The Beatles: Paul E O Hofner 500/1
Por Claudinei José de Oliveira
Postado em 07 de outubro de 2015
O impacto visual sempre foi numa característica marcante na história do rock. Sendo assim, é comum a busca por uma imagem original, que destaque um artista ou uma banda em relação aos demais.
Os Beatles são um claro exemplo do cuidado profissional e empresarial relacionado aos aspectos visuais, principalmente após o empresariamento de Brian Epstein. Assim, gradativamente, foi abandonada a imagem casca-grossa derivada da influência dos roqueiros pioneiros dos anos 1950, em favor da imagem limpa do terninho e gravata e do corte de cabelo que remetia a uma pureza quase que infantil.
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Os Beatles também tiveram o cuidado de vincular sua imagem ao uso de determinados instrumentos musicais. A guitarra Fender Stratocaster, por exemplo, apesar de sua exímia funcionalidade, era evitada por ser associada aos conterrâneos do The Shadows, ao menos em fotos promocionais e nos concertos, sendo, porém, em certas ocasiões, utilizada no estúdio.
Um dos fortes apelos visuais dos Beatles é o contrabaixo com corpo em forma de violino, utilizado por Paul McCartney não somente durante a existência da banda, mas até os dias atuais.
É sabido, ao menos para quem acompanha a história da banda, que Paul não foi o baixista original dos Beatles. Ele assumiu o instrumento que, antes, era de Stu Sutcliffe, o qual, segundo consta, ocupava o posto mais por ser amigo ( de acordo com as más línguas, até mais que amigo) de Lennon, que acreditava ser mais importante para a banda a "boa pinta" do amigo que sua capacidade instrumental, propriamente dita.
Conforme a banda progredia, as limitações de Stu se tornavam mais evidentes, o que fez ele acabar se dedicando ao seu verdadeiro talento: as artes plásticas, deixando o posto de contrabaixista para Paul pois, segundo o próprio, ninguém mais o quis, por ser o instrumento menos glamouroso em uma banda de rock.
No início, Paul tocou com o baixo de Stu emprestado (um Hofner "classudo", como pode ser observado na imagem acima), mas acabou optando por um outro modelo Hofner, o 500/1, já que era mais simétrico, compensando o fato dele ser canhoto e, principalmente, mais barato. No entanto, de acordo com o próprio McCartney, era um "verdadeiro pedaço de pau, onde se produzia um som decente com muita dificuldade.
Com isso, Paul criou uma nova identidade para o novo baixista dos Beatles e conforme a banda ia conquistando evidência, a fábrica alemã tinha seu modelo promovido e, assim, realizou algumas melhorias nos novos modelos que foram dados de presente ao seu maior garoto propaganda.
Fontes:
MILES, Barry. "Paul McCartney: Many Years From Now". São Paulo: DBA, 2000.
SOUNES, Howard. "Fab: A Intimidade De Paul McCartney". Rio de Janeiro: Best Seller, 2011.
"The Beatles: 50 Anos Da Melhor Banda De Todos Os Tempos". Disvovery Publicações.
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