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Dream Theater 2022

Blind Guardian: Entrevista exclusiva com o guitarrista André Olbrich

Em 30/07/02

Tradução e Entrevista: Marcos M. Franke

O Blind Guardian estará aqui no Brasil em agosto para mostrar aos fãs uma real Noite na Ópera, com direito a dança, vinho, e muito heavy metal! Os fãs esperam bastante destes Bardos alemães que irão mostrar que mesmo o que beira a perfeição pode ser melhorado de uma maneira forte e extremamente única. Com vocês a entrevista com o guitarrista, André Olbrich, que quer, com shows melhores que os de 98, provar que a banda está sempre em constante evolução.

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Whiplash! - "A Night at The Opera" é realmente, como todos dizem, uma obra de arte que vocês lançaram. Uma coisa me chamou a atenção: a mudança repentina para uma procura do início da carreira do Blind Guardian. O conceito em relação a mitologia e idade média mudou e conceitos antigos como religião e temas bem novos como sentimentos humanos apareceram. Como vocês explicam esta mudança?

André / Procuramos em todos os nossos álbuns criar algo novo, algo inédito. Depois que colocamos um conceito "Tolkien" em "Nightfall in Middle Earth" e nos concentramos 100% no tema fantasia, queríamos desta vez ir em outra direção. Acredito que já estamos num ponto que isto já virou uma marca nossa, que somos muito amplos em relação aos temas e que não temos medo algum de ousar temas novos ou velhos. Acredito que Hansi tenha escolhido ótimos temas em "A Night at the Opera" e apesar da grande variedade de inspiraçoes uma harmonia em constante equilíbrio foi colocada em cada letra neste álbum.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Whiplash! - A música e o estilo do Blind Guardian permaneceram mais fortes do que nunca, com uma nova idéia em relação ao título "A Night At The Opera" e também à arte utilizada em todo álbum como significados de cada letra. O que lhes deu esta vontade de mudar algo já tendo uma fórmula mais que perfeita em mãos?

André / É na verdade a mesma razão que nas letras. Queremos toda vez modificar tudo, mudar pontos de vista, inovar. Musicalmente deu para mostrar de uma forma muito óbvia e da melhor forma possível que colocamos elementos novos. Por exemplo, elementos rítmicos muito fortes foram colocados e trabalhados. Mas o mais importante é que se ache um caminho entre o novo e o velho. Acredito que neste álbum isto funcionou muito bem. Mas não podemos comparar este álbum com nenhum outro mesmo que o som seja típico Blind Guardian.

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Whiplash! - Podemos dizer que o Blind Guardian em si também mudou totalmente neste ponto de vista?

André / Falamos sobre o espaço de tempo em que gravamos "A Night At The Opera" sim. Em outro não. Nós não mudamos de ponto de vista mas sim expandimos nosso espectro musical.

Whiplash! - Porquê vocês decidiram não utilizar temas medievais desta vez?

André / Hansi escolhe os temas para os seus textos pelas leituras que no momento o influenciam. Com certeza está relacionado no momento da composição de uma música. E pelo jeito desta vez nenhuma história da época medieval o inspirou. Mas isto não significa que nunca mais trabalharemos com este tema num futuro muito próximo.

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Whiplash! - O que o Blind Guardian tem ouvido recentemente? De onde as idéias para a composição e inspiração vieram para compor "uma noite numa ópera"?

André / Acho que somos obrigados a experimentar um monte de coisas para que possamos trabalhar em idéias suficientes para criar um cd. Quando começamos a juntar idéias é uma exigência nossa de nunca nos repetirmos. Fora isto tentamos deixar de fora a influência de outras bandas. O pensamento principal num álbum novo é sempre evoluir em relação ao último. Quando se é criativo acham-se maneiras diferentes para colocar estas idéias em prática.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Whiplash! - Agosto está logo aí, e vocês se apresentarão aqui no Brasil. Quais são as perspectivas em relação ao público e show? Vocês estão criando expectativas para este show, ou deixarão que os fãs os surpreendam?

André / Em 1998, na turnê em que passamos pelo Brasil, fomos muito bem recebidos pelo público brasileiro e fizemos muitas amizades também. Acredito que cada um de nós está muito ansioso para este reencontro. Desta vez nos programamos muito bem para oferecer algo de alta qualidade para vocês. Com o resto deixaremos que vocês nos surpreendam e além disso tenho muita confiança nos Bardos brasileiros. Teremos uma enorme festa.

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Whiplash! - No novo álbum vocês tem uma música em espanhol. Vocês tem vontade de gravar um álbum talvez em sua língua materna? Existe uma idéia neste sentido?

André / Se tivéssemos tido mais tempo no estúdio teríamos gravado uma versão alemã para "Harvest of Sorrow". Mas como somos uma banda internacional e temos fãs em todo canto do mundo, que querem entender nossas letras, não iremos produzir um álbum em alemão.

Whiplash! - O que deu a vocês a idéia de criar um álbum neste estilo? Foi o estúdio ou uma iniciativa própria?

André / O estilo foi se desenvolvendo de música para música durante a composição das mesmas. Nós estávamos, como já dito, abertos para tudo e não sabíamos como o álbum iria soar no final. Depois de um tempo as próprias músicas criam uma dinâmica própria. Em algumas coisas Charlie Barerfeind naturalmente encaixou todo seu talento neste álbum e teve um papel importante na criação. Mas fora isto sabemos o que queremos e as músicas não são mudadas de maneira alguma no estúdio aonde o que mais importa é a interpretação e a performance de cada músico.

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Whiplash! - Neste álbum especificamente o Blind Guardian está mais forte do que nunca. Pode-se dizer que o Blind Guardian vive em constante procura de seu próprio estilo?

André / Sim, isto está bem formulado e pode-se deixar assim. E só quando se está em constante procura de algo novo pode-se dizer que você está em constante crescimento em todos os pontos de vista.

Whiplash! - Porque o novo álbum "A Night At The Opera" é o melhor álbum de vocês no seu ponto de vista?

André / Acho que num certo ponto a qualidade diz muita coisa neste ponto de vista. Não que os últimos três álbuns se diferenciem da qualidade, mas se diferenciam na entonação, estilo e clima com certeza. Por isso também estou satisfeito com todos. Mas este álbum novo é meu preferido porque "And there was Silence" significou um esforço muto grande no sentido musical para nós. E esta música simboliza o ápice de nossa carreira até hoje.

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Whiplash! - O que vocês queriam mostrar desta vez com o álbum "A Night At The Opera"?

André / Que se pode fazer e tocar Heavy Metal em 2002 sem precisar copiar a era dos anos 80 o que no momento é a modinha, infelizmente.

Whiplash! - Do escuro e triste "Nightfall in Middle Earth" vocês chegaram a escrever e tocar de uma maneira mais feliz o trabalho "A Night At The Opera". Porque esta mudança de uma maneira repentina até?

André / "A Night At The Opera" foi criado no espaço de tempo de 3 anos. Se isto é definido como rápido vejo como um elogio muito grande. É claro que tem que ter uma noção mais ou menos que durante os anos nós mudamos de clima e de humor. O que no final acaba refletindo em nosso álbum.

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Whiplash! - Por favor deixem uma mensagem para os fãs brasileiros e também àqueles que são fanáticos por RPG (Role Playing Games), e desta vez terão de se contentar com os álbuns antigos do Blind Guardian.

André / Fico muito feliz em poder tocar para os fãs brasileiros. Venham ao nosso show, cantem e dancem com a gente! Até Mais!

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