Offal: entrevista com a banda old school death metal

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Por Christiano K.O.D.A., Fonte: Som Extremo
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A OFFAL é uma banda assumidamente old shcool death metal. Seu estilo bastante tradicional conquistou muitos fãs, especialmente após o lançamento do álbum “Macabre Rampages and Splatter Savages”, muito bem gravado por sinal, no ano passado (ver resenha em http://somextremo.blogspot.com). De lá para cá, os caras lançaram também, quase que simultaneamente, mais 2 splits, e querem sempre mais. O blog Som Extremo entrevistou os vocalistas André Luiz e Tersis Zonato, que também é dono da guitarra da OFFAL. Além da dupla, João Carlos Ongaro (baixo) e Eduardo Tobe (bateria) completam o line up do conjunto.
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Som Extremo: A escolha de fazer um old school death metal surgiu naturalmente, ou sempre foi a proposta da OFFAL?

André: Sempre foi nossa proposta, desde o princípio! Nós vivemos de forma muito expressiva o auge do Death Metal no final dos anos 80 e início dos anos 90, sempre estivemos muito ligados a isso e então quando resolvemos montar a banda o foco principal sempre foi orientado a essa era fantástica do Death Metal mundial.

Tersis: Particularmente, nunca me interessei muito por essas chamadas bandas de “Brutal Death Metal” de hoje em dia, com algumas excessões, é claro. Mesmo que o gênero tenha se “desenvolvido” dessa forma, ainda prefiro aquela linha mais tradicional. Talvez por isso as composições naturalmente surgem através da busca por esse espírito mais antigo. Porém, quando entrei na banda, a mesma já tinha essa proposta.

Som Extremo: Tocando esse tipo de música declaradamente, a OFFAL não teme ficar “presa” no estilo?

Tersis: Por vezes trazemos alguns elementos um pouco mais “modernos” para nossa música, mas sem deixar de lado aquele lado primitivo. Algumas ideias diferentes acabam surgindo uma vez ou outra, mas acredito que vamos continuar trilhando por esse caminho mais tradicional, sem fugir de nossas origens.

Som Extremo: Como tem sido caminhar na cena underground desde 2003, quando a OFFAL foi criada?

André: “Cena underground”? Pra mim isso não existe já faz muito tempo, no Brasil é claro! Enquanto no exterior o pessoal realmente age de forma conjunta, apoiando selos e bandas, adquirindo material original, indo a shows e etc... aqui tudo continua a mesma m... de sempre ou pelo menos a mesma m... de bastante tempo atrás! São cada vez mais raros os consumidores de material original, os blogs de download de material se proliferam dia-a-dia, os eventos do gênero raramente conseguem levar 100 pagantes... a triste realidade é essa! Hoje é realmente muito difícil falar em “cena”, pelo menos para nós ela não existe!

Som Extremo: Quais as maiores dificuldades em se fazer música extrema no Brasil?

Tersis: Como outras linhas artísticas, é muito difícil obter reconhecimento. Não que pretendamos tornar algo mainstream, porém recebemos pouco suporte. Acredito que as mídias especializadas e principalmente os fãs deveriam apoiar as bandas nacionais, não apenas comprando materiais, mas participando dos shows e eventos. Antigamente havia muito boato e desentendimento, mas acredito que esse tipo de coisa já não está mais acontencendo com tanta frequência, o que é positivo.

Som Extremo: Como é o processo de composição das músicas? E das letras?

Tersis: Normalmente cada membro surge com ideias ou grava um “rascunho” de como imagina a música, estruturando os riffs. Nos ensaios tentamos encaixar e montar da melhor forma, dando sempre a liberdade para todos opinarem. O André cria a linha vocal e as letras e então começamos a refinar as ideias, retrabalhando a estrutura e buscando a melhor forma de expressar a mensagem que queremos passar.

Som Extremo: Vocês parecem ter entrado em um ótimo ritmo produtivo. Como exemplo, tem-se os lançamentos de um full-length e dois splits em curto espaço de tempo. Existe alguma fórmula para isso? Quais os planos futuros da OFFAL?

André: O fato de os materiais terem saído simultaneamente foi apenas uma grande coincidência. Apesar de gravados na mesma sessão de estúdio e de terem sido enviados para os selos que os lançaram praticamente juntos, estávamos sujeitos a diversos fatores que geralmente atrasam o lançamento dos materiais. Felizmente os selos trabalharam bem rápido e os materiais acabaram saindo em curto espaço de tempo e praticamente no mesmo período. Quanto aos planos futuros, devemos tocar mais vezes “ao vivo” e compor novas músicas para algum futuro lançamento, mas gravar novo material somente em 2012 mesmo!

Som Extremo: Façam um top 5 de seus álbuns favoritos.

André: AUTOPSY - Mental Funeral
IMPETIGO - Ultimo Mondo Cannibale
REPULSION - Horrified
NAPALM DEATH - From Enslavement to Obliteration
MORBID ANGEL - Altars of Madness

Tersis: Numerar APENAS 5 é muito difícil. Como estamos focando no Death Metal, vou tentar separar 5 do estilo, mas com certeza vou esquecer de algum:
AUTOPSY - Mental Funeral
DEATH - Leprosy
DEICIDE - Legion
MASSACRE - From Beyond
MORBID ANGEL - Altars of Madness

Som Extremo: Mais alguma coisa?

André: Comprem materiais originais, apoiem bandas e selos comprando material original! Fodam-se o download, blogs de download e todos aqueles que promovem e apoiam esse tipo de prática!

Som Extremo: Valeu pela entrevista, pessoal, um grande abraço, e sucesso extremo para a OFFAL!

Tersis: Muito obrigado pelo apoio. Aproveito para convidar a todos para acessarem nosso site oficial www.offalgore.com. Lá temos muitas informações sobre o OFFAL, além de links para outros canais como MySpace (www.myspace.com/offalxxx), ReverbNation (www.reverbnation.com/offal), YouTube (www.youtube.com/offalgore) e muitos outros. Continuem conferindo o site, pois estamos sempre atualizando com mais novidades.

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e tem um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, alguém que faz da música sua vida.

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