Avenged Sevenfold: sonoridade cada vez mais madura

Resenha - Hail to the King - Avenged Sevenfold

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Por Junior Frascá
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Cada um tem o direito de pensar o que quiser sobre o AVENGED SEVENFOLD: não gostar de sua música, do visual de seus integrantes, ou mesmo que é uma banda da “modinha”, para adolescentes, ou coisas do tipo. Mas é fato que a banda é uma das mais bem sucedidas da atual cena da chamada New Wave of AMERICAN Heavy Metal, tendo contrato com uma gravadora major, e atingindo o sucesso comercial que a maioria das bandas busca (tanto que “Hail to the King” atingiu o primeiro lugar de vendas de álbuns nos EUA).
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Ou seja, trata-se de uma das bandas mais amadas e ao mesmo tempo odiadas da atualidade. Do mesmo jeito que possuem fãs incondicionais, os caras possuem detratores que não medem esforços para denegri-los.

Contudo, também é fato que há um bom tempo a banda vem evoluindo muito sua sonoridade, e sem dúvida “Hail to the King” é o auge desta evolução. Com uma proposta clara de buscar influências nos primórdios da música pesada, a banda conseguiu aqui lançar seu material mais pesado e homogêneo até hoje, com faixas bem estruturadas, melodias marcantes e muito bom gosto.

Sim, ainda é possível notar no som dos caras influências claras de outras bandas, em especial de IRON MAIDEN (principalmente nas melodias de guitarras) e METALLICA (como em “This Mean War”, uma “homenagem” descarada até demais para “Sad But True”). Porém, tais influências não chegam a denegrir a competência da banda, que na maioria das faixas consegue utilizar com moderação tais elementos, para não soar como mera cópia de tais bandas.

Além disso, os caras deixaram de lado o excesso de experimentalismos, com músicas mais coesas e orgânicas. Por exemplo, o trabalho do novo baterista, Arin Ilejay, é muito consistente, e embora sem que lhe seja exigida a demonstração de tanta técnica, já que as faixas são mais diretas que outrora, consegue se destacar com uma pegada agressiva e precisa.

Dentre os destaques do disco, cito “Shepard of Fire”, que remete as anos 80, com o baterista Arin mostrando domínio do pedal duplo; “Requiem”, que foge por completo ao estilo da banda, com elementos de metal sinfônico; e “Planets”, pesadíssima e com ótimas linhas vocais. Os pontos baixos ficam para as desnecessárias baladas “Crimson Day” e “Acid Rain”, que soam muito melosas e pouco inspiradas.

Assim, sem dúvida “Hail to the King” fará a popularidade da banda aumentar ainda mais. Mas que fique claro: não se trata de nada revolucionário ou inovador, mas simplesmente de um disco muito bom, que diverte o ouvinte, e mostrando uma maior maturidade musical. Se você não gostou dos primeiros trabalhos da banda, talvez seja a hora de dar uma nova chance aos caras...

Hail to the King – Avenged Sevenfold
(2013 – Importado - Warner)

1. Shepherd of Fire
2. Hail to the King
3. Doing Time
4. This Means War
5. Requiem
6. Crimson Day
7. Heretic
8. Coming Home
9. Planets
10. Acid Rain

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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