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Alice Cooper: ele adora seu status de terrível vovô do rock

Por
Fonte: Edmonton Sun
Postado em 23 de outubro de 2006

Da agência Canadian Press, em outubro de 2006:

Trinta e cinco anos atrás, os pais tentavam manter seus filhos longe dele.

Hoje, Alice Cooper está muito mais tranqüilo. Mas ele diz que sempre houve barreiras que nem mesmo ele cruzaria.

"Nunca usei linguagem obscena em meus shows", diz Cooper. "Também nunca usei nudez ou coisa parecida. Para mim, se você precisa fazer isso, você não é muito esperto. Eu costumava rir do KISS. E pensava ‘Quando não conseguem pensar em alguma coisa interessante pra fazer, vocês simplesmente chutam o balde’."

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Mas Cooper não guarda rancor de ninguém. Ele costuma balançar a cabeça ouvindo ROB ZOMBIE, MARILYN MANSON e SLIPKNOT como todo mundo, sabendo que eles apenas pegaram seus truques e multiplicaram por dez.

Agora, aos 58 anos, ele adora seu status de terrível vovô do rock, aceitando todas essas ‘imitações’ como elogios.

Ele também sabe que não se deve mexer num clássico. Os mesmos efeitos extravagantes de seus lendários concertos dos anos 70 ainda são muito usados, mas agora há um tom irônico neles.

"Eu costumo fazer o que a platéia quer", ele diz. "Se eles quiserem a guilhotina, eles terão a guilhotina. Se eles quiserem a camisa de força, ela estará lá. Agora tudo funciona quase como puro entretenimento e tradição. A platéia continua querendo ver essas coisas. Ainda gostamos de ver o cara andar na corda bamba. Certas coisas nunca envelhecem. É o espetáculo de hoje (que as pessoas gostam). Nos anos 70, as pessoas ficavam chocadas e diziam: ‘Eu não vou deixar meus filhos verem um sujeito cortar a própria cabeça numa guilhotina!’ Isso não choca mais ninguém porque você hoje pode ver nos noticiários um cara de verdade tendo sua cabeça cortada por terroristas. A CNN tornou-se muito mais chocante do que Alice Cooper ou Marilyn Manson".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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