Uriah Heep: possivelmente seu melhor álbum neste século

Resenha - Living the Dream - Uriah Heep

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Por Victor de Andrade Lopes
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Nota: 9

Uriah Heep é uma das melhores bandas de rock da virada dos anos 60/70, mas, inexplicavelmente, eles acabam sempre esquecidos em favor dos outros medalhões da época - sendo que boa parte deles já nem existe mais.

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A relativa subestimação a que foram submetidos se torna ainda mais revoltante quando constatamos que, a exemplo de outros figurões como Deep Purple e Rush, eles passaram por aquele mesmo processo que consiste em um início magistral com álbuns anuais que moldaram o rock que mais tarde viria a ser chamado de "clássico"; um período obscuro em que pressões comerciais e a invasão eletrônica moldavam o som dessas bandas para pior; e um renascimento a partir dos anos 2000, quando músicos grisalhos parecem precisar ensinar aos jovens como se faz.

Living the Dream, o 25º lançamento de estúdio dos caras, é um trabalho totalmente inserido nessa lógica. Nitidamente superior aos seus antecessores deste século (se muito, empatado com Wake the Sleeper, de 2008), trata-se de uma obra enérgica, convincente, consistente e empolgante do começo ao fim.

Como um álbum do Deep Purple, ele é levado nas costas pelo diálogo entre a guitarra de Mick Box (único membro restante desde a fundação) e o órgão de Phil Lanzon. O "papo" dos dois está "fluindo como óleo", como diria Mozart.

Assim, o disco vem recheado de trabalhos no limite entre o hard rock e o heavy metal, incluindo as ótimas "Grazed By Heaven" e "Take Away My Soul". Mas há também fortes toques progressivos em "Rocks in the Road" e "It's All Been Said" e espaço para baladas (ou o mais próximo que podemos chegar disso), como "Waters Flowin'" e seu clima festivo e "Dreams of Yesteryear".

A edição japonesa traz ainda duas faixas bônus, que são versões alternativas de "Grazed By Heaven" e "Take Away My Soul". Na verdade, elas são idênticas às originais; a diferença é uma breve introdução no órgão no caso da primeira e a realocação e encurtamento do solo de guitarra no caso da segunda.

A proposta geral da obra é bastante coesa. Quer dizer, o álbum tem um título que se traduz como "vivendo o sonho"; suas músicas demonstram todas um grande entrosamento entre os membros; o vocalista Bernie Shaw valorizou justamente essa química no material de divulgação do disco; e a belíssima capa registra o que parece ser um momento de satisfação misturada com expectativa.

O lançamento de Living the Dream precisa constar entre os vários eventos que marcaram e ainda vão marcar o rock em 2018. Não se ignora, simplesmente, tamanha qualidade, ainda mais se vinda de um grupo com tanta história.

Abaixo, o vídeo do single "Grazed By Heaven":

Track-list:
1. "Grazed By Heaven"
2. "Living the Dream"
3. "Take Away My Soul"
4. "Knocking at My Door"
5. "Rocks in the Road"
6. "Waters Flowin'"
7. "It's All Been Said"
8. "Goodbye to Innocence"
9. "Falling Under Your Spell"
10. "Dreams of Yesteryear"

Faixas bônus da edição japonesa:
11. "Grazed By Heaven" (versão alternativa)
12. "Take Away My Soul" (versão alternativa)

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/UHLTD


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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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