Uriah Heep: possivelmente seu melhor álbum neste século
Resenha - Living the Dream - Uriah Heep
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 08 de novembro de 2018
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uriah Heep é uma das melhores bandas de rock da virada dos anos 60/70, mas, inexplicavelmente, eles acabam sempre esquecidos em favor dos outros medalhões da época - sendo que boa parte deles já nem existe mais.
A relativa subestimação a que foram submetidos se torna ainda mais revoltante quando constatamos que, a exemplo de outros figurões como Deep Purple e Rush, eles passaram por aquele mesmo processo que consiste em um início magistral com álbuns anuais que moldaram o rock que mais tarde viria a ser chamado de "clássico"; um período obscuro em que pressões comerciais e a invasão eletrônica moldavam o som dessas bandas para pior; e um renascimento a partir dos anos 2000, quando músicos grisalhos parecem precisar ensinar aos jovens como se faz.
Living the Dream, o 25º lançamento de estúdio dos caras, é um trabalho totalmente inserido nessa lógica. Nitidamente superior aos seus antecessores deste século (se muito, empatado com Wake the Sleeper, de 2008), trata-se de uma obra enérgica, convincente, consistente e empolgante do começo ao fim.
Como um álbum do Deep Purple, ele é levado nas costas pelo diálogo entre a guitarra de Mick Box (único membro restante desde a fundação) e o órgão de Phil Lanzon. O "papo" dos dois está "fluindo como óleo", como diria Mozart.
Assim, o disco vem recheado de trabalhos no limite entre o hard rock e o heavy metal, incluindo as ótimas "Grazed By Heaven" e "Take Away My Soul". Mas há também fortes toques progressivos em "Rocks in the Road" e "It's All Been Said" e espaço para baladas (ou o mais próximo que podemos chegar disso), como "Waters Flowin'" e seu clima festivo e "Dreams of Yesteryear".
A edição japonesa traz ainda duas faixas bônus, que são versões alternativas de "Grazed By Heaven" e "Take Away My Soul". Na verdade, elas são idênticas às originais; a diferença é uma breve introdução no órgão no caso da primeira e a realocação e encurtamento do solo de guitarra no caso da segunda.
A proposta geral da obra é bastante coesa. Quer dizer, o álbum tem um título que se traduz como "vivendo o sonho"; suas músicas demonstram todas um grande entrosamento entre os membros; o vocalista Bernie Shaw valorizou justamente essa química no material de divulgação do disco; e a belíssima capa registra o que parece ser um momento de satisfação misturada com expectativa.
O lançamento de Living the Dream precisa constar entre os vários eventos que marcaram e ainda vão marcar o rock em 2018. Não se ignora, simplesmente, tamanha qualidade, ainda mais se vinda de um grupo com tanta história.
Abaixo, o vídeo do single "Grazed By Heaven":
Track-list:
1. "Grazed By Heaven"
2. "Living the Dream"
3. "Take Away My Soul"
4. "Knocking at My Door"
5. "Rocks in the Road"
6. "Waters Flowin'"
7. "It's All Been Said"
8. "Goodbye to Innocence"
9. "Falling Under Your Spell"
10. "Dreams of Yesteryear"
Faixas bônus da edição japonesa:
11. "Grazed By Heaven" (versão alternativa)
12. "Take Away My Soul" (versão alternativa)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/UHLTD
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
A música que David Gilmour vetou na reunião histórica do Pink Floyd
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A banda holandesa dos anos 1970 que Humberto Gessinger está ouvindo sem parar
O disco da "fase John Bush" que é o preferido de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
A melhor fase do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
A espécie de "Massacration europeu" com quem Bruno Sutter quer dividir o palco
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
G1 põe rock e metal como grandes vencedores do Top 10 de shows do Rock in Rio
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
Rafael Bittencourt explica por que o Angra voltou a olhar para a fase Andre Matos
A traição do Pink Floyd que Roger Waters engoliu a seco e teve que aceitar

10 álbuns dos anos 70 abriram caminho para o heavy metal nos anos 80
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
O disco hard-prog que fez Morten Harket do A-HA escolher a música para sempre
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


