Def Leppard: camiseta inibe habilidades do guitarrista?
Por Eduardo Alves
Fonte: The Times-Picayune
Postado em 04 de setembro de 2009
Keith Spera do The Times-Picayne realizou uma entrevista com o guitarrista do DEF LEPPARD Phil Collen. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.
The Times-Picayne: Usar camiseta costuma inibir sua habilidade de tocar guitarra?
Collen: Acho que sim. Suo muito, e a camiseta começa a ficar pegajosa. Sempre me sinto desconfortável ao pular tocando guitarra e vestindo uma camiseta. Então prefiro não usar.
The Times-Picayne: Você não está apenas mostrando o resultado de um modo de vida saudável?
Collen: Posso garantir que tem muito desse negócio de me mostrar também. (risos)
The Times-Picayne: Ainda existe algum resquício da colaboração do DEF LEPPARD com Taylor Swift?
Collen: Não, de modo algum, apesar de que eu tenho visto alguns Stetsons (N. do T.: famosa marca de chapéus de cowboy) por aí. E tivemos todo o lance do Tim McGraw... Por um tempo, o Joe (Elliot, vocalista) dizia durante os shows, "Um amigo nosso que escreveu uma música com a gente não pode estar aqui hoje, mas ele nos deixou este chapéu", e tinha um Stetson que colocávamos durante o show. É um tema recorrente.
The Times-Picayune: Você já foi fã de country music?
Collen: Não muito. Mutt Lange sempre foi um grande fã de country, mesmo quando estava gravando com o AC/DC e com a gente. Você entrava no carro dele – naquela época ainda eram fitas cassete – e lá teria George Jones e Travis Tritt, velhos artistas country. O Mutt foi quem me apresentou o country. O Mutt é como um irmão mais velho que fala, "OK, olha isso". Meu primo costumava fazer isso comigo. Foi ele que na verdade me fez gostar de música. Ele me levou ao meu primeiro show, do DEEP PURPLE, quando eu tinha 14, e me ensinou as melhores coisas sobre música. O Mutt também é assim. "Isso é bom, isso é ruim, por causa disso".
The Times-Picayune: Olhando o seu catálogo, existe algum exemplo perfeito de um riff do Phil Collen?
Collen: Os solos em "Photograph", "Rock of Ages", "Foolin'", "Animal" – todos esses, na verdade. Eles soam como eu. O riff de "Pour Some Sugar on Me" – é provavelmente um deles. O lick no começo, o da-da-da-da-da-DA, aquele lick meio country, é um riff do Mutt Lange que não consegui tocar. Porque ele fez com os dedos e eu fiz com uma palheta, e acabou soando diferente.
The Times-Picayune: Então, quem ganhou mais dinheiro com o "Hysteria", você ou o Mutt?
Collen: Acho que foi o Mutt no fim das contas. Os créditos de produção e composição dele, tudo soma. Fizemos a turnê, então foi aí que a gente se deu bem.
The Times-Picayune: Você se juntou ao DEF LEPPARD em 1982 durante as gravações de "Pyromania". O solo de guitarra em "Photograph" foi seu teste?
Collen: Praticamente, sim. Eu conhecia os caras; só estava fazendo os solos, inicialmente. Para a "Stagefright" toquei algumas coisas e foi tudo de primeira. Eles falaram, "Uau, isso ficou legal". Então fizemos o da "Photograph", e o dobramos. Então acho que eles estavam me testando e nem percebi. Nós éramos banda de abertura na época, então não era grande coisa, na verdade – ainda tocávamos em pequenos clubes. Foi apenas após o lançamento do "Pyromania" que as portas realmente se abriram um pouco. Tivemos uma ideia que soava um pouco diferente, mas não percebemos até que ponto isso mudaria as coisas.
The Times-Picayune: Você faz isso há mais de 25 anos.
Collen: O segredo é não pensar nisso. O lance de elevar o nível que é legal. Temos esse telão e equipamento de iluminação enormes e esse negócio que fica na frente (do palco), e esse propulsor que chamamos de "rampa do ego". Todas essas coisas divertidas que você adorava quando era adolescente, nós na verdade conseguimos aproveitar, e realmente gostamos.
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