Spreading Hate: Saindo do marasmo e fazendo bonito
Resenha - Hatecomming - Spreading Hate
Por Marcos Garcia
Fonte: Metal Sansara
Postado em 01 de março de 2014
O Death Metal melódico tem fincado bem profundamente suas garras no cenário nacional, já que vários nomes andam aparecendo por aqui com trabalhos muito bons, saindo do marasmo e fazendo bonito. São nomes como VULTURE e, agora, o quarteto SPREADING HATE, banda de São Paulo que chega com seu primeiro álbum, o ótimo "Hatecomming".
A banda já mostrara em "Nightfall", seu EP de estréia, um enorme potencial, e em seu primeiro disco, mostram que sabem usar bem de melodias interessantes em suas guitarras, mas sem perder a pegada bruta do Death Metal. E a adrenalina da banda está em níveis bem elevados, já que o trabalho deles é bem empolgante. Vocais urrados no melhor estilo, uma dupla de guitarras com riffs muito bons e solos capichados (é justamente onde residem as melodias do grupo), baixo e bateria muito bem entrosados, sabendo aliar técnica e peso na mesma medida. Resultado: uma música vibrante, cheia de energia e personalidade.
A banda produziu o trabalho, que teve ainda mixagem e masterização de Chrystian Szankowsky, e a sonoridade do disco ficou muito boa, limpa e audível, mas ao mesmo tempo intensa, deixando a banda pesada e exposta aos nossos ouvidos, sem que nada fique escondido. E os timbres escolhidos estão excelentes. O trabalho de Fernando Laruccia (da Flama Design), ficou muito bom, e a capa já diz tudo: a música da banda é como um trem desgovernado, e coitado de quem ficar na frente.
Em termos musicais, as composições se mostram bastante dinâmicas, sendo bem diferentes umas das outras, em um trabalho lapidado com esmero, onde cada música tem seu próprio valor, mas que quando unidas, vemos a coerência musical do quarteto.
Apesar de ser um disco bem homogêneo, as melhores faixas são a mais bruta "Lighted" (com um andamento mediano e belos contrastes entre vocais guturais), a fabulosa "Hollowdead" (andamento bem envolvente, belo trabalhos das guitarras e ótimas vocalizações), a marreta bem melodiosa e agressiva de "Infernal Nightmare" (bateria perfeita, e com o baixo dando um suporte rítmico incrível), a mais técnica e com certo feeling Thrasher "Cold and Pale", a intensa "Anesthesia" (que começa lenta e dura, e depois ganha mais velocidade e dinâmica, mais uma vez com as guitarras roubando a cena), a moderna e caótica "Hatecomming" (uma faixa bem diversificada em termos de andamentos, assim, mostrando que baixo e bateria estão muito bem entrosados), e a pá de terra "Subterranean Palace" (outra faixa extremamente dinâmica, com alguns toque de Thrash Metal, vocalizações muito boas e guitarras rugindo com força). E para este autor, que teve a oportunidade de conhecer a banda no EP e resenhá-lo (podem ler o artigo aqui), é um prazer enorme ver o quanto amadureceram. É gratificante.
Chega a ser um disco que comove o ouvinte, de tão bem feito. E vale o CD oficial, óbvio. MP3 is for sissies!
Vai para o Top 10 de 2014, sem mais!
Tracklist:
01. Lighted
02. Hollowdead
03. Infernal Nightmare
04. Cold and Pale
05. Infection
06. Anesthesia
07. Rise
08. Hatecomming
09. Subterranean Palace
Banda:
Renan Brito - Guitarras, vocais
Jeff Hita - Guitarras
Edu Ayres - Baixo e backing vocals
Lucas Cassero - Bateria
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