Nikki Sixx: "odeio bandas que não se lembram do que são"
Por Mateus Tozzi
Fonte: Metromix
Postado em 20 de fevereiro de 2009
Chris Kalial da Metromix conduziu em fevereiro de 2009 uma entrevista com o baixista do MÖTLEY CRÜE, Nikki Sixx, que falou sobre a vida na estrada e seu gosto musical, dentre outras coisas.
Metromix: O MÖTLEY CRÜE está entre as bandas de rock que mais venderam em todos os tempos. Vocês venderam milhões de discos e ainda, até hoje, lotam estádios em turnês. Você é tipo um rock star. Isso te afeta após 27 anos no negócio?
Nikki: "Cara, eu faço qualquer coisa para não ser um rock star e ser apenas um artista. Eu me foco na arte. Quero dizer, sim, nós recebemos cumprimentos de outras bandas, ou artistas que dizem que foram influenciados por nossa música, e isso é legal, mas eu não me foco nisso. Isso é como viver com ego, eu não vou por aí. Eu sou apenas um cara que toca algumas peças de metal num pedaço de madeira".
Metromix: Você alguma vez já se arrependeu de coisas que você tenha feito no MÖTLEY no passado? Você tem filhos agora, você é aberto com eles sobre o que o papai já fez?
Nikki: "Não, não me arrependo, mas com certeza tenho opiniões sobre o que eles façam igual a mim, ou que possam aprender com meus erros. Eu não sou um conselheiro, mas tenho opiniões. Você tem que dar a eles todas as informações e esperar que eles tomem as decisões corretas. Forçá-los a isso é um erro. Só os fará rebeldes. Eu digo a eles 'Eu odeio ver vocês cometerem os mesmos erros que eu cometi'".
Metromix: O que está no seu iPod? Que bandas você está ouvindo esses dias?
Nikki: "Cara, essa é difícil. Eu acho, pra começar eu tenho AEROSMITH e AC/DC, AVERAGE WHITE BAND, BELA FLECK, SIGUR ROS, SNOW PATROL. Eu estou curtindo tango - música argentina, no momento. Eu vi essa ótima banda quando eu estava na Argentina ano passado, era como 7 acordeões e dois violões. Parecia como uma trilha sonora de filme de terror. Eu sou como os outros, eu tenho um monte de músicas e gostos musicais. Você sabe, o que eu odeio é quando bandas não conseguem se lembrar do que são. Quando elas mudam seu som, alegam algo como 'Nós podemos fazer tudo que queremos'. Isso não é verdade. Você tem que tocar o som que você fez".
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