Steven Wilson: o passado e futuro do gênio musical
Por Felipe Hardt Galati
Fonte: Porcupine Tree Brasil
Postado em 05 de fevereiro de 2010
A edição de Novembro (2009) da revista Record Collector traz uma entrevista com Steven Wilson falando de seu passado, curiosidades e formação musical.
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RC: Sobre "The Incident"
SW: São todas músicas novas, uma vez que gosto de começar "do começo" e ficar de seis a sete horas compondo, todo dia, no meu laptop. A única vez que reciclei músicas foi no meu álbum solo, "Insurgentes", usando músicas que não couberam em outros lugares.

SW: Tenho um grande catálogo de músicas que deixei de lado, e um dia vou dar uma limpa nelas e lançar um box set de 'outtakes' e demos. Mas eu gosto de ir em frente, e o primeiro demo (de uma música) tem invariavelmente o melhor vocal, já que você está em um momento emocional, a primeira gravação de uma canção. Nós temos discutido o Blue-Ray do "The Incident", como será o padrão de som. Mas é caro fazer uma coisa dessas. No próximo álbum, a mixagem 5.1 vai ser Blue-Ray e não DVD. 5.1 é o jeito definitivo de ouvir música, e é fácil mover de 5.1 para uma mixagem estéreo.
RC: Você faria um álbum com câmeras no estúdio?
SW: Não. Existia um mistério sobre as bandas que eu cresci ouvindo. Mas hoje, com a internet, nós sabemos de tudo! Eu gostaria de não saber tanto sobre a vida de TRENT REZNOR, já que destrói o mito e o mistério. Isso que foi ótimo sobre PINK FLOYD, TOOL, RADIOHEAD, o distanciamento intelectual. Tenho um grande respeito pelo MARILLION, mas ir a um pub e tomar uma cerveja com eles. Não funcionaria para nós.

RC: Você escuta sua própria música?
SW: Deus, não. Tortura absoluta. Eu só escuto quando estou em uma loja dando autógrafos. Fico todo envergonhado de coisas que fiz 4 anos atrás, a personalidade da pessoa muda com o tempo. Eu já estou enjoado do "The Incident". Eu tive que aprovar a prensagem teste do vinil e foi doloroso. Mas eu tento ter uma cópia de tudo que eu já fiz, incluindo projetos nos quais já trabalhei, coletanias. Mas no meio do caminho, pessoas como o meu amigo Mike [Akerfeldt] do OPETH diz 'Eu nunca conseguir ter uma cópia do "Yellow Hedgerow Dreamscape"'. E ele vivia me dizendo isso, então eu dei o meu CD pra ele, e eu não tenho um. Então os seus arquivos acabam indo embora.
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SW: A primeira banda que eu participei, em 1981, era uma banda de NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), chamada PARADOX. Nós fizemos shows no pátio da escola e gravamos músicas, mas nada foi distribuido. Eu estava fazendo demos o tempo todo, mandando para gravadoras com nomes diferentes, alguns que eu não vou admitir, a não ser que alguém tente procurá-los. Algumas pessoas devem ter músicas minhas em uma caixa perdida pelo sótão, mas não vão fazer a conexão de que aquela antiga fita K7 com nome estranho é algo que eu fiz. E eu não vou ajudar as pessoas a fazerem esta conexão! Eu estou feliz deixando as coisas do jeito que são.

RC: Que álbum você considera o melhor naquela época?
SW: SAXON, IRON MAIDEN, VARDIS, e o primeiro do DIAMOND HEAD era o melhor. Sons mais progressivos, influenciado pelo LED ZEPPELIN, músicas longas ... foi isso que me levou ao progressivo.
RC: Qual foi o primeiro álbum que você comprou?
SW: "Animals" do PINK FLOYD, apesar de eu ter feito a minha mãe comprar o "A New World Record" do ELO antes disto, e o "Live Rust" do NEIL YOUNG.
RC: Quem você acha que levou a música pra frente nos últimos 10 anos?
SW: Sou um grande fã de RADIOHEAD, mas a sua influência está superestimada. Eles estão no "mainstream". Eles tiveram pubilicidade para o álbum "In Rainbows", mas o MARILLION estava fazendo isso a 5 anos atrás. A melhor das bandas no mainstream é COLDPLAY, mas eles ainda são muito "fofinhos". Eu prefiro SIGUR ROS, THE MARS VOLTA.

RC: Qual fato sobre você iria surpreender seus fãs?
SW: O fato de eu não ser sombrio, miserável e melancólico. A música permite a você exorcizar, colocar para fora seus sentimentos, e eu sou uma pessoa contente e feliz.
RC: Qual é o seu pior hábito?
SW: Eu sou um maníaco por controle e não escuto as pessoas. Eu sempre acho que sei mais, mesmo que eu não saiba, como a história prova. Eu sou muito esnobe e apaixonado por música. Se eu acho que é uma merda, eu vou dizer que é uma merda, e eu acabo entrando em muitos problemas. Eu sei que é arrogante e opinativo, já tive que me desculpar muito.
RC: Que pergunta você gostaria que as pessoas parassem de fazer?
SW: "De onde vem o nome Porcupine Tree?" Eu nunca respondi e nunca responderei.

RC: Aonde você se vê em 10 anos?
SW: Quando eu estiver com 50, eu vou passar mais tempo trabalhando como um produtor. Tenho que recusar a maioria dos convites agora, o que parte o meu coração. Eu adoraria começar a minha própria gravadora, com embalagem de qualidade, quando eu tiver tempo. Apesar de eu não ter uma família, é assim que eu faço 4 álbuns por ano.
Leia a entrevista completa no Porcupine Tree Brasil no link abaixo.
http://www.porcupinetree.com.br
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