Resenha - Crystal Logic - Manilla Road
Por Diogo Muniz
Postado em 05 de outubro de 2020
Toda banda que se preze tem aquele trabalho, aquele álbum, que é considerado essencial em sua discografia. Impossível falar de Black Sabbath e não se lembrar de "Paranoid", ou ignorar o "British Steel" do Judas Priest, por exemplo. Com o Manilla Road não seria diferente, e em 1983 eles lançaram o álbum que seria um divisor de águas dentro de sua carreira. Se nos dois álbuns anteriores ("Invasion" e "Metal") ouvíamos uma banda que ainda buscava o seu som, em "Crystal Logic" temos uma banda que estabeleceu a sua sonoridade metálica e abraçou de vez a temática épica em suas letras. Nesse petardo o trio Mark Shelton (guitarra e voz), Scott Park (baixo) e Rick Fisher (bateria) está afiado e bem entrosado.
O disco abre com "Prologue" que nada mais é do que uma curta introdução que prepara o ouvinte para "Necropolis". De cara já temos a música que viria a ser a cara da banda, tal como "Smoke on the Water" é para o Deep Purple ou "Ace of Spades" para o Motorhead. A música já nasceu sendo clássica e não é difícil de entender o porquê. Se o Manilla Road fosse de conhecimento do grande público certamente "Necropolis" estaria figurando entre os grandes clássicos de todos os tempos. Obrigatória nos shows da banda.
Em seguida temos "Flaming Metal System" que ficou de fora nas primeiras prensagens do disco, mas que felizmente teve esse erro reparado. Começa com um solo de guitarra alucinante de Mark Shelton e já chega dando uma voadora no ouvinte. A sessão final da música também é bem marcante. Enfim, uma excelente música que é impossível escutar sem bater cabeça.
"Crystal Logic", a faixa-título, é uma das mais complexas do álbum, com algumas mudanças de andamento e um trabalho instrumental bem intrínseco. Vale a pena destacar novamente o solo de guitarra que é bem inspirado.
"Feeling Free Again" é um pequeno ponto fora da curva. Com uma levada mais voltada para o hard rock e uma letra um pouco mais bobinha, ela é também (coincidência ou não) a mais curta do disco. Mesmo assim é uma música que empolga.
Com um dos riffs mais marcantes e memoráveis da carreira da banda, "The Riddle Master" é outro verdadeiro clássico que se tornou indispensável nos shows do grupo.
"The Ram" é a segunda música mais curta do álbum, mas nem por isso deixa a peteca cair. Muito pelo contrario, e é no final que ela fica ainda mais agitada.
"The Veils of Negative Existence" é outra música que vale a pena destacar o riff simples, marcante e bem trabalhado. Certamente esse play influenciou muita banda de doom metal
Para fechar com chave de ouro temos "Dreams of Eschaton" que é um verdadeiro clássico. É a musica mais longa do álbum (tem pouco mais de dez minutos) além de ser bastante complexa e bem trabalhada. Começa lenta com um belíssimo dedilhado e uma interpretação impecável de Mark Shelton. Em seguida temos o miolo da musica que é um heavy metal muito bem feito e com vocais versáteis, variando do limpo até um vocal rasgado, agressivo e sujo. Então a música encerra com um solo de guitarra apoteótico que ultrapassa os quatro minutos. Além de ser um solo belíssimo, vemos como a banda estava de fato bastante entrosada e inspirada. Olhando assim dá até para dividir a musica em três partes, mas ela definitivamente funciona muito melhor assim com essa cara "três em um". Um verdadeiro hino que chega a dar até arrepios de tão fantástica.
"Crystal Logic" é um disco bastante pesado e coeso. É um daqueles discos que parece um "Best of", pois não existe música ruim que nos faça querer avançar para a próxima faixa. Com esse disco o Manilla Road estabelece sua sonoridade e começa a partir daqui uma sequencia de verdadeiros clássicos.
Tracklist
Prologue
Necropolis
Flaming Metal System
Crystal Logic
Feeling Free Again
The Riddle Master
The Ram
The Veils of Negative Existence
Dreams of Eschaton
FONTE: https://www.manillaroad.net/
The Official Manilla Road Website
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
Shawn "Clown" Crahan fala sobre o próximo álbum do Slipknot: pausa agora, criação em andamento
Bruce Dickinson já questionou a posição de Steve Harris no Iron Maiden
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Fabio Lione rompe silêncio e fala pela primeira vez sobre motivos da sua saída do Angra
Helloween coloca Porto Alegre na rota da turnê de 40 anos; show antecede data de SP
Jimmy Page celebra 25 anos de show do Iron Maiden no Rock in Rio III
"Está gravado, só falta mixar", diz Myles Kennedy sobre o novo álbum de Slash
Guitarrista resume a era de ouro do death metal dos anos 90 em tributo relâmpago
Com problemas de saúde, Mick Box se afasta das atividades do Uriah Heep
O hit do Van Halen que Eddie se recusou a regravar mesmo com erros técnicos na guitarra
O polêmico disco nacional que Renato Russo disse ser um dos melhores do rock de todos os tempos
Geddy Lee fala em material novo do Rush; "suspeito que alguma música vai acabar saindo"
Paul Stanley e Gene Simmons serão induzidos ao Songwriters Hall of Fame
Guitarrista lembra exato momento que saúde de Cazuza começou a piorar: "Era muito calor"


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


