Three Days Grace: Apresentando o mais do mesmo de cara nova
Resenha - Outsider - Three Days Grace
Por Matheus Albuquerque
Postado em 09 de abril de 2018
Nota: 7 ![]()
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A banda canadense Three Days Grace lançou em março seu mais recente trabalho de estúdio, Outsider. O álbum é o segundo trabalho com o vocalista Matt Walst da banda My Darkest Days, que também é parente do baixista da banda, Brad Walst. O álbum não teve muita divulgação, tendo apenas um single lançado antes do lançamento do álbum completo.

O álbum ele traz um Three Days Grace bem parecido com o que já conhecemos. Riffs ritmados conforme o andamento da música, viradas de bateria quebradas,vocais com drive entoando palavras de características social.
Outsider começa com a diferente "Right Left Wrong". A música tem um andamento parecido com a primeira faixa do álbum anterior, "Human Race". A tirada que se encontra na letra é algo surpreendente para a banda, onde explora nossas decisões e caminhos perante a vida. Claro que sempre tendo uma alusão a uma pessoa deslocada da sociedade.

"The Mountain" foi o primeiro e único single do álbum. A música é um pouco mais animada que a primeira e traz uma mensagem de superação. "Keep climbing the mountain" é entoada durante o refrão em uma mensagem de "não desista".
"I Am An Outsider" é outra música bem diferente do habitual. A música conta como é ser um "deslocado" no meio social e mais uma vez, voltando ao tema de isolamento e deslocamento social que a banda já cansou de falar.
"Infra-Red" com seu ritmo animado traz outra mensagem positiva em que tenta amenizar os sentimentos do estranho social com frases como, "No one knows what goes on in our heads" ou "You and I are on a different wave, So doesn't even matter what they say".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "Nothing To Lose But You" chega em um ritmo mais melancólico em que representa o medo de se perder alguém no qual gostamos muito. Claro, o álbum parece uma grande história estilo "The Black Parade" então, na teoria isso seria a parte romântica do álbum.
"Me Against You" se o álbum fosse algo conceitual seria a continuação da música anterior. A letra entoa que não tem nada a perder e não tem mais medo de perder nada. Algo que contradiz um pouco a faixa anterior.
"Love me Or Leave Me" é a música que quebra totalmente as chances de um álbum conceitual. A música é marca o começo da baixa do álbum. Refrão repetitivo, andamento lento e nada a acrescentar nas outras faixas.
"Strange Days" mesmo possuindo uma letra interessante com a chegada de uma "nova era" na vida do deslocado, passa despercebida pelo álbum.

"Villain I'm Not" tem uma abordagem interessante sobre a famosa fabrica de vilões. A música fala como se a pessoa estivesse em algum devaneio psicológico e machuca as pessoas que ama e cria vilões de onde não existe e ao mesmo tempo não culpa a pessoa por isso.
"Chasing The First Time" é bem melancólica, algo parecido com "Nothing To Lose but you", só que sem a parte "romântica". A música relata como o estranho quer voltar no tempo, concertar algo ou simplesmente se sentir como antes. Claro a música faz menção a como uma pessoa utiliza as drogas para isso, escapar da realidade que vive.
"The New Real" chega falando de como a sociedade se integra onde todos querem ser alguém. Claro que a banda da uma alfinetada na sociedade mecânica no qual vivemos e como isso afeta as pessoas.

O final do álbum não poderia ser melhor. "The Abyss" pega toda a melancolia que já existiu no álbum e transporta para essa música. A música faz alusão ao famoso fundo do poço. A letra fala como é estar sem comunicação com o mundo lá fora dentro de sua própria cabeça, onde classificam esse estado como "O Abismo".
O álbum tem altos e baixos mas consegue não ser maçante já que as músicas são curtas e é um ótimo entretenimento para quem gosta de rock alternativo e músicas que te fazem refletir. Claro, a roupagem da banda é algo mais comercial, mas as letras não decepcionam. Acredito que a banda conseguiu superar o "Human" e entregar algo que ninguém esperava.
1. Right Left Wrong
2. The Mountain
3. I Am an Outsider
4. Infra-Red
5. Nothing to Lose but You
6. Me Against You
7. Love Me or Leave Me
8. Strange Days
9. Villain I'm Not
10. Chasing the First Time
11. The New Real
12. The Abyss

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