Blue Van: a primeira entrevista concedida ao Brasil

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Por Nino Lee
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É com um prazer imenso que expresso a emoção de ser o primeiro cara no Brasil a entrevistar os Dinamarqueses da banda THE BLUE VAN, uma banda bem legal de Copenhagen mas que por essas injustiças do mundo ainda não teve o devido reconhecimento mesmo já estando em seu terceiro álbum.

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Desde que os conheci há uns dois, ou três anos anos atrás passei a ser um intenso admirador e divulgador de boca a boca do trabalho desses caras que começaram a carreira sendo apontados como os novos THE WHO (na fase do album "My Generation") e influenciados diretamente por aqueles mágicos e criativos momentos que reinaram nos anos 60 e seguiam contra a corrente do "yeah yeah yeah". Pitadas de THE KINKS, STONES e MARC BOLAN foram aos poucos redirecionando o trabalho da banda na medida em que caiam na estrada, obtendo reconhecimento mundial e mais requinte de produção, como se pode presenciar no recente álbum "Man Up", embora o som tenha se tornado mais acessível e menos cru.

Cruzei o oceano online para levar um papo com o vocalista e guitarrista Steffen Westmark ,que aliás não vê a hora de vir ao Brasil mostrar o que de melhor eles sabem fazer. Só o que falta mesmo é alguém para convida-los. Tá na hora, pessoal. Abaixo segue o papo que tive com a figura.

Como vocês tiveram a ideia de montar a banda, o que os inspirou?

Steffen - É uma historia interessante, havia uma propaganda de café na Dinamarca nos anos 90 que usava como trilha o clássico "Hey Joe" do JIMI HENDRIX. Éramos muito jovens e naquela fase de absorver tudo que era diferente, a gente ficou ligadaço naquele cara; Na época ainda não sabiamos nada do que havia rolado de legal nos anos 60, sabe, estávamos em uma época em que recem havíamos passado pelo impacto da geração 80 e vivendo a efervescência do Grunge e daquele momento hard rock gerado pelo GUNS N'ROSES, mas aquilo não nos importava muito.

Steffen - O Jimi foi a porta de entrada. A partir daquele ponto começamos a aprender a tocar com a intenção de ter uma banda influenciada pela geração sixtie.

"The Art of Rolling", o primeiro disco, tinha uma pegada bem mais crua, foi um disco bem garage band, fortemente sixtie mas com uma personalidade BLUE VAN bem impressa no trabalho. Mas é bem nitida a evolução na sonoridade de um disco a outro. Como rolou esse processo?

Steffen - A gente foi aperfeiçoando nosso som, que ainda era bem cru no início. O trabalho mais bem pensado entre um disco e outro foi aumentando cada vez mais o número de fãs. Depois de "Art of Rolling" a sonoridade foi ganhando mais soul e o lado acústico também começou a ser explorado em nosso modo de compor. Isso amadureceria muito tudo o que viria depois.

Com o lançamento de "Dear Independence", a banda ousou mais, lapidou-se mais e o album fez com que a banda chama-se mais atenção. O lançamento do disco aumentou a agenda da banda, as turnês melhoraram, como foi essa experiencia?

Steffen - Para começar, a tour de lançamento foi imensa, nossa música chegou ao conhecimento de um público novo bem maior, viajamos pelos Estados Unidos, de Nova Iorque a Los Angeles, percorremos toda a Europa, chegando até ao Japão. Tudo muito novo e louco para nós.

Como foi a Tour com o JET, no auge deles?

Steffen - Foi muito legal, os caras foram gente finíssima e a tour foi maravilhosa para nós.

Como foi encarar os Estados Unidos pela primeira vez?

Steffen - Bem... A gente conheceu muitos lugares, viajamos muito, nem sempre encarávamos plateias e situações totalmente a nosso favor ou com o feedback semelhente a muitos lugares na europa, mas foi emocionante e isso aperfeiçoou nosso modo de tocar. A experiência amadureceu muito a banda.

Em 2007 voces anunciaram uma parada, se isolaram em uma fazenda para compor e gravar o novo disco, certamente foi um tempo para pensar em algo que superasse ou desse continuidade ao impacto do disco anterior. Como foi viver uma situação assim, onde uma banda sabe que será cobrada pelos fãs que aguardam sempre por um disco que seja ainda melhor?

Steffen - Sim, nós queríamos um tempo longe de tudo para escrever, compor o máximo de músicas possíveis, nem tanto pensando em partir para uma nova sonoridade. Queriamos que a inspiração para o novo trabalho viesse naturalmente sem nos importarmos com pressões. A ideia era fazer o máximo de sons e dali retirar um repertório que achássemos legal para estar em um novo disco nosso.

"Man Up", o novo album de voces, acabou soando bem diferente dos primeiros discos. Tem uma produção mais pop e lapidada. Como voces vêem essa linha evolutiva nos três álbuns da banda?

Steffen - O "Art of rolling" era mais rock'n'roll ao mesmo tempo em que éramos iniciantes também. Ainda havia muito nervosismo e insegurança na hora de gravá-lo.

Steffen - Em "Dear independence" foi onde começamos a saber como colocar o que realmente queríamos no som com mais tranquilidade. Nesse ponto já estávamos mais descompromissados e com mais experiência. Tinha muito da sonoridade sixtie ali, toques de coisas da costa oeste americana e acid rock de São Francisco. Foi um disco feito de maneira mais relax. Acho que "Man Up" é resultado desse jeito de trabalhar em um disco como foi feito na hora de compor "Dear Independence".

Como vem sendo a repercussão de "Man Up"?

Steffen - Bem... ele está sendo muito bem recebido pelas rádios e por nossos fãs.

Como voces definem as diferenças em "Man Up"?

Steffen - Eu vejo as mudanças no formato da produção. Ela foi melhor ao me ver, guitarras mais secas, outros timbres de bateria, coisas que não explorávamos antes estão bem presentes nas faixas desse disco.

Se voce pudesse voltar no tempo e escolher cinco bandas para dividir o palco com o BLUE VAN, quais seriam elas?

Steffen - THE FACES, THE KINKS, THIN LIZZY, CREAM, PETER GREEN'S FLEETWOOD MAC.

Algum plano para o Brasil?

Steffen - Bom... ainda não nos chamaram, mas certamente se algum festival ou local nos convidar ficariamos muito felizes de ir ao Brasil.

A origem do nome da bada vem de uma historia local da Dinamarca pelo que sei, não é?

Steffen - Sim ,nós pegamos a expressão deuma canção tradicional de nosso país que conta a história de uma van azul que recolhia pessoas com problemas mentais para encaminhá-las aos hospícios.

Como é a cena musical hoje na Dinamarca?

Steffen - Muito viva. Do rock, ao pop e eletro rock e tudo mais.




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