Motorhead: Phil Campbell conta sobre sua entrada na banda

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Por Lucíola Limaverde e Débora Medeiros
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Phil Campbell é um homem inquieto. Seja enquanto dá alguns minutos de entrevista, seja fazendo música no palco, Phil não parece conseguir ficar relaxado por muito tempo. Toda essa energia, entretanto, não impediu que ele dedicasse a vida inteira a um só foco: a música, presente na vida dele desde oito, nove anos de idade. Só na histórica banda Motörhead, são 25 anos de solos rápidos e enérgicos. Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida ao Whiplash durante a passagem do grupo em Fortaleza para a turnê “Motörizer”.

Fotos: Alexandre Cardoso

É verdade que você pegou um autógrafo do Lemmy aos 12 anos?

É, eu ainda tenho o programa da apresentação em casa. Ele estava tocando com a antiga banda dele, a HAWKWIND, na minha cidade. Eu fui o único que conseguiu o autógrafo e fiquei: “Ah, Lemmy” (levantando entusiasmado o papel, como se tivesse um troféu). Então, se naquele dia alguém me dissesse que dali a 25 anos eu estaria numa banda, viajando pelo mundo, eu teria dito: “Que idiotice!” Mas é verdade. Inacreditável, mas é verdade.

O que te motivou a ir atrás do autógrafo do Lemmy naquela noite? Você disse que foi o único que conseguiu.

Era a primeira vez que eu estava vendo a HAWKWIND e foi um show tão louco, tão estranho! Foi assustador, sabe? E é muito legal conhecer pessoas que você admira. Eles foram uma das primeiras celebridades com quem tive contato.

Você começou a tocar guitarra ainda criança...

É, eu toco guitarra desde os oito ou nove anos, por aí...

Como você começou?

Eu ouvi uma gravação do JIMI HENDRIX, "Hendrix in the West", um álbum ao vivo que está esgotado, não dá mais para comprá-lo. É um ótimo disco. E aí eu peguei uma guitarra emprestada de um primo meu. Comecei desse jeito.

Você chegou a tocar numa banda de cabaret (N.T.: casa de jogos). Como você foi, de lá, para uma banda de Rock, um estilo tão diferente?

Eu tinha 13 anos quando estive nessa banda de cabaret, os outros membros da banda tinham uns 20 anos. Foi a minha primeira banda semi-profissional. Eu tocava bateria seis noites por semana. As pessoas ficavam jogando bingo e comendo batatas enquanto a gente tocava umas músicas antigas...

Você era muito jovem... Como você entrou na banda?

O meu primo era o guitarrista, ele tinha 20 anos.

E sobre se dedicar à música, sua família estava de acordo com isso?

Sim, minha mãe e meu pai eram muito bons pra mim, sabe? Ele me deram uma bateria usada de aniversário quando eu completei 13 anos, e aí eu comprei minha primeira Marshall Stacks (velho kit de amplificadores da marca Marshall). Eles sempre me apoiaram muito. Eu tive sorte em relação a isso. Muita.

Você começou com a banda PERSIAN RISK em 1979. Vocês ainda tocam juntos de vez em quando?

Não, nós já não mantemos contato atualmente. Nos vemos raramente, a cada dez anos ou algo do tipo. Nós tomamos caminhos diferentes. Mas era uma boa banda, fomos uma boa banda por cinco anos, sim. Eu deixei a banda e eles continuaram por algum tempo, mas a música era legal.

Foi a sua única banda antes de entrar no MOTÖRHEAD.

Sim, a PERSIAN RISK. E nós fizemos a abertura para o MOTÖRHEAD durante o ultimo show da turnê “Another Perfect Day”.

E sobre o teste no qual você ingressou no MOTÖRHEAD? Lemmy ia escolher apenas um guitarrista, mas quando ele viu você e Michael “Würzel” tocando juntos...

Eu acho que ele não poderia escolher entre mim e Würzel, então ele acabou escolhendo os dois, simples assim.

E como foi quando Würzel deixou a banda e você passou a ser o único guitarrista?

Na realidade eu fiquei até um pouco aliviado. Würzel não estava satisfeito com a banda. Eu conversei com os outros integrantes e disse: “Olha, eu acho que posso continuar sozinho, sem problemas. Apenas nós três”. Eu disse: “Acreditem em mim: se isso não funcionar, eu serei o primeiro a dizer que precisamos procurar mais alguém”. Nas primeiras músicas que nós ensaiamos desse jeito, elas até soaram melhor, então decidimos manter assim (apenas três componentes na banda). E sobrou mais dinheiro pra gente (risos)!

O primeiro álbum que você gravou com MOTÖRHEAD foi o “Orgasmatron”. Foi muito diferente gravar com eles em relação ao que era feito na Persian Risk?

Sim, muito diferente. Nós gastávamos mais dinheiro no Motörhead (risos). E ainda gastamos. Os caras do GUNS’N’ROSES vieram ver a gravação do nosso álbum. Eles ainda nem tinham discos lançados, eram apenas uns garotos que foram nos ver, isso há muito tempo. Sempre é divertido gravar com o Motörhead.

Quando Mickey Dee entrou na banda, ele veio da banda de KING DIAMOND. Ele trouxe alguma influência daquele estilo para o MOTÖRHEAD?

Bem, na verdade, você é um músico, mas você não toca apenas um estilo de música. E o tempo foi o mais apropriado. Nós conhecíamos o Mickey de muito antes, quando o KING DIAMOND tocou com a gente.

Na contracapa do álbum Motörizer, há emblemas dos países de cada um dos integrantes. As raízes de você influenciam de alguma maneira a música que vocês fazem?

Sabe, é difícil dizer que onde vêm as influências. Elas vêm da vida, na verdade. Eu não destacaria particularmente o meu país, mas sim as minhas experiências. É difícil de explicar. Eu não sei de onde vêm as influências, simplesmente elas estão ali ou não estão.

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Post de 16 de maio de 2015

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Sobre Lucíola Limaverde

Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com experiência em jornalismo impresso, produção em rádio e assessoria de imprensa. Ouve seus rocks todo santo dia. Aliás, não imagina sua vida sem música e livros (a Literatura é outra grande paixão). Queria ter uma história bonita e comovente sobre como começou a ouvir Metal, mas a verdade é que não lembra a primeira vez na qual ouviu uma guitarra distorcida - apenas sabe que sua alma tem um tom maior quando escuta as canções de que gosta. Aprendeu a tocar teclado aos 12 anos mas, como jamais sonhou em cometer seus dedilhados em uma banda, isso só lhe rendeu algum apuro na audição musical.

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Sobre Débora Medeiros

Débora Medeiros faz Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Academicamente, desenvolve pesquisas sobre o rádio educativo e sobre a relação entre jornalismo cultural e heavy metal. Profissionalmente, tem procurado se especializar em crítica musical. Foi daí que nasceu o impulso para colaborar com o Whiplash e criar um blog dedicado a esse assunto, o Música Expressa.

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