Joey Ramone: Nível de elevado padrão de qualidade
Resenha - Ya Know? - Joey Ramone
Por Rafael Nunes Campos
Postado em 16 de agosto de 2012
Nota: 9 ![]()
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Quando pus a mão no novo disco de Joey Ramone não pude evitar um sorriso no canto dos lábios. Trata-se de um punhado de faixas recuperadas do arquivo pessoal do ex-vocalista dos Ramones. O projeto foi capitaneado por Michey Leigh( irmão do Joey/produtor executivo) e Ed Stasium( produtor musical ) além de contar com a ajuda de amigos e convidados que fizeram parte da vida de Joey. Richie Ramone, Steven Van Zandt(E Street band), Joan Jett(Runaways), Bun E. Carlos(Cheap Trick) e outros tantos dão as caras em participações discretas que não nos deixam esquecer em nenhum momento quem é o artista principal. Normalmente em projetos como este as faixas são bastante variadas e compõem uma miscelânea sem sal.
Felizmente não é o que se observa nesse disco. As faixas apresentam um nível de elevado padrão de qualidade. Rock’n Roll is the answer surge com os vocais mágicos do velho Joey. Going Nowhere Fast veloz e pungente me pega de jeito... Como canta Joey?! Não daquela forma tecnicamente correta e sem feeling que acometem muitos no mundo da musica. Seu timbre característico e anos de batalha na cena rock tornaram-no um músico experiente que sabia como usar sua limitada voz. New York City me lembra como eu gosto de Ramones. Waiting for the railroad é daquelas baladas a la Stones, sensacionais que o mestre Joey sabia fazer com excelência. Rocks e sons garageiros ecoam aqui e ali em canções como I couldn’t sleep, Seven Days of Gloom, Party Line. Sua voz evoca Bubblegum, Ronettes, Motown, Beach Boys, Beatles e os primórdios do Rock. Os mais chatos vão dizer que é sacrilégio musical escarafunchar no baú de gente morta, que se ele estivesse vivo as coisas seriam diferentes, blábláblá..... Joey Ramone tinha tudo pra dar errado na vida. Portador de Transtorno Obsessivo-Compulsivo grave com um histórico médico capaz de encher um livro de anomalias( Teratoma congênito na coluna vertebral, espinha bífida, Sindrome de Marfan etc...); Joey nos mostrou que apenas nós mesmos podemos escrever nossa historia e impor nossos limites. Sua vida foi salva pelo rock’n roll e Joey elevado a categoria de astro. Altamente recomendado para aqueles que esqueceram o que é rock’n roll.
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