Braia: mescla de música celta, MPB e Rock'n'Roll

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Por Rodrigo Barbieri, Fonte: Braia
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Bruno Maia iniciou sua carreira em frente à banda mineira TUATHA DE DANANN, por volta de 1996. Desde seus primeiros trabalhos, o TUATHA DE DANANN se destacava na cena brasileira e no exterior pelo crossover que sua música fazia; unindo urros guturais, vocais melódicos e guitarras distorcidas a passagens inspiradas na música celta e medieval. Bruno, como vocalista, flautista e guitarrista, gravou quatro álbuns com a banda até então e um DVD. Mas, mesmo com todo o sucesso e compromissos da banda, achou tempo pra desenvolver seu projeto paralelo e lançar o primeiro álbum do BRAIA. Com o titulo de “Braia...e o mundo de lá”, a obra reúne as maiores influências do compositor, tonificadas, como a música irlandesa - inclusive o disco também foi gravado na Irlanda -, a música mineira, o choro e o rock progressivo de bandas como Yes, Renaissance e Genesis. Agora, o Braia, já uma banda, lança seu primeiro DVD, e temos aí uma entrevista exclusiva para os leitores do Whiplash! com o multi instrumentista, que só nesse DVD, acumula as funções de tocar bandolim, bouzouki, banjo, violão, guitarra, guitarra havaiana e Low e tin Whistles.

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Bruno, por que lançar um DVD tão cedo, com apenas um registro de estúdio do Braia?

Pois é, algumas pessoas chegaram a dizer que era muito cedo pra lançarmos este material, que a banda deveria ter mais tempo e mais lançamentos etc, mas eu pensei o oposto, sabe? Tipo, concluir o primeiro trabalho em vídeo. Sabia que teríamos uma boa estrutura nessa data, uma boa iluminação e um bom público, daí já era meio caminho andado. Contratamos uma empresa muito boa pra cuidar de tudo e mandamos ver. Foi tudo gravado numa única noite em Varginha, no Teatro Marista. Foi um pouco cansativo, pois no dia tem todo o stress da produção, a correria, mas foi muito gratificante, e o público contribuiu demais.

Pode-se dizer que hoje em dia o Braia deixou de ser um projeto e se tornou uma banda? Qual a prioridade do Braia hoje em sua vida profissional?

Com certeza! O Braia nasceu como um projeto meu, com minhas músicas, ideias e alguns amigos gravando suas partes. Até já tinha desistido de tocar ao vivo e me conformado com a ideia do Braia ser somente uma ferramenta de excreção. Tipo minha válvula de escape musical, o que é expelido pelo artista... mas alguns amigos, alguns inclusive que participaram da gravação do CD, começaram a por pilha. Daí resolvemos fazer um show, e daí fizemos mais dois. O show do DVD é o quarto show da carreira do Braia... isso é meio maluco!!! Gravar seu primeiro DVD em seu quarto show hahaha. Mas funcionou!!! Daí o Braia se tornou uma banda mesmo. Uma prioridade. Acreditamos muito em nosso trabalho, pois se trata de uma música diferenciada, que dialoga com a world music, a música irlandesa, a MPB, o choro, e claro, o rock, mais especificamente, o rock progressivo dos anos 70. Somos uma banda agora!!! E pra mim o Braia é minha prioridade, pelo menos por um tempo.

O Braia usa muitos instrumentos atípicos a uma formação de rock/pop. Quais seriam estes instrumentos?

Então, pra conseguir chegar ao som que queremos, realmente usamos muitos instrumentos diferentes. Além dos tradicionais contra-baixo, guitarra, violão, teclados e bateria, usamos muito bouzouki, que é um instrumento de cordas grego, apropriado pela música tradicional irlandesa, banjo, flautas irlandesas, violino, guitarra havaina e a uilleann pipe, que é o carimbo, por assim dizer, do espírito irlandês.

No DVD, além das músicas do álbum “Braia... e o mundo de lá” há uma faixa inédita e ainda solos e performances dos músicos. Foi algo planejado ter estes solos compondo o DVD ou foi tudo inusitado?

Sim, há uma faixa inédita – "Lorac, mo chroí", inclusive, foi a primeira vez que a tocamos ao vivo e já a registramos. É um tema instrumental totalmente inspirada na música tradicional irlandesa: nessa música sou eu no banjo, o Júlio no bouzouki, o Roger no violino e o Edgard na escaleta. Muito massa esse som!!! Total Irish, celta mesmo! E quanto aos solos e performances, foi tudo planejado sim. O Braia conta com músicos extraordinários, que sempre executam solos nos shows. A Fernanda Ohara, nossa cantora, é um absurdo musical, o que essa mulher canta não está escrito!!! E o solo dela, o Imbas Ohara, foi todo improvisado, criação espontânea a três, ela e os dois tecladistas... Animal!!! O duelo de teclados do Edgard e Rafael foi fantástico também!! Dá pra se ter uma ideia do nível dos tecladistas por esse duelo haha.. O Anderson Alarça sempre faz um solo de batera no show. E sempre detona... E a introdução do show ficou por conta do Alex Navar e sua mágica uilleann pipe (gaita de fole irlandesa). Na verdade, eu já tinha essa ideia sim, de valorizar esses músicos fabulosos que eu tenho a honra de tocar e ser amigo.

Já tem em mente o segundo trabalho autoral do Braia?

Sim, já estamos desenvolvendo uns temas, ideias, conceitos... e a música está um pouco mais livre, sabe? Sem fronteiras total!!! Espero que este ano ainda lancemos algo novo.

A formação do Braia conta com nove músicos, algo bem distinto para um grupo hoje em dia. Como é administrar isso?

Pois é, isso é mega complexo. Pois há músicos de outros estados e tudo. Manter um ritmo frequente de ensaios é inviável, então geralmente ensaiamos nas vésperas dos shows e na passagem de som. Pra se ter uma ideia, até o DVD não havíamos tido nem 2 ensaios com a banda inteira. Sempre um ou dois estavam ausentes. Mas agora já começamos a pensar num mecanismo pra que essa logística funcione melhor. Vamos ver o que dá.

Pretendem sair em turnê para divulgar o DVD?

Com certeza, estamos super ansiosos pra tocar no país inteiro e quem sabe no exterior também, uma vez que o CD “Braia... e o mundo de lá” foi lançado na França e obteve uma boa resposta do público.

E o Tuatha de Danann, a quantas anda?

Está meio devagar. Não posso falar muito sobre o Tuatha de Danann, até porque minha prioridade agora é o Braia mesmo.

Deixe uma mensagem para os leitores do Whiplash!:

Queria agradecer o espaço que o Whiplash! sempre me deu, sendo no Roça´n´Roll, no Braia ou com o Tuatha de Danann. Valeu mesmo!!! E aos leitores, que são muitos, fica o convite pra conhecer o som do Braia que é uma mescla de música celta, MPB e Rock´n´ROll, com gaitas de fole, violinos, banjo, flautas, guitarras e tudo mais...

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