Jason Bonham: gostaria de um DVD ou CD da reunião
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 18 de dezembro de 2010
Steven Rosen, do site Ultimate-Guitar.com recentemente entrevistou o baterista Jason Bonham e falou sobre o JASON BONHAM'S LED ZEPPELIN EXPERIENCE — que celebra a vida e a música do seu pai, o lendário baterista do LED ZEPPELIN, John Bonham. Seguem alguns trechos da conversa.
Ultimate-Guitar.com: Você se apresentou com o ZEPPELIN para seu único show de reunião em 10 de dezembro de 2007. Seu desejo de realizar o LED ZEPPELIN EXPERIENCE veio desse show? Você pode descrever como se sentiu nesse momento?
Jason Bonham: É difícil descrever com palavras, o tipo de coisa que você fez parte por tanto tempo mesmo que sendo nas laterais, vendo seu pai estar com eles. Para mim foi um sonho realizado tomar aquele assento como um adulto e ser tratado como adulto com eles. Eu não me senti mais como um menino. Foi monumental. Quero dizer, as resenhas disseram que foi bom. Obviamente houve coisas no passado que não deram certo mas dessa vez todos estavam preparados; todos estávamos muito, muito preparados. E realmente, realmente famintos por fazer aquilo e queríamos tocar e acho que todos, não só eu, queríamos provar algo.
Ultimate-Guitar.com: Você trouxe um ponto importante, que são as resenhas do show, foram positivas e a platéia adorou.
Jason Bonham: Todos estavam em sua melhor forma. Para mim, eu espero que... Espero que um dia eles lancem o DVD daquilo, ou CD. Seria algo maravilhoso para mim ter oficialmente algo com meu nome que tivesse o nome LED ZEPPELIN acima, seria o sonho de qualquer baterista. Seja eu um parente ou não, eu conversei sobre isso com alguns bateristas pelo mundo e digo a eles "Sabe, antes de mais nada, eu sou um fã." Eu me tornei fã da música deles depois que meu pai morreu, o que foi uma pena. Era boa pra mim quando eu era criança; era uma banda em que meu pai tocava. Só foi quando meu pai faleceu que eu realmente quis ouvir o trabalho dele e dizer, "O que eu perdi?"
Ultimate-Guitar.com: O ZEPPELIN sempre pareceu te apoiar. Jimmy Page é incrivelmente restrito no que faz e ainda assim ele te acolheu desde o começo em vários projetos que eram meio que relacionados ao ZEP. E então te levar como baterista para o show de reunião foi grandioso.
Jason Bonham: Há uma grande crença que eu tinha que eu sabia ser muito ousada, de que eu era o único cara para fazer o serviço. Eu estava fortemente comprometido em minha mente. Eu não acreditava realmente que outra pessoa pudesse fazer; não importava quem fosse. Porque não é o bastante saber a música, você tem de conhecê-los. Qualquer um pode aprender a música, mas você tem de conhecer as pessoas. Você tem de saber aonde vai dar; você tem que saber o ritmo deles e o que eles pensam. Mas me consumiu muito tempo; levou para mim muito mais tempo do que para meu pai para descobrir. Eu li um artigo, uma entrevista com meu pai que achei no meu álbum de recordações que tinha quando criança quando estava arrumando as coisas para o EXPERIENCE. Achei meu livro de recordações da minha infância e há uma entrevista com meu pai de 1970. Ele fala sobre há quanto tempo ele tocava bateria e ele só tocava havia seis anos em 1970. Sabe? Então, estranhamente ele tocava bateria há apenas quatro anos quando ele fez o "Led Zeppelin I". Inacreditável.
Ultimate-Guitar.com: O LED ZEPPELIN EXPERIENCE é obviamente uma comemoração pelo legado do seu pai mas também traz muitas lembranças para você.
Jason Bonham: Quando eu pensei num primeiro momento, eu nunca me imaginei fazendo isso. Então quando me comprometir a fazer e fazer dessa forma em que há uma história bem pessoal – parte contador de história/parte show sobre como o LED ZEPPELIN me afetou – eu acabei cavando o passado e foi realmente muito, muito sentimental. Histórias sobre certas músicas que eu toco e dou uma razão para estar tocando e o que me lembro sobre elas e o que tem de especial nela ou alguma piada. Então não é só "Eu vou tocar música do LED ZEPPELIN." Eu acabei cavando o passado e foi emocionante demais para um cara de 44 anos.
Ultimate-Guitar.com: Então foi meio que uma terapia para você.
Jason Bonham: Minha mãe disse: "Jase, em cinco ou seis anos, você não chorou nem uma vez sequer. Você não chorou no ensaio." Então foi difícil passar por isso tudo mas fantástico procurar e me reencontrar nisto. Algo na entrevista que descobri sobre meu pai foi que eu não estaria procurando por coisas como essas se eu não estivesse fazendo o show. Então, ler textos sobre mim de quando eu tinha três ou quatro anos nas entrevistas do meu pai quando ele fala, "Ah, meu filho toca bateria" ou "Ele vai ser bom," é encorajador.
Ultimate-Guitar.com: Quando você estava preparando o LED ZEPPELIN EXPERIENCE, como você escolheu as músicas? Eram as suas favoritas? As favoritas do seu pai?
Jason Bonham: Basicamente eu tinha uma lista que eu queria fazer e esperava que quando eu encontrasse o vocalista certo, ele fosse capaz de fazer todas. Eu estava até mesmo pensando em pegar três vocalistas diferentes. Uma das coisas mais incríveis do LED ZEPPELIN era como o Robert [Plant] mudava e não num sentido pejorativo; eu acho que ele era um dos sucessos da banda. O fato de que ele era diferente em todos os períodos. Se você ouvi-lo no "I" ou "II" e escutar o "Physical Graffiti" ou "Presence", ele ainda assim é fantástico de uma forma levemente diferente. Quando você pensa na "Nobody's Fault But Mine" e então volta para a "Babe I'm Gonna Leave You", é fenomenal. A lista de músicas que eu tinha que representava cada álbum era grande porque tinham tantas e eu queria fazer mais. Quero dizer, nós até mesmo ensaiamos mais do que precisávamos e mudávamos em momentos diferentes; algumas noites nós tocávamos outras músicas de outros álbuns. Então eu apenas escolhi aquelas que realmente significavam algo para mim a ponto de eu colocar e pensar "Uau! Essa me faz perder o ar."
Ultimate-Guitar.com: Como tem sido a reação ao LED ZEPPELIN EXPERIENCE até o momento?
Jason Bonham: A reação tem sido maravilhosa; não poderia pedir mais que isso. As vendas de ingressos tem isso fenomenais; é meio que arrebatador. Há aqueles que odiaram, há poucos, porém há mais pessoas que gostaram. Há muito mais pessoas que querem do que as que não querem.
Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no Ultimate-Guitar.com:
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