Benediction: Organizando o caos no novo milênio

Resenha - Organised Chaos - Benediction

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Por Maicon Leite
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A então recente mudança de formação, com a troca de Dave Ingram por Dave Hunt, talvez possa ter assustado os fãs, mas o resultado final de “Organised Chaos” ficou tão bom que esta chocante alteração foi pouco sentida. “Grind Bastard”, lançado três anos, marcou não somente por ser a despedida, ainda que não anunciada, de Ingram, mas também pela inserção maciça das influências de Hardcore e na volta ao alto nível das composições. Agora com o antigo logotipo de volta, com arte de capa - belíssima, por sinal - assinada por Kristian Wåhlin, vulgo Necrolord, o Benê continuou sua jornada entre o Death Metal e o HxCx de forma brutal e honesta, com Andy Sneap no comando dos botões, o que resultou numa excelente produção. Enfim, o caos foi organizado, com o perdão do trocadilho.

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Quem possivelmente falou mal do álbum não deve ter ouvido as músicas com atenção. Resenhas em diversos sites estrangeiros tendem a emitir criticas negativas, o que é inconcebível. A primeira faixa, “Suicide Rebellion” já dá provas concretas da qualidade do mesmo, de velocidade intensa e pegada assassina, com aquela batida Hardcore perceptível em vários momentos. Em relação às linhas vocais, logo se acostuma com a voz de Hunt, totalmente inserida no contexto da banda. A segunda faixa, “Stigmata”, prima pelo andamento mais moderado, com doses cavalares de peso, já “Suffering Feeds Me” evoca aquela pegada mais veloz com riffs praticamente Hardcore, tornando-se um dos grandes destaques do CD. Outra com essa vibe é “The Temple of Set”, um arregaço em forma de música com menos de três minutos de duração. Alternando entre faixas mais cadenciadas e outras mais rápidas o Benediction soube trabalhar bem a transição de vocalistas e manteve a qualidade intacta. Enfim, “Charon” talvez seja minha preferida, perfeita para rodas de pogo, mas cabe a você ouvir e decidir a que mais lhe agrada. Indico também uma audição atenta ao belo trabalho de Neil Hutton em “I Am The Disease”, sobretudo na destreza com os bumbos.

Para os mais atentos, nota-se a ausência de covers… Sim, o que já era tradição, acabou ficando para o próximo disco, e não minta para si mesmo, ouvir o Benediction tocando músicas de outras bandas é muito prazeroso, sobretudo em covers de Heavy Metal, como Anvil ou Judas Priest. No mas, ouça sem medo e tire suas próprias conclusões. Obviamente será impossível lançarem um “Transcend the Rubicon Parte 2” (meu preferido, diga-se de passagem), mas a qualidade é garantida em cada riff e batida.

Contatos & Links
https://www.facebook.com/pages/Benediction/463721850351250...

Tracklist:

01. Suicide Rebellion
02. Stigmata
03. Suffering Feeds Me
04. Diary of a Killer
05. The Temple of Set
06. Nothing on the Inside
07. Easy Way to Die
08. Don't Look in the Mirror
09. This Graveyard Earth
10. Charon
11. I Am the Disease
12. Organised Chaos

Tempo total: 53:36

Formação:

Dave Hunt - Vocal
Peter Rew – Guitarra
Darren Brookes – Guitarra
Frank Healy - Baixo
Neil Hutton – Bateria

Video:
“Charon”

Benediction
Titulo: “Organised Chaos”
Formato: CD
Local: Inglaterra
Estilo: Death Metal
Gravadora/Selo: Nuclear Blast Records
Ano de Lançamento: 2001

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Sobre Maicon Leite

Maicon Leite é assessor de imprensa na Wargods Press, colaborador na revista Roadie Crew e um dos autores do livro Tá no Sangue! - A História do Rock Pesado Gaúcho, dentre outros projetos e publicações.

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