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Dream Theater 2022

Primal Fear: Permanece honrando o genuíno e amado Heavy Metal

Resenha - Delivering the Black - Primal Fear

Por Felipe Cipriani Ávila
Em 21/09/14

O ano corrente vem proporcionando uma gama de lançamentos expressivos e consistentes para os fãs e seguidores da música pesada, nos seus mais diversos subgêneros. O último álbum dos alemães do Primal Fear, décimo de estúdio, é exemplo de um trabalho que tem tudo para cair nas graças dos fãs desde a primeira audição. "Unbreakable", lançado em 2012, já apontava para uma espécie de retorno às raízes, com uma sonoridade mais direta e pesada. Seguindo a mesma linha e apostando em temas ainda mais pesados, "Delivering The Black" não se propõe a revolucionar o gênero ou a carreira do grupo, contudo apresenta dez canções que seguramente foram compostas com muito ardor e garra!

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Lançado no dia 24 de janeiro via Frontiers Records, produzido pelo próprio contrabaixista Mat Sinner e mixado/masterizado por Jacob Hansen (Pretty Maids, Pyramaze, Volbeat), "Delivering The Black" apresenta todos os elementos mágicos presentes no Heavy Metal e tem o poder de animar o ouvinte até nos seus dias mais complicados. Mesmo com a presença dos ditos clichês do gênero, soa coeso, empolgante, honesto e íntegro. Cada nota é tocada com muita paixão e por mais que sejam claramente audíveis as influências diretas dos britânicos do Judas Priest e de outros baluartes do gênero, isso não é demérito ou razão de alegar que a banda não possua identidade e sonoridade própria. A obra não "reinventa a roda", mas soa tão emocionante e forte que mostra que isso nem sempre se faz necessário.

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Chega a ser indevido não tecer comentários e elogios à parte para o vocalista Ralf Scheepers. É impressionante como a sua voz soa melhor lançamento após lançamento. Não apenas no que diz respeito à potência, mas também ao dinamismo e versatilidade. Ele consegue convencer tanto nos momentos mais pesados e enérgicos quanto nos mais climáticos e suaves, controlando perfeitamente a sua voz e não soando em momento algum exagerado. É, com toda a justiça e mérito, um dos melhores da atualidade.

A faixa de abertura, "King For A Day", já começa com o "pé no acelerador". Os riffs de guitarra são sólidos, assim como as linhas vocais classudas e impecáveis. Randy Black impressiona pela sua destreza, técnica e naturalidade ao executar a sua bateria. Eis um tema direto, com refrão pungente, básico e altamente viciante. Há de se destacar também o trabalho irrepreensível da dupla de guitarristas Magnus Karlsson/Alex Beyrodt. Ótima escolha para faixa de abertura!

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Com abertura sinfônica e climática, "Rebel Faction" logo descamba para o Heavy Metal direto e puro. Ralf Scheepers (sim, prezado (a) leitor (a), é complicado não citá-lo pelo menos meia dúzia de vezes) dá um show à parte, com uma desenvoltura e técnica impressionantes, principalmente no ótimo refrão. Randy Black apresenta novamente excelente desempenho, aliás, assim o faz durante todo o álbum, com um trabalho digno de aplausos, para se dizer o mínimo. Os solos de guitarra são mágicos e inspirados. Em suma, uma das mais pesadas e rápidas do repertório, sem sombra de dúvida. Inicialmente parecendo se tratar de uma balada, "When Death Comes Knocking" tem introdução acústica, sutil e bonita. Entretanto, logo fica mais encorpada, com riffs de guitarra muito bem encaixados. É mais cadenciada no seu decorrer, mas não abre mão de uma boa dose de peso e emoção, principalmente no que tange às linhas vocais versáteis e inspiradas. O seu refrão é um dos mais marcantes e belos do disco. No que se refere aos solos de guitarra, há um trecho de beleza sublime, ímpar e indescritível, que até remete levemente aos momentos mais emocionais de John Petrucci, guitarrista da banda nova-iorquina de metal progressivo Dream Theater. Por outro lado, "Alive & On Fire" já apresenta de imediato ao ouvinte a execução mais do que precisa de Randy Black, adicionada a uma ponte e refrão formidáveis, além de outra aula de interpretação e vigor de Ralf Scheepers. Os solos de guitarra são melódicos e bebem bastante da fonte do Heavy Metal clássico, como não é de se surpreender. Impactante e pesada desde o princípio, "Delivering The Black" cumpre com total êxito o papel de faixa título, não fazendo feio frente às antecessoras. O Heavy Metal não se trata de riffs, vivacidade e energia? Aqui há de sobra, com desempenho primoroso da dupla de guitarristas! Com solos de guitarra melodiosos e "cantáveis", "Road To Asylum" não dá tempo para o ouvinte respirar, mantendo a energia e peso do início ao fim.

