Moonspell: Brasileiros homenageiam portugueses com categoria
Resenha - A Brazilian Tribute To Moonspell - Em Nome do Medo
Por Vitor Franceschini
Postado em 28 de dezembro de 2014
Nota: 8 ![]()
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Já adiantando, sem bairrismo e muito menos demagogia, "Em Nome do Medo – A Brazilian Tribute to Moonspell" é um dos tributos mais interessantes e honestos que já vi. Em meio a tantos caça-níqueis, esta homenagem soa sincera e digna de respeito, até porque está disponível gratuitamente para download.
São 18 bandas brasileiras, de praticamente todas as regiões, prestando um tributo a maior banda da história do Metal português. Mesmo não sendo uma banda tão antiga assim, o Moonspell foi e é influente, sendo digno de merecer tal homenagem.
Os trabalhos mais sombrios da banda foram o foco do repertório, e no que se diz ao conteúdo do trabalho ele soa como todos os tributos. Isto é, há momentos memoráveis, alguns medianos, outros que não deram certo, mas nenhum momento horrível, assim por dizer.
Mais uma vez fica evidente que as bandas não investem tanto em produções quando se trata de tributos, pois dá pra sentir que há bandas muito bem produzidas em seus trabalhos autorais, que aqui não se esforçaram muito pra fazer com que seu som ficasse acima da média, mas isso não é uma generalização.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Falando de coisas boas, começamos do início. O Malkuth abrindo o álbum foi um acerto e tanto. Além de se tratar de uma banda tradicional do Black Metal nacional, os pernambucanos fizeram uma ótima versão para Tenebrarum Oratorium. Outro tradicional grupo de Black Metal, o Pátria fez uma versão quase fiel a Wolfshade, sendo que deixaram de lado os vocais limpos e meteram sua identidade na composição.
A versão para Of Dream and Drama, do Soturnus é aquela que soa como diferenciada, com uma roupagem nova, mas que ficou interessante, o que não pode ser dito sobre o Silent Cry que fez uma versão bem morna de Opium. Enquanto isso Malefactor e As Dramatic Homage deram suas caras a Alma Mater e Full Moon Madness, respectivamente, sendo que a banda carioca ficou mais próxima da original, até pelo seu som ser influenciado pelo Moonspell.
Das que tentaram dar sua cara às composições e não obtiveram êxito podemos citar Obskure e Helllight. Mesmo as versões não ficando ruins (longe disso) não empolgam tanto. Há altos e baixos, além de médios, mas de ruim mesmo não podemos mencionar nada, até por se tratar de um repertório rico e canções fortes criadas durante os 22 anos de Moonspell.
A capa, de autoria do designer e um dos idealizadores do projeto Alcides Burn, apresenta duas espécies de lobo: o brasileiro guará e o português ibérico, sendo mais um ponto positivo do álbum, pois une uma belíssima arte com uma ideia brilhante dos laços Brasil/Portugal. Ué, ainda não baixou?
http://heavyandloud.com.br/emnomedomedo/
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