Marduk: "Escrevo músicas com o meus próprios conceitos"
Por Thiago Fuganti
Fonte: Metal Storm
Postado em 01 de junho de 2012
Entrevista com o guitarrista Morgan "Evil" Steinmeyer Håkansson feita pelo site Metal Storm.
Metal Storm: O Marduk é uma das mais antigas bandas de Black Metal; em sua opinião existem bandas novas que se destacam na cena atual?
Morgan: Eu não sei, e eu não sento para refletir sobre o que as outras bandas estão fazendo. Eu me importo com o que eu sou e o que nós como uma banda estamos fazendo. Eu vejo que minha vida está em expansão e é onde ponho minha dedicação e lealdade, então vou me concentrar na minha própria criatividade. Eu não posso pensar em qualquer banda nova específica, mas há um monte de bandas para as pessoas encontrarem e darem uma checada.
Metal Storm: Em uma conversa recente com outro músico de Black Metal, ele disse que faz música na maior parte para si e que cada um tire suas próprias conclusões dela. Qual é a sua posição sobre este assunto?
Morgan: Eu entendo o pensamento. Eu escrevo letras e músicas com o meus próprios conceitos e quando as pessoas ouvem, elas podem ter sua próprias ideias do que cada coisa significa, enquanto eu sei exatamente o que significa para mim. É por isso que eu nunca falo muito sobre o conceito lírico de um álbum, eu prefiro que as pessoas leiam as letras e decidam por si mesmas o que achar delas. Assim, muitas pessoas me perguntam sobre isso e aquilo, mas eu acho que é estúpido sentar aqui e explicar as letras. É o mesmo como tentar explicar a alguém o significado de uma pintura. Ele fala com o espectador em sua própria linguagem e eu acredito que a música deve fazer o mesmo.
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Metal Storm: Então seria justo dizer que o Black Metal não é necessariamente para as massas, seria algo mais pessoal refletindo o tipo de música?
Morgan: Isso é pessoal também. Quero dizer, tudo "é pessoal". É muito comum as pessoas dizerem por aí que sua música não deveria ser comercializada. Eu tenho uma mensagem na minha música então por que eu não deveria mostra-la para as massas? Lembro-me dos anos noventa, o Morbid Angel estava tocando com bandas maiores e as pessoas diziam que eles estavam se vendendo, algo que não concordo. Quero dizer, se você está acreditando em sua música e tocando para um público maior, está espalhando a sua mensagem para as massas, que é a razão de tudo isso.
Metal Storm: "Serpent Sermon" é o 12º álbum de estúdio da banda e seu primeiro lançamento pela gravadora Century Media; você tem um acordo mundial para este lançamento? E seguirá com seu selo Blooddawn Productions?
Morgan: Nós fizemos um contrato mundial com a Century Media, mas também ainda tenho a Blooddawn, que é basicamente a minha gravadora. Nos últimos 10 anos tivemos também a nossa própria marca que fez a distribuição através do selo sueco, Regain Records. As coisas estavam meio que caidas com eles e por isso decidimos seguir em frente. Tivemos ofertas de quase todos os selos de música extrema, mas no final, decidimos que a Century Media teve o planejamento mais forte e organizado para uma banda como nós para trabalhar. So far so good... [Risos]
Metal Storm: Então, a Century Media não impos quaisquer restrições à banda?
Morgan: Não, porque senão não estaríamos na Century Media. Esta é a coisa mais importante para nós e todos os selos com os quais já trabalhamos nunca interferiram na banda. Precisamos ter total liberdade artística, porque caso contrário, seria apenas lançar música. Nós não aceitamos qualquer interferência em nossa produção, ou seja, nós fazemos nosso trabalho e então eles podem fazer deles; cuidar do álbum.
Metal Storm: A capa do álbum nos remete à velha escola. Isso foi intencional e quem fez a arte?
Morgan: A arte foi feita por Mortuus, nosso vocalista. Nós fizemos o álbum inteiro em um esquema DIY (Do It Yourself = Faça você mesmo), que foi gravado no estúdio do nosso baixista, produzido por nós mesmos, então também mixado por nosso baixista e o layout feito por nosso vocalista. Temos trabalhado no conceito de tudo. Então, quem deve saber melhor como fazer a arte e os reflexos visuais de nossa música que nós? E falando da capa do álbum, que é uma mais simplista e minimalista em relação aos nossos outros, e eu acho que realmente reflete o espírito do álbum. Você tem o pentagrama e você também tem o diabo, ou demônio, ou como você quiser definir isso, e tudo isso simboliza muito mais o sentido diabólico do álbum. Ele não tem muitas fotos em encarte como alguns de nossos outros álbuns, mas eu acho que retrata o lado visual da música e as letras.
Confira a entrevista completa no link abaixo.
http://www.metalstorm.net/pub/interview.php?interview_id=636
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