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Sendo a de maior duração e com caráter mais experimental do que as suas predecessoras, "One Night In December", no entanto, não abre mão das características inerentes à banda. Com camadas de teclado bem sacadas e envolventes no seu início, logo dá lugar às "guitarras flamejantes". No referido tema, todos os músicos apresentam trabalho impecável e muito consistente. Apesar de não ser a mais pesada e rápida, é uma das mais intensas e mágicas de todo o play. A duração longa, totalizando mais de nove minutos, não é razão para torná-la enfadonha, sendo que a mesma flui perfeitamente e mantêm o ouvinte atento e encantado a todos os detalhes. Há até mesmo alguns elementos eletrônicos que se encaixaram muito bem à proposta da faixa, não a descaracterizando, além de ótimas e encaixadas camadas de teclado e solos de guitarra. Pesada e majestosa! "Never Pray For Justice", ao contrário, já é mais homogênea, com muita energia e vigor. Não se espante se assobiar os solos de guitarra por dias a fio!

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A penúltima faixa, "Born With A Broken Heart", conta com a participação de Liv Kristine (Ex-Theatre Of Tragedy, atual Leaves’ Eyes). É uma bela balada, com atuação emocionante e tocante de Ralf Scheepers. Os backing vocals da cantora norueguesa dão um brilho extra e deixam tudo ainda mais envolvente e delicado. Após a calmaria, "Inseminoid" cumpre muito bem seu papel como o "último suspiro" do trabalho. Temos aqui uma típica canção rápida e certeira, bem nos padrões das mais antigas. Jungindo linhas vocais formidáveis a solos de guitarra que são pura magia, a sensação que fica no final é de um trabalho que, como já mencionado, exala paixão, comprometimento e amor à música pesada.

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Através de anúncio divulgado no dia 11 de agosto, o baterista Randy Black não faria mais parte do conjunto após o concerto no Summer Breeze Festival, no dia 15 de agosto, devido a diferenças irreconciliáveis entre ele e o cantor Ralf Scheepers. Informações mais detalhadas não foram fornecidas, o que deixou grande parcela dos fãs preocupados e curiosos quanto ao substituto, dado as suas qualidades técnicas e ao fato de ter permanecido na banda por mais de dez anos, gravando seis discos de estúdio na sua totalidade. Eis que no dia nove do mês atual, menos de um mês após o anúncio da sua saída, é apresentado no site oficial o seu substituto, sendo ninguém menos que o talentoso e respeitado sul-africano radicado no Brasil Aquiles Priester (Hangar, Freakeys, Noturnall, Midas Fate e ex-Angra). Resta-nos aguardar pelo que virá adiante com essa nova adição de peso, que possui uma bagagem, experiência e competência que falam por si só!

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Embora vivamos em uma época na qual muitas pessoas não ouçam mais os discos na íntegra, "Delivering The Black" mostra o quão imprescindível e gratificante é essa experiência. Quando o disco é de fato acima da média, com atributos de sobra, as faixas se casam tão perfeitamente que parecem formar apenas uma, com diferentes nuances e climas. Aí, o disco se encerra e o ouvinte sequer acredita, já que perdeu a noção de tempo e espaço, e durante esse processo esqueceu-se dos problemas e foi transportado para lugares que vão além da própria imaginação. Esse é apenas um dos inúmeros poderes da música e da arte de um modo geral. Impactar, emocionar e proporcionar energia e disposição. A intenção não é compará-lo com os seus predecessores e maiores clássicos, tampouco equipará-lo, mas tratá-lo como uma obra isolada notavelmente honesta e repleta de predicados, que certamente proporcionará muita diversão ao fã de Heavy/Power Metal. Se for o caso do (a) leitor (a), ouça sem medo, pois não irá se arrepender da experiência e a repetirá uma porção de vezes nas próximas semanas!

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Confira os videoclipes das faixas "King For A Day", "When Death Comes Knocking" e "Alive & On Fire":


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Formação à época da gravação:
Ralf Scheepers – Vocal
Mat Sinner – Contrabaixo e vocal
Magnus Karlsson – Guitarra e teclado
Alex Beyrodt – Guitarra
Randy Black – Bateria

Faixas:
1 – King For A Day
2 – Rebel Faction
3 – When Death Comes Knocking
4 – Alive & On Fire
5 – Delivering The Black
6 – Road To Asylum
7 – One Night In December
8 – Never Pray For Justice
9 – Born With A Broken Heart
10 – Inseminoid


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Sobre Felipe Cipriani Ávila

Headbanger convicto e fanático, jornalista (graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas), colecionador compulsivo de discos, não vive, de modo algum, sem música. Procura, sempre, se aprofundar no melhor gênero de música do mundo, o Heavy Metal, assim como no Rock'n'Roll, de um modo geral, passando pelo clássico, pelo progressivo, pelo Hard setentista e oitentista, e não se esquecendo do Blues. Play It Loud!

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