Richie Kotzen: Um grande talento pouco reconhecido
Resenha - Cannibals - Richie Kotzen
Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 16 de novembro de 2015
Nota: 10 ![]()
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Richie Kotzen é um cara que admiro muito como artista. Ele até já esteve no Brasil, e sequer o pessoal daqui conhece ele direito. Tem até disco dele ao vivo em São Paulo que ele fez questão de gravar como lembrança da turnê de 2007, o Live in São Paulo (2008). Eu ainda não tive a oportunidade de vê-lo ao vivo, mas gostaria muito. Enfim, um artista fenomenal, que até já veio para cá, e no entanto, não se vê discos dele vendendo por aqui. A humanidade me decepciona cada vez mais. Vamos então aproveitar para conhecer este grande talento em seu novo álbum, o 20º de sua carreira solo, Cannibals, lançado no começo do ano, um dos primeiros lançamentos de 2015.
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E o mais estranho ainda, ao meu ver, é o cara ter até tido uma de suas músicas, "Dream of a New Day", de seu segundo álbum, Fever Dream (1990), como parte da trilha sonora do filme Bill & Ted's Bogus Journey (Bill & Ted - Dois Loucos no Tempo), filme de 1991 com Keanu Reeves e Alex Winter, e mesmo assim continuar não sendo tão conhecido ao grande público. Estranho isso para mim. Enfim, é realmente um grande talento, pouco reconhecido.
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O cara até começou um pouco torto, sem ter sua conhecida identidade musical soul pela qual é reconhecido hoje. Seu primeiro e terceiro álbuns, Richie Kotzen (1989) e Electric Joy (1991) são discos instrumentais; o primeiro é o típico disco de guitarra mesmo, o cara simplesmente vai lá e toca mil e uma notas; tem uma certa identidade disso ou daquilo, mas em geral, é bem cansativo, é disco só para músico mesmo ouvir e babar na técnica instrumental do cara, apesar de ter sido produzido pelo legendário guitarrista Jason Becker; já o terceiro disco é instrumental, mas bem mais agradável e mostra bem mais identidade e personalidade.
Os outros álbuns de sua carreira são álbuns que já ilustram bem mais seu grande talento, especialmente a partir do sexto disco, Wave of Emotion (1996), álbum onde Kotzen desenvolve por completo a sonoridade e identidade musical pela qual ficou famoso e conhecido. Além de um exímio guitarrista e um excelente vocal, o cara é multi-instrumentista. Aqui em Cannibals, o cara é uma banda de um homem só: toca guitarra, baixo, bateria, teclados, canta, enfim, é um faz-tudo, além de ter escrito todas as músicas do disco. Contou com os talentos de sua namorada, Julia Lage, para os back vocais femininos e do baterista de sua banda de turnê para fazer percussão em uma das músicas, mas só. Enfim, é um enorme talento.
O músico atualmente atua como vocalista e guitarrista da ótima banda de hard rock The Winery Dogs, que inclusive cheguei a falar sobre o excelente segundo álbum, Hot Streak (2015). Por conta disso, sua carreira solo tem tido um ritmo menos acelerado do que o de costume. O último álbum solo de Kotzen foi 24 Hours (2011).
Vamos então conhecer este retorno de Kotzen aos seus trabalhos solo. O disco conta, como sempre, com instrumentação impecável e o vocal soul forte e agradável do artista, em temas que passeiam por influências pop, funk, soul e jazzísticas, além de sua guitarra rock bem característica. Aliás, é muito bom que Kotzen tenha optado em sua carreira por esta linha mais pop e soul, estamos com falta de artistas que realmente façam discos bons nestes gêneros. Para as pessoas, por exemplo, que gostam dos artistas da Motown, como o Jackson 5, o Barry White e de músicos consagrados como Marvin Gaye e Stevie Wonder, creio que irão gostar muito do som que o cara desenvolve aqui, pois os estilos são muito próximos e as influências são facilmente reconhecíveis.
A primeira faixa, por exemplo, "Cannibals" é um destaque fácil; acelerada e com toda aquela energia do funk americano na batida e na instrumentação. Faixas como "In An Instant" e "Come On Free", parecem com temas de Barry White, e a terceira faixa, "The Enemy", é uma balada soul bastante característica, aliás, bem típica da discografia de Kotzen, se você comparar com álbuns como Slow (2001) e Something to Say (1997).
E se você curte muito Stevie Wonder, tente a faixa "I'm All In", que é um dueto vocal entre Kotzen e Doug Pinnick, o guitarrista da banda de metal progressivo King's X. Ou então ouça a funkeada "Stand Tall", que tem uma ótima batida dançante. E se você ainda quiser algo mais intimista, algo próprio para dançar devagar junto de alguém, tente a última faixa do álbum, "Time for the Payment", uma faixa que transborda aquele estilão de balada soul e ainda com as lindíssimas linhas de violão latino que Kotzen toca na música, mostrando-se uma performance bastante intimista, com instrumentação excelente e a voz sensacional do músico, em uma canção que fecha o disco com chave de ouro.
Como eu já disse antes, eu gosto muito de divulgar músicos mais independentes e pouco reconhecidos aos olhares do grande público. Creio que Richie Kotzen é um talento nato, digno de ser mais reconhecido e que atende a um público bem mais abrangente em termos musicais. É um raro talento que eu recomendo para todos; quem conhece, é certeza que vai apreciar mais este álbum da carreira do músico, e quem ainda não conhece o trabalho dele, minha recomendação é máxima! Vá atrás deste músico. E deixe de dizer por aí aos ventos que a música de qualidade não existe mais.
Cannibals (2015)
(Richie Kotzen)
Tracklist:
01. Cannibals
02. In An Instant
03. The Enemy
04. Shake It Off
05. Come On Free
06. I'm All In
07. Stand Tall
08. Up (You Turn Me)
09. You
10. Time For The Payment
Selos: Wowow Entertainment, Inc.
Banda:
Richie Kotzen: voz, guitarra e todos os outros instrumentos
Participações:
Doug Pinnick: segunda voz em "I'm All In"
Julia Lage: back vocais
Mike Bennet: percussão em "Shake It Off "
Discografia anterior:
- 24 Hours (2011)
- Peace Sign (2009)
- Go Faster/Return Of The Mother Head's Family Reunion (2007)
- Into The Black (2006)
- Ai Senshi Z×R (Music from the animation series Gundam) (2006)
- Get Up (2004)
- Acoustic Cuts (2003)
- Change (2003)
- Slow (2001)
- Break It All Down (1999)
- Bi-Polar Blues (1999)
- What Is... (1998)
- Something to Say (1997)
- Wave of Emotion (1996)
- The Inner Galactic Fusion Experience (1995)
- Mother Head's Family Reunion (1994)
- Electric Joy (1991)
- Fever Dream (1990)
- Richie Kotzen (1989)
Site oficial:
http://www.richiekotzen.com
Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.
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