Holiness: distorção, melodias e uma grande carga emocional
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 12 de junho de 2010
É grande a satisfação quando deparamos com discos com acertadas doses de distorção e melodias. O Holiness, banda gaúcha de Erechim, está debutando com "Beneath The Surface", onde exibe uma sonoridade bastante distinta dos tantos conjuntos que possuem uma garota como vocalista. Esqueça o chamado Gothic Metal... A idéia por aqui é Heavy Metal contemporâneo e repleto de feeling.
Stefanie Schirmbeck (voz), Fabrício Reis (guitarra), Hércules Moreira (baixo) e Cristiano Reis (bateria) contrataram Aquiles Priester (Hangar) para a produção e o consagrado alemão Tommy Newton assumindo a masterização do álbum. O resultado ficou tão atraente que o Whiplash! conversou com Stefanie, que deu uma geral na carreira do Holiness, que está com tanta gana em batalhar pelo seu espaço que tomou a decisão de agora ter a capital paulista como base.
Whiplash!: Olá pessoal. O Holiness possui pouco tempo de estrada e está estreando com um disco muito bacana. Que tal apresentarem uma biografia aos leitores do Whiplash?
Stefanie Schirmbeck: Olá!! Holiness começou como um projeto a dois, apenas voz e violão em 2006, entre Cristiano e eu. Gostávamos de escrever letras e trabalhar melodias. Mais tarde, em 2008 precisamente, decidimos reunir esse material e gravar uma demo, então chamamos o Fabrício, que é irmão do Cristiano, para compor os riffs e gravar as guitarras. Ele morava em Florianópolis e então voltou para Erechim (RS). Logo depois chamamos o Hércules, que completou a formação, e aqui estamos!!
Whiplash!: Muitas pessoas afirmam que o tal 'female fronted metal' se tornou clichê, com várias bandas novas soando iguais e preocupação excessiva com seu visual. Neste sentido, vocês acreditam que existe algum diferencial nas áreas que o Holiness explora?
Stefanie: A princípio posso dizer que meu vocal não é lírico, e que nossa banda não faz aquela linha tradicional de Gothic Metal, afinal bebemos de várias outras fontes. Também não sou apenas a vocalista, sou também responsável pelas composições e temos a preocupação em soarmos verdadeiros, e isso em si já é um grande diferencial.
Whiplash!: É verdade... Apesar das inúmeras referências, "Beneath The Surface" mostra o Holiness com uma sonoridade um tanto quanto particular. Que espécie de aproximação vocês escolheram para criar este álbum?
Stefanie: Na verdade não foi tão calculado, foi mais instintivo mesmo, pois as músicas surgiram aos poucos e sempre acompanhadas de uma carga emocional muito grande. Nossa única preocupação foi aliar o peso do instrumental com o vocal feminino. E as influências foram tomando forma nos arranjos posteriormente.
Whiplash!: Três quartos do Holiness podem ser considerados como uma família... Fabrício é irmão de Cristiano, que por sua vez é seu namorado, certo? Essa aproximação toda facilita o desenvolvimento dos trabalhos do grupo?
Stefanie: Muito!!! Nos damos muito bem, e nosso relacionamento como banda é muito sólido por convivermos juntos já há um bom tempo, isso ajuda muito no entrosamento musical e nas decisões práticas do dia a dia.
Whiplash!: As atividades do Holiness eram tímidas até vocês conhecerem o Aquiles Priester (Hangar), em sua passagem por Erechim (RS). O quanto o contato com esse baterista foi importante para o conjunto levar a carreira realmente a sério? E como é trabalhar com Priester, enquanto produtor?
Stefanie: Esse período da produção e gravação do CD foi importante para vermos como esse mundo realmente funciona, foi um divisor de águas no sentido de visão de mercado e carreira. Aprendemos muito, e mesmo assim sabemos que estamos só no começo... Conhecemos muitas pessoas legais, como o Adair Daufembach (n.e.: técnico de som do Estúdio Daufembach, em Criciúma, SC), que é um excelente profissional, além de ser um cara muito legal, e também o Tommy Newton, com quem mantemos um contato direto até hoje, ele nos auxilia muito nessa jornada.
