Infector Cell: grupo comenta demo de estréia e anseios
Por Metal Army Agency
Fonte: Sallua Russo
Postado em 01 de setembro de 2010
O INFECTOR CELL é um grupo relativamente novo, da cidade de Cotia/SP. Recentemente lançaram seu primeiro trabalho, uma demo auto-intitulada, nela podemos ouvir um Thrash Metal agressivo e intenso, mesclando ao Death Metal. Confira abaixo uma entrevista conduzida por Sallua Russo e prontamente respondida pelo guitarrista do grupo Fágner.
Sallua Russo: Ainda não tive a oportunidade de presenciar o som da INFECTOR CELL ao vivo, somente pude conferir sobre alguns shows nos vídeos que a banda disponibiliza via Myspace. Para os fãs de metal que também não assistiram a um show de vocês ao vivo, o que podemos esperar durante a apresentação? Geralmente o setlist conta com covers que influenciaram a banda?
Fágner: Bom, todos os bangers podem esperar uma apresentação agressiva e com uma grande energia, temos como objetivo, em todas as nossas apresentações, demonstrar na presença de palco o que as nossas letras ressaltam da realidade brutal que nos rodeia, no set list da INFECTOR CELL tocamos alguns sons de bandas que nos influenciam como KREATOR, EXODUS e SEPULTURA antigo...
Sallua: Quais são as bandas que influenciam vocês na criação dos sons próprios? As letras tratam a respeito de assuntos gerais ou vocês seguem uma mesma linha na hora de compor? As letras são compostas por qual integrante?
Fágner: Nós temos como influencia bandas como EXODUS, SLAYER, SEPULTRA antigo, além das bandas nacionais que nós apreciamos como: TORTURE SQUAD, KRISIUN, KORZUS e CLASUTROFOBIA. Quando criamos um som, sempre segue a linha da brutalidade do nosso cotidiano, misturado com as influências, isso e uma coisa inexplicável (rsrs...). Nossas letras não seguem uma linha, mas ao mesmo tempo segue, é meio confuso dizer. Como eu falei antes, nós relatamos tanto a questão da religião até as questões de política do nosso País, nossa realidade brutal... Geralmente nossas letras são escritas pelo vocalista da banda, o Allan, eu tento ajudar às vezes, mas geralmente as letras já estão prontas e eu fico mais encarregado das músicas.
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Sallua: A banda já teve alterações em sua formação muitas vezes, como houve diferentes integrantes, a influência do estilo musical também se altera, podendo ser percebida nos sons próprios da banda. Essa adequação musical, que muitas vezes pode ser uma evolução ou estagnação, já ocorreu com a INFECTOR CELL?
Fágner: Sim, a banda passou por duas alterações, as duas foram por com bateristas, mas sempre seguimos em frente. O estilo musical influência sim, foi uma das causas para o segundo baterista sair da banda, se ele estivesse ainda, a banda estaria tendo uma influência de New Metal. Quando o Fernando, baterista atual, entrou, trouxe mais influência para o lado Death/Black Metal. Sempre é uma evolução, porque você adquire mais experiência, e atualmente a INFECTOR CELL está em sua melhor fase.
Sallua: A INFECTOR CELL está na estrada há aproximadamente 4 anos. Durante esse tempo de estrada, quais foram os shows que mais marcaram na história da banda?
Fagner: Nem me fale, nós já tocamos em cada pirambeira (rsrs...). Nesses 4 anos de estrada foram tantos shows, dentre deles tivemos shows no interior de São Paulo, digo: são os que marcaram mais a banda. Os caras repetindo o refrão foram muito legais. Tirando muitos outros aqui na nossa cidade de Cotia, que os amigos sempre compareceram. E estou esperando ainda mais com essa parceria firmada com a Metal Army, para mais faremos mais shows e em diferentes cidades.
Sallua: Ao agendar datas de shows, a banda procura saber quais são as outras bandas que estarão dividindo o palco no dia do evento por questões musicais ou não há objeções quanto a isso?
Fagner: A banda sempre procura saber se tem alguma banda conhecida, mas nessa questão de objeções não temos, só fazemos a nossa parte que é mandar o nosso som da melhor forma possível.
Sallua: Os atuais integrantes participam ou já participaram de outras bandas? Se sim, quais são elas?
Fagner: Antes da INFECTOR CELL, o baixista Guilherme tinha outra banda chamada BLACK VIPER, e o Baterista Fernando tinha uma banda de Punk chamada: EM CÔMODOS, que por sinal era muito boa, já eu e o vocalista tínhamos outros projetos que não foram tão longe, quanto a nossa banda atual.
Sallua: Toda banda tem uma meta a alcançar, a seguir, às vezes até mesmo conseguir abrir para uma banda que seja de grande importância a vocês. Para a INFECTOR CELL, quais são suas metas? Já alcançaram algo que imaginavam não conseguir?
Fagner: Sim, a banda nunca pensava que iria fazer tantos shows e nem fechar uma parceria com a Metal Army, e nós, a cada show, nos surpreendemos com os bangers e os caras que apreciam o nosso som. Temos os objetivos de fazer o nosso primeiro álbum, e fazer ainda mais shows pelo nosso grande país, e futuramente fazer uma turnê maior.
Sallua: O que vocês acham de bandas que se negam a participar de festivais onde bandas de outros estilos irão tocar? Vocês acham que decisões como essa podem influenciar na opinião do público?
Fagner: Bom, por um lado sim. Temos alguns exemplos por ai de bandas que agem dessa forma, mas sempre temos que pensar que não somos melhores que ninguém e sempre em fazer a nossa parte e mandar o melhor da gente sem ter frescuras. Sempre respeitar para ser respeitado, tanto o público quanto as outras bandas...
Sallua: Como surgiu a idéia da parceria com a Metal Army?
Fágner: O INFECTOR CELL chegou a um ponto em comum, todos pensaram "precisamos de mais divulgação, e uma parceria que dê para confiar", como nós já tínhamos o contato com o Marcelo da Metal Army, ficou mais fácil ainda depois de algumas cervejas no bar perto da galeria do rock, trocamos algumas idéias e vimos que seria um bom caminho a seguir e estamos ai plantando sementes para colher grandes frutos.
Sallua: Fagner, eu agradeço a atenção, valeu mesmo pela entrevista. Para finalizar, gostaria que nos desse a opinião da INFECTOR CELL sobre o apoio ao metal nacional por parte do público, vocês acham que hoje em dia o apoio a cena é melhor ou pior do que antes? Falta iniciativa?
Fagner: O público Metal, acho que tanto como nós é bem simples. As bandas que nós acompanhamos hoje em dia são muito boas e tem sempre uma galera que curte e apóia. Por outro lado tem ainda estrelismo, panelas e falta de consciência. Nós que agradecemos a entrevista e por poder falar um pouco da INFECTOR CELL, que esta buscando espaço no cenário Thrash Metal Brasileiro e sempre nos orgulharemos disso. Valeu!
http://www.myspace.com/infectorcellthrash
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