Diablo Swing Orchestra: novo álbum e paixão pelo samba
Por André Bassi
Postado em 27 de julho de 2009
Em etapa de finalização de seu novo álbum, "Sing-Along Songs for the Damned and Delirious", a banda sueca Diablo Swing Orchestra (DSO) concedeu uma entrevista exclusiva. O guitarrista e também vocalista da banda, Daniel Håkansson, respondeu algumas perguntas a respeito do novo álbum e falou, também, de sua paixão pelo samba.
O novo álbum de vocês se chama "Sing-Along Songs for the Damned & Delirious". Por que este nome?
Daniel Håkansson: Nós queríamos um nome que fosse relacionado com o que o álbum era. Nós achamos que escrevemos um monte de músicas com melodias fortes, com as quais as pessoas pudessem cantar (sing along), mas as músicas ainda têm umas passadas bem dark, por isso o "damned and delirious" (malditos e delirantes).
Quais elementos de "The Butcher’s Ballroom" [nota: debut da banda, lançado em 2006] permanecem neste novo trabalho? E o que os fãs podem esperar de novidade?
Daniel Håkansson: Nós não mudamos todas as coisas que fizeram do TBB um bom álbum. Os mesmos ingredientes ainda estão lá, mas, como é habitual a progressão em uma banda, nós queríamos fazer de tudo e um pouco mais e ver com o que íamos adiante. Terão as passagens sinfônicas, assim como swing e vocais de ópera. Acho que a maior diferença talvez seja que neste novo álbum, o humor está mais presente que no anterior. As músicas são um pouco mais pesadas em algumas partes, mas o tom geral pode ser dito mais "upbeat" (movimentado, alegre).
E a respeito dos vocais de Annlouice, cuja qualidade todos conhecemos: permanecerão nas mesmas linhas ou podemos esperar algo mais "ousado"?
Daniel Håkansson: Annlouice ainda canta com seu vocal característico (de ópera), mas, além disso, usa sua voz de várias outras maneiras. Em uma das músicas, ela atua como um coral de fundo, soando como algo vindo direto do começo da Swing Era [nota: Era do Swing foi um período (1935-1946) quando as "Big Bands" de Swing eram a forma mais popular de música nos Estados Unidos].
Há uma participação especial de um cantor de ópera. O que você tem a dizer sobre o trabalho dele? Teremos algum(s) dueto(s) inesquecível(is)?
Daniel Håkansson: Este cantor de ópera [nota: o barítono Kosma Ranuer, ver foto] participa em duas músicas, e estas estão entre as mais fortes do álbum. Ele fez um trabalho incrível e trouxe um novo elemento ao DSO que, com certeza, usaremos novamente no futuro.
Quais são as principais influências deste novo álbum? O que vocês estavam ouvindo durante as gravações?
Daniel Håkansson: Bem, se a banda toda fosse entrar em consenso, acho que a diríamos que a principal influência vem da trilha sonora de "As Bicicletas de Belleville" (Le Triplettes de Belleville). É maravilhoso e continua nos sendo uma inspiração desde que foi lançado. Os fãs deste álbum, definitivamente, ouvirão paralelos com nossa música.
Você pode dizer os nomes de algumas faixas deste novo álbum? E, com sinceridade, qual é sua preferida?
Daniel Håkansson: Alguns títulos são: "The Vodka Inferno", "A Tap Dancer’s Dilemma" [disponível para ser ouvida online no MySpace da banda], "Memoirs of a Roadkill". Minha favorita do álbum, no momento, se chama "A Rancid Romance".
Recentemente, num "Studio report", foi dito " Vocês todos ficarão surpresos como tão bem vão juntos swing, samba, metal, tango, psy trance, música folclórica russa e loucura em geral vão bem juntos". Quando vocês conheceram o samba? Vocês gostam deste ritmo brasileiro?
Daniel Håkansson: Você pergunta SE nós gostamos de samba!!? Eu adoro ouvir Orquestras de Samba. O melhor groove do mundo, impossível ficar parado! Nós temos uma música neste álbum que mistura Wagner [nota: Richard Wagner, compositor alemão de óperas] com samba de uma maneira muito agradável, com percussão e tudo.
Continuando a falar a respeito do Brasil, vocês pretendem fazer alguma turnê por aqui? Quais são suas expectativas a respeito do público brasileiro (ou latino-americano em geral)?
Daniel Håkansson: Nós adoraríamos chegar aí em uma turnê. Bem, minha expectativa geral é a de encontrar um público enlouquecedor como o inferno, que é tudo pelo que nós pedimos de fãs. Provavelmente, nossa primeira vez aí seta como suporte de alguma banda maior, mas assim conseguiremos construir uma boa base de fãs.
Existe um local (país, festival, etc) no qual vocês se sentiriam realmente realizados ao tocar, algo como um "dreamplace"? E que local seria este?
Daniel Håkansson: Um carnaval no Rio de Janeiro?? Não, mas agora falando sério, nós temos tido um retorno muito positivo da América do Sul, então eu realmente espero que nós possamos ir até aí e tocar em breve.
Está sendo preparada alguma surpresa para o show de lançamento em Londres? Caso esteja, você poderia adiantar algo para os fãs brasileiros?
Daniel Håkansson: Bem, já não seria mais tanta surpresa se eu te contasse. Mas, sim, nós tentaremos fazer alguns arranjes e outras coisas extras para o show. E para todos os fãs do Brasil, comprem o álbum e, se gostarem dele, mexam muito suas bundas!
Pelas declarações dadas e pela música já disponível online, dá pra ter uma idéia do nível que terá o álbum. Agora só resta aguardar e sonhar para que seja lançado por aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
A "banda definitiva" do heavy metal, segundo Lars Ulrich, do Metallica
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Eluveitie e Twisted Sister pediram para se apresentar no Bangers Open Air 2027
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
O cantor que John Lennon achava fraco, mas conquistou o Brasil no Rock in Rio
Tecladista do Faith No More conta como se sentia convivendo com a cena hair metal
Vocalista do Amaranthe e ex-cantoras do Arch Enemy e Delain sobem ao palco com o Epica
O álbum "esquecido" do Black Sabbath que merecia mais crédito, segundo Tony Iommi
Regis Tadeu cita bandas que pais devem apresentar a filhos para melhorar cultura
A linda balada dos anos 90 que quase não foi lançada, mas acabou virando um hit
"Eu pensei que iria encerrar minha carreira com Kiko", diz Dave Mustaine


Cradle Of Filth: o lado negro do vocalista Dani Filth
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



