Cadle of Filth: Um ótimo registro histórico para os fãs da banda
Resenha - Dusk... and Her Embrace (The Original Sin) - Cradle of Filth
Por Flavio Lens
Postado em 27 de julho de 2016
Nota: 8 ![]()
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O Cradle of Filth é uma banda polêmica (quem se lembra daquela famosa camiseta "Jesus Is a Cunt", que o próprio Dani Filth (vocalista, fundador e atualmente único membro original) considerou uma idiotice?) e divide opiniões no próprio meio do heavy metal. Enquanto alguns a consideram black metal, outros repudiam que o grupo seja incluído nessa vertente mais extrema, principalmente devido à forte presença de teclados e vocais femininos em suas composições.
Essa maior variedade de influências já podia ser notada em seu álbum de estreia, The Principle of Evil Made Flesh (1994), porém o grupo decidiu aprofundar-se ainda mais nas linhas vocais femininas e teclados mais marcantes no segundo disco, Dusk... and Her Embrace, lançado oficialmente em 1996. Antes deste lançamento, já haviam lançado o EP V Empire (or Dark Faerytales in Phallustein), que já mostrava uma sonoridade mais próxima do que viria a ser desenvolvida em Dusk.
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Acontece que este segundo álbum deveria ter sido lançado um ano antes, pela então gravadora do grupo, a Cacophonous Records, com a formação do primeiro álbum. Como a banda não gostou do resultado final e a relação com a gravadora já não era das melhores, o grupo decidiu não lançar o álbum. Neste meio tempo, houve um racha na banda (os integrantes que saíram formaram a banda de gothic metal The Blood Divine), e a nova formação do Cradle lançou no ano seguinte o EP V Empire e a versão regravada de Dusk.
Eis que, vinte e um anos depois, a banda resolve oficializar o lançamento da versão original de Dusk... and Her Embrace (com o óbvio complemento "The Original Sin"), que, segundo Dani, foi remasterizado por Scott Atkins diretamente das fitas DAT originais.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O resultado surpreende positivamente o ouvinte e mostra claramente a evolução de cada integrante, tanto em termos de composição como habilidade instrumental e principalmente vocal. Podemos dizer, sem medo de errar, que estamos diante de uma das melhores performances vocais de Dani Filth em sua carreira. Nesta versão do álbum, o timbre de sua voz está mais próximo de seu vocal rasgado natural, sem tantos efeitos artificiais em sua voz (com a exceção de algumas passagens em tons mais graves), e também pode-se notar a presença mais forte de urros guturais que dão um peso insano às músicas.
Outra característica que conta muito a favor desta versão é que Dani canta de uma forma totalmente inteligível, coisa que no EP e na versão regravada de Dusk foi deixada um pouco de lado - os vocais mais agudos se tornavam incompreensíveis nestes dois álbuns.
As músicas em si não possuem tantas diferenças entre as duas versões do disco, além de algumas modificações nas letras e construções dos versos em cima das melodias. A ordem das canções também é diferente do disco que foi lançado em 1996, além de possuir uma faixa (Nocturnal Supremacy) que foi lançada em V Empire e uma faixa intro até então inédita (Macabre, This Banquet).
O que pode pesar contra este álbum (e talvez possa ter sido um dos motivos de insatisfação da banda na época) é a mixagem às vezes não equilibrar corretamente os instrumentos, chegando ao ponto de o som do teclado às vezes estar muito alto, praticamente encobrindo as guitarras - como na própria faixa-título.
A arte da capa do disco é assinada por Drake Mefestta e o álbum também conta com duas faixas-demo bônus e participações especiais de Cronos (Venom) e Steve Grimmett (Grim Reaper).
De uma forma geral, Dusk... and Her Embrace (The Original Sin) é um ótimo registro histórico para os fãs da banda e certamente seria uma grande injustiça se um petardo desses fosse deixado esquecido em algum depósito de fitas velhas pelo resto da vida...
Faixas:
1. Macabre, This Banquet
2. Nocturnal Supremacy
3. Heaven Torn Asunder
4. Dusk... and Her Embrace
5. A Gothic Romance
6. The Graveyard by Moonlight
7. Funeral in Carpathia
8. Beauty Slept in Sodom
9. The Haunted Shores of Avalon
10. Carmilla's Masque
11. A Gothic Romance (demo)
12. Nocturnal Supremacy (demo)
Duração: 71:02
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