Leprous: disco nos joga dentro do show mesmo não estando lá
Resenha - Live at Rockefeller Music Hall - Leprous
Por Marcio Machado
Postado em 14 de outubro de 2019
Nota: 10 ![]()
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O Leprous vem cada vez mais se afirmando como um dos maiores nomes do Metal Progressivo da atualidade, e indo além. Vem se mostrando cada vez mais uma banda que não sabe de seus limites e indo além trazendo sempre surpresas no seu som. Em 2016 a banda foi para sua casa, Oslo, e no Rockefeller Music Hall, que dá nome ao disco, gravaram seu primeiro ao vivo. Ali encontramos um longo trabalho de um show espetacular, com extrema qualidade e uma impressão absurda do que é a banda em ação. Não há erros, simplesmente os caras constroem um espetáculo musical perfeito. Criam um setlist com todos os seus sucessos até então e os executam com uma precisão impecável.

A produção do disco é maravilhosa e nos joga dentro do show mesmo não estando lá. Desde o começo com "The Flood", somos jogados dentro da experiência mirabolante que é acompanhar o som desses caras. Muito disso vem da voz tão marcante, cheia de identidade e potente do vocalista Einar Solberg, que ainda rege essa orquestra toda de trás de seu teclado que não para um só momento.
Com o andar da apresentação, tudo vai indo em movimento crescente, quando já na quarta música recebemos um diamante da banda, a faixa "Rewind", uma das mais queridas dos fãs surge e é executada brilhante e impecavelmente com toda maestria possível. O bloco que se segue daqui em diante é como dito no popular, um "arregaço". "The Cloak", que traz toda aquela sensação de desolação que seu andamento tem e ao vivo é ainda mais aumentado. O refrão da faixa é climático e simplesmente fantástico, o crescendo que rola por aqui, tudo vai construindo aos poucos uma atmosfera que nos envolve de forma sombria.
Em seguida o que temos é algo sem explicação em palavras, "Acquired Taste", merecedora de um parágrafo todo seu é simplesmente FABULOSA nesta versão. O pré refrão cria um campo carregado de sensações, no mais plural sentido da palavra, e o refrão em si, quando Einar abre sua boca é de fazer encher os olhos e ouvidos, QUE COISA MAGNÍFICA. Chega ser assombroso todo o poder que a faixa ganhou ao vivo, fora uma longa passagem onde o vocalista brinca com escalas que o fazem um verdadeiro maestro. A banda toda está em perfeita harmonia aqui, o baixo é um adendo gigante em toda sua presença.
Em seguida vem "Red", que tem seu refrão um tanto poderoso e barulhento, com destaque para as linhas de bateria, e abre caminho para "Slave", esta, mais um momento que arranca grande aplausos do público e é ovacionada logo em seus primeiros acordes da guitarra que são tão presentes. Aqui de novo temos aquele ar sombrio e denso, mais uma vez um belo andamento, regido com perfeição por todos, encerrando uma sequencia que por si só valeria o disco todo.
Mas ainda não era o fim, temos tempo para "Moon" que possui um dos melhores refrões que a banda já criou, extremamente cativante e que ganha o ouvinte de cara. A toda complexa e intrincada "Forced Entry" também dá as caras e o faz sem timidez mostrando presença e mais uma vez a banda em perfeita harmonia executando uma de suas peças mais bem montadas com total domínio. E encerrando "Contaminate Me" que começa pesada e sem tempo para respirar, num andamento nervoso e fechando a apresentação com perfeição.
Este disco é uma experiência por si só, um grande momento para o Metal atual e um dos melhores ao vivo’s criados nos últimos tempos. Temos aqui um grande espetáculo montado e quem se arrisca a se jogar nessa empreitada não irá se arrepender. Se ainda não conhece esses caras, vá pra cima sem esperar mais um minuto, qualidade aqui é primeiro nome!
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