forte. No meu ponto de vista, vejo "panela" de bandas, vejo poucos organizadores de eventos que fazem um trabalho legal, vejo muitas bandas ótimas e de qualidade lutando por um espaço, vejo falta de oportunidade nas rádios FM, não existe incentivo do governo. Vejo um mercado de música em transformação onde o futuro ainda não está definido e parece que todos estão deixando para ver onde vai dar.
Vicente: Uma coisa bacana na banda é a preocupação no todo, seja pelo cuidado com o material gráfico, site, sem esquecer obviamente da parte musical. Essa foi uma preocupação desde o inicio da banda, fazer um trabalho profissional de alto nível?
Allan Gil: Desde o início a banda vem focando na qualidade, seja na música, no site, na performance. Tentamos ser o mais profissionais possível, estudando cada ponto, onde deve ser melhorado a cada apresentação, pois desejamos que nosso material seja exibido não só aqui, mas também fora do Brasil.
Vicente: Em poucas palavras, o que acham das seguintes bandas:
Elis:
Elis vem sendo uma inspiração para nós, principalmente no álbum "Dark Clouds in a Perfect Sky" com seu som simples, sem muita virtuose. Assim como nós.
Therion:
Therion tem a estrutura que queríamos para nós. O coro de vozes perfeitas, unindo-se ao peso. Mistura perfeita.
Epica:
Grande nome dentro do estilo. Não dá para falar de Metal Sinfônico sem citá-los.
Shaman:
Uma influência antiga, desde a época do André Matos. Os elementos que a banda trás nos atraem muito, flautas, pianos, percussões muitíssimo bem feitas, além de uma sonoplastia muito interessante nas aberturas de shows e intro de cds.
Nightwish:
Sem palavras, foi onde tudo começou. Nossa ideia inicial, nosso plano, foi sendo lapidado até virar algo mais com a nossa cara, mas a princípio, a ideia era ser como Nightwish.
Vicente: Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho do DeCifra me e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.
Allan Gil: Para aqueles que nos acompanham, não temos como agradecer pela força e carinho que nos tem dado, até mesmo nos momentos difíceis. Sabemos de verdade o quanto é importante cativá-los e agradá-los sempre e o faremos assim. Para os que não nos conhecem e gostariam de conhecer, basta nos procurar em nosso site ou nas redes sociais, teremos o maior prazer em atendê-los. Para todos, nosso recado é confie nas bandas nacionais, pois somos capazes de fazer um trabalho de qualidade tanto quanto as bandas gringas. É o que posso dizer. Confie!
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