Hibria: entrevista com Iuri, Abel e Diego no IPC

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Por Igor Soares, Fonte: IPC
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O HIBRIA, um dos grandes nomes do metal nacional na atualidade, falou com exclusividade para a IPC sobre as expectativas do novo disco, “Blind Ride”, que é o primeiro a contar com o novo baixista, Benhur Lima.

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Com lançamento marcado para o dia 26 de janeiro no Japão, pela King Records, e com previsão para março no Brasil, “Blind Ride” já alcançou o primeiro lugar dos álbuns mais encomendados do ano na grande HMV Japan. Confira alguns trechos da entrevista com Iuri Sanson, Abel Camargo e Diego Kasper.

IPC: Como foi a produção do Blind Ride, o terceiro disco do Hibria? Qual o conceito dele?

Abel: Nós trabalhamos em cima do livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, do José Saramago, para produzir o disco. Li, achei legal e passei para todos os integrantes que gostaram também, e a partir disso começamos a conversar sobre ele. A obra tem uma atmosfera pesada e tinha uma conexão fiel com o que a gente queria fazer.

IPC: Não será um trabalho conceitual como os álbuns anteriores, “Defying The Rules” ou o “Skull Collectors”, mas tem um tema centrado no ser humano como um todo.

Diego: Então as letras do novo álbum foram inspiradas pelo livro do Saramago, não é baseado.

Iuri: O interessante é que mesmo quem não leu o “Ensaio Sobre a Cegueira” vai entender o que queremos passar, o significado da música.

IPC: Quando vocês começaram a trabalhar em cima desse álbum, o Marco Panichi (ex-baixista) estava com vocês? Demorou quanto tempo para “Blind Ride” ser finalizado?

Diego: Nas primeiras reuniões que fazíamos para falar do “Blind Ride”, o Marco esteve presente e nos disse que não gostaria de participar mais do processo criativo. Então, ele não participou do disco.

A gente já tinha umas ideias e começamos a compor para o terceiro álbum. Assim que voltamos do Loud Park, no Japão, no final de 2009, demos início à produção do CD. Até setembro do ano passado, quando entrávamos em estúdio para gravar, várias modificações eram feitas.

IPC: E como foi a chegada do Benhur Lima, atual baixista?

Iuri: Com a saída do Marco, pensamos em alguns nomes e fizemos testes com dois baixistas. Com a indicação de um amigo, conhecemos o Benhur, que se mostrou muito empolgado pelo convite. Logo na primeira audição, deu para perceber que ele tinha uma “mão própria” e era um pouco diferente daquilo que estávamos acostumados a fazer. Na verdade, nos demos muito bem com ele logo de cara. Numa semana passamos as músicas e já na semana seguinte ele já veio tocando 85% do som.

Diego: Ele já conhecia a banda de alguns shows. E além de tocar, ele canta e é uma ótima contribuição para os backing vocals, consegue alcançar os tons dos vocais e faz a dobradinha com o Iuri.

Iuri: Acho que privilegia ainda mais o som do álbum.

Diego: Foi uma vinda que agregou muito no Hibria.

IPC: “Blind Ride” sai primeiro no Japão. Quais são as expectativas da banda?

Diego: Há muito esforço da gravadora e das pessoas trabalhando com a gente para fazer um bom lançamento. Nesse terceiro disco, as coisas estão acontecendo com muita antecedência. Nas outras vezes, o CD saía e só depois tínhamos entrevistas, review, e hoje é diferente. As entrevistas já estão rolando, pessoas comentando. Estamos tendo um retorno positivo, o público está ansioso para ouvir as músicas. Esperamos que o disco marque ainda mais a nossa presença no Japão.

Iuri: O que nos motivou muito foi a questão da gente ter tido a oportunidade de ir ao Japão por duas vezes e sentir o poder da galera. Para mim, o lançamento do cd vai ser uma data especial, porque é meu aniversário. E sabíamos da nossa obrigação de fazer um disco melhor ainda para voltarmos o quanto antes, como forma de gratidão pelo reconhecimento.

IPC: Vocês deixaram de ser coadjuvantes no cenário do metal e hoje são o centro. Como estão encarando isso?

Diego: Com muito orgulho. Isso tudo é fruto do incentivo do público e resultado de um grande trabalho. Temos realizado grandes coisas. No Loud Park tocamos junto com nossos ídolos, como Judas Priest e Megadeth. Em Shibuya, conseguimos fazer um ótimo show também. Então isso tudo é a solidificação do nosso trabalho. A gente sente que precisa dar o sangue e o suor pelo reconhecimento do público. Cada vez mais estamos tocando na Ásia e queremos que isso se estenda para outros lugares.

IPC: Como vocês disseram, já tocaram com Judas Priest, Megadeth, Metallica, os ídolos de vocês. O que ainda falta para o Hibria?

Abel: Tocar com o Iron Maiden, Ozzy [risos].

Diego: Dream Theater também, que a gente curte bastante.

Enfim, tem bastante coisa ainda. Nós queremos ser influência também, já que nós fomos muito influenciados por grandes nomes do metal.

Iuri: Temos que manter a “roda girando”. Já vimos alguns vídeos do Japão de bandas tocando covers do Hibria e isso para nós é fenomenal. Muito legal, um orgulho enorme.

Confira a entrevista na íntegra:
http://www.ipcdigital.com/br/Zoom/Hibria-Deluxe-Edition_1801...

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Sobre Igor Soares

Brasiliense de nascimento e piauiense de coração, Igor é Geógrafo e Desenvolvedor Web. Acessa o Whiplash.Net desde os primórdios e o Iron Maiden, sua banda favorita, é uma das razões dele ter se tornado colaborador do site.

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