Whiplash!: Somadas a produção de Aquiles e a masterização do alemão Tommy Newton, no Area 51 Studios, como vocês avaliam o áudio de "Beneath The Surface"? Tudo correspondeu às suas expectativas?
Stefanie: Realmente podemos dizer que estamos satisfeitos com o resultado! Tommy Newton é um profissional realmente extraordinário, ele captou nossas idéias logo de cara, soube exatamente o que queríamos e todas as suas sugestões foram super pertinentes!
Whiplash!: Falando em produção, o resultado do vídeo "Into The Light" ficou excelente! Como rolou o processo, e porque a escolha de gravá-lo em Florianópolis (SC)?
Stefanie: Obrigada!! O Cris e eu escrevemos o roteiro do clip baseado na doutrina Espírita, pois a música tem um clima dramático que combinaria com a história. Apresentamos a idéia ao Antonio Rossa, da Transitoriamente, que é de Florianópolis. Ele logo pensou na casa de Hercílio Luz, antigo governador de Santa Catarina. A casa é muito bonita, mas está degradada pelo tempo, cenário perfeito para o clip. E assim tudo de encaixou.
Whiplash!: Atualmente vocês estão morando em São Paulo. É um grande passo... A saída do guitarrista Luciano está, de alguma forma, ligada a esse fato? Como está rolando a transição de suas vidas por aí, adaptação, trabalho e perspectivas para a carreira do Holiness?
Stefanie: Tomamos essa decisão de vir para São Paulo, porque realmente queremos isso para nossa vida. Primeiramente nos estruturamos financeira e emocionalmente, pois sabemos que todo começo é difícil.
Stefanie: Um dos fatores da saída do Luciano se deu por ele não pensar da mesma maneira que a banda nesse sentido, afinal tinha planos de morar em Florianópolis.
Stefanie: Atualmente estamos nos adaptando, pois faz apenas um mês que estamos aqui (n.e.: a entrevista aconteceu no início de junho), mas já rolaram ótimas propostas e muitos contatos, e tudo isso seria impossível de se ter no RS. Esperamos que essa cidade seja uma ponte para o resto do mundo, pois aqui tudo acontece nesse aspecto.
Whiplash!: Fatores que fazem a diferença para qualquer banda é a construção de uma boa relação com o público e conseguir muitos contatos no meio musical, que os coloque 'dentro do jogo', vamos assim dizer... Neste sentido, como está a situação do Holiness?
Stefanie: Estamos aos poucos conseguindo entrar nessa ‘panelinha', mas não é fácil, deve-se ter muita persistência e saber ouvir alguns 'nãos'. Porém confiamos em nosso trabalho e já nos deparamos com reações muito positivas, enfim, o saldo está sendo positivo no geral.
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Whiplash!: O fato de ser uma garota no ramo artístico é algo irrelevante, o que importa é o talento. Mas, ainda que estejam no início de sua trajetória, vocês percebem se existe simples aceitação ou um real respeito pelo trabalho do Holiness?
Stefanie: A primeira vista rola até um certo preconceito, no sentido de 'mais uma banda com uma garota', porém depois que as pessoas ouvem e conhecem o trabalho, mudam de postura e de atitude. Isso nos traz muita confiança, pois percebe-se quando se é realmente respeitado. Lógico que sempre tem alguns que tentam diminuir ou ignorar, porém respeitamos, cada um sabe o que é relevante para si.
Whiplash!: Ok, pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista e deseja boa sorte na nova fase do Holiness! O espaço é de vocês...
Stefanie: Agradecemos a oportunidade, esperamos que o público procure conhecer nossa música e saiba reconhecer o trabalho que está sendo feito, pois depositamos muito esforço e dedicação. Obrigado ao pessoal do Whiplash! por nos ceder esse espaço!!!
http://www.myspace.com/officialholiness
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