T&N: ex-membros do Dokken surpreendem positivamente
Resenha - Slave To The Empire - T&N
Por Igor Miranda
Fonte: Van do Halen
Postado em 09 de outubro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Enquanto o Dokken lança aquele que, segundo o frontman Don Dokken, é o último disco da carreira do grupo – o enfadonho Broken Bones –, o T&N começa suas atividades com Slave To The Empire. A banda reúne os ex-integrantes da banda supracitada George Lynch e Jeff Pilson com "Wild" Mick Brown, que continua sendo baterista do conjunto desde o primeiro full-length, Breaking The Chains, de 1982. Ainda há a presença do experiente Brian Tichy, que toca bateria nas inéditas do registro (Brown não participou de todas as faixas pois estava gravando o já citado Broken Bones).
A faixa título do álbum abre com muito poder de fogo. O instrumental é, basicamente, Dokken. Riffs pesados que ainda assim não deixam a melodia de lado, bateria destacada, atuação genial de George Lynch e refrão digno de estádio. Tem a aura oitentista, mas sem soar datada. Destaque para a voz de Jeff Pilson – o baixista assume os vocais com louvor. "Sweet Unknown" soa mais contemporânea, flertando com gêneros de Rock mais alternativos. Mas ainda com qualidade e criatividade. Lembra os registros mais recentes do Lynch Mob.
Duas releituras de antigas músicas do Dokken seguem adiante: "Tooth And Nail", com Doug Pinnick (King's X) e "It's Not Love", com Robert Mason (Lynch Mob, Warrant). Pinnick manda muito bem com seu vocal grave aliado ao peso da canção que dá título ao segundo full-length da carreira do Dokken. Mason é um grande vocalista e não faz feio em "It's Not Love". Em termos de extensão e melodia vocal, trata-se de um dos melhores do estilo. "Rhythm Of The Soul" segue com classe. Hardão cadenciado, pesado e melódico. Jeff Pilson dá um show de voz nessa aqui.
"When Eagles Die" começa acústica, mas seus acordes, de progressão densa, parecem anunciar que a canção cresceria em peso logo mais. A faixa lembra bastante o trabalho do Lynch Mob. O remake de "Into The Fire" com Pilson nos vocais só confirma o seu talento. O cara canta mesmo. Deveria ter assumido os vocais em mais projetos e até em algumas canções do Dokken. A releitura de "Alone Again" com Sebastian Bach (Skid Row) é o ponto alto do álbum. Além de sua já conhecida extensão vocal, Bach dá um show de feeling em sua performance. O loirão estava inspirado.
"Mind Control" é um verdadeiro Heavy Metal, com bons riffs e vocalizações mais graves/rasgadas. Boa para bater cabeça e prepara os ouvidos para a versão de "Kiss Of Death" com Tim "Ripper" Owens. A canção, que já era uma paulada, fica ainda mais pesada com o ex-vocalista do Judas Priest e do Iced Earth. O fechamento fica por conta de "Jesus Train", que flerta com o Blues de forma excelente e é o maior destaque das inéditas, e "Access Denied", um Heavy Metal meio moderno, mas com performance instrumental irretocável. Brian Tichy mostra aqui que representou "Wild" Mick Brown (o legendário baterista tocou apenas nas covers) a altura.
O saldo final de Slave To The Empire é positivo. Há alguns momentos mais alternativos que podem não agradar, mas nada que comprometa. Não deve ser o disco do ano, principalmente pela quantidade de releituras de clássicos do Dokken, mas trata-se de um ótimo material. Na minha opinião, os renegados George Lynch e Jeff Pilson estão muito melhores que o desafeto Don Dokken.
Jeff Pilson (vocal, baixo)
George Lynch (guitarra, violão)
"Wild" Mick Brown (bateria em 3, 4, 7, 8 e 10)
Brian Tichy (bateria em 1, 2, 5, 6, 9, 11 e 12)
Músicos adicionais:
Tim "Ripper" Owens (vocal em 10)
Doug Pinnick (vocal em 3)
Sebastian Bach (vocal em 8)
Robert Mason (vocal em 4)
01. Slave To The Empire
02. Sweet Unknown
03. Tooth And Nail (feat. Doug Pinnick)
04. It's Not Love (feat. Robert Mason)
05. Rhythm Of The Soul
06. When Eagles Die
07. Into The Fire (Jeff Pilson)
08. Alone Again (feat. Sebastian Bach)
09. Mind Control
10. Kiss Of Death (feat. Tim "Ripper" Owens)
11. Jesus Train
12. Access Denied
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Os dois estilos musicais que Lemmy detestava e considerava pobres musicalmente
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
Roger Waters detona Mick Jagger e diz que astro só pensa no físico e no próprio saldo bancário
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
O mito em torno de Raul Seixas que Regis Tadeu diz que precisa acabar
O disco gravado por Bruce Dickinson que a Metal Hammer considera o pior do Iron Maiden
O disco que vendeu uma barbaridade e ficou conhecido como o álbum que matou o Britpop
Dave Mustaine mudou de vida depois que se converteu; "Deus me enviou para o AA"
Como foi o histórico reencontro de Kiko Loureiro com Luis Mariutti após 25 anos
Audioslave: Tom Morello diz que Rick Rubin quis sair correndo da casa de Chris Cornell
A música do Maiden que Bruce considera a mais desafiadora para cantar ao vivo

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



