Katatonia: Uma atmosfera de melancolia e algo mais harmonioso
Resenha - City Burials - Katatonia
Por Marcio Machado
Postado em 07 de maio de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Lançado em 24 de abril passado, o Katatonia trouxe seu mais novo trabalho, o disco "City Burials", que saiu pela Peaceville Records. Nesta nova obra da banda, eles trazem uma atmosfera de melancolia e algo mais harmonioso, com um grande flerte com o gótico, ainda contando com o novo rumo musical, deixando de lado aquele tom mais agressivo para trazer vocais mais harmoniosos e linhas mais melódicas, mas ainda mantendo uma ótima impressão e indo fundo numa reflexão do humano e seu mais profundos sentidos.
"Heart Set to Divide" é quem abre, e já traz essa aura sombria e começa toda soturna. Os vocais de Jonas Renkse estão bastante alinhados. Aos poucos a faixa ganha seu tom e corpo e segue bastante cadenciada e climática, trazendo um som calmo e que em alguns momentos pode trazer uma leve semelhança com alguma faixa do Ghost. "Behind the Blood" é mais agitada e traz um peso maior em sua introdução. Os versos ganham um reforço muito bom do baixo de Niklas Sandin, e o guitarrista Roger Öjersson se esbalda com solos pelos minutos que correm e ha linhas vocais incríveis em seu final. Fechando a trinca da abertura, "Lacquer" surge trazendo uma levada que é embalada por batidas eletrônicas bastante calmas, que criam uma atmosfera nebulosa para a faixa e casa perfeitamente com a linha vocal imposta aqui.
"Rein" é mais pesada e densa. Tem passagens carregadas em seu refrão com andamentos da bateria de Daniel Moilanen quebrados, alternando entre momentos mais calmos e agitados, pegando uma referência bem grande do Tool, e o solo é pura viagem para o ouvinte mesmo que bastante tímido e rápido. "The Winter Of Our Passing" ainda traz um momento mais agitado, os versos são cadenciados e muito bem executados com um refrão de bastante presença, sendo uma das melhores faixas do disco. "Vanishers" traz uma baladona gótica, com o vocal dividido com Anni Bernhard, do Full of Key e o faz muito bem dando um grande reforço no clima. É daquelas que mexem com o ouvinte, sendo profunda e lembrando em cheio o Opeth de "Damnation".
"City Glaciers" traz o momento mais prog do disco todo e outra que parece diretamente saída de um disco do Tool. As guitarras trazem um andamento sonoro viajado e um grande acerto nos teclados de Anders "Blackheim que traz um charme a mais para o andamento em mais uma das melhores. "Flickers" é das mais radiofônicas do trabalho trazendo ares de uma música mais fácil de se assimilar, mas ainda sendo uma grande composição, com levadas de guitarra muito bem trabalhadas e variadas que lembram a sonoridade de bandas góticas mais atuais. O solo é bastante interessante com o teclado disparando notas psicodélicas.
"Lachesis" é um breve interlúdio e logo "Neon Epitaph" chega toda quebrada em seu começo e traz mais um ótimo refrão bastante marcante e este é o momento onde o baterista Moilanen tem os holofotes voltados para si pois cria passagens um tanto inspiradas e no tempo certo, carregando a faixa de forma graciosa. E fechando, "Untrodden", que é dona de um ótimo solo e fecha o disco de forma grande e como não poderia deixar de ser, climática e marcante.
Há beleza e poder na audição deste álbum. Não que a banda tenha inventado a roda por aqui, mas traz mais um ótimo momento de 2020 num álbum que traz amadurecimento dos músicos e uma ótima forma de passar o dia com os fones ligados e o som de "City Burials". Permita esse momento de catarse ao se deleitar no som e acompanhar as letras, você não irá se arrepender.
City Burials Tracklisting:
1 Heart Set To Divide [05:29]
2 Behind The Blood [04:37]
3 Lacquer [04:42]
4 Rein [04:21]
5 The Winter Of Our Passing [03:18]
6 Vanishers [04:56]
7 City Glaciers [05:30]
8 Flicker [04:45]
9 Lachesis [01:54]
10 Neon Epitaph [04:32]
11 Untrodden [04:29]
Bonus Tracks available on various formats
12 Closing Of The Sky [05:26]
13 Fighters [03:37]
Formação:
Jonas Renkse / vocal, guitarra, teclados
Anders "Blackheim" Nyström / guitarra, teclados, backing vocals
Niklas Sandin / baixo
Daniel Moilanen / bateria
Roger Öjersson / guitarra
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Angra celebrará 30 anos de Holy Land com show em Porto Alegre em setembro
A banda que definiu os EUA nos anos 1960, segundo Robert Plant
5 bandas de abertura que roubaram o show e deixaram artistas gigantes sem saber o que fazer
Metallica reúne mais de 90 mil pessoas no primeiro show de 2026
Dave Mustaine descarta ex-membros em turnê e cita "coisas horríveis" ditas por eles
Canal faz pente-fino nas músicas da Legião Urbana e reúne as "inspirações" de Renato Russo
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
Por que Floor Jansen pediu uma bolsa de carne ao tentar comprar item de bebê na Suécia?
Angra era hippie e Megadeth era focado em riffs, explica Kiko Loureiro
O artista do rock nacional que viu Ozzy Osbourne de cuecas no Rock in Rio de 1985
Fã joga disco em Eric Clapton e ele abandona show na Espanha
O melhor integrante dos Beatles de todos os tempos, segundo Roger Waters
Música nova do Anthrax será lançada na próxima sexta-feira (15)
Katatonia em SP - experiência tenazmente preservada com brasa quente na memória e no coração


