Faith No More: Podem gravar o que bem entenderem e pronto.

Resenha - King For A Day... Fool For A Lifetime - Faith No More

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Por Matheus Cavalheiro
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Quem tem um ouvido mais aguçado, mais preparado e acostumado com músicas mais complexas ou 'alternativas' sempre acaba recorrendo às melhores bandas... E hoje, retornando ao meu blog após um tempaço parado, escolhi falar de um dos discos mais incríveis que já ouvi na vida, de uma das melhores bandas que já ouvi e tive o prazer de assistir (sim!) ao vivo.
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Quem conhece o Faith No More, sabe que um disco é completamente distinto do outro, ou seja, se você já ouviu álbuns como 'The Real Thing' - (1989) e 'Angel Dust' - (1992) sabe que ambos flertam com Heavy Metal, Funk, Jazz e até Hip Hop, passando pelos mais bizarros experimentos capitaneados por Mike Patton... Mas, e ae? E este 'King For A Day... Fool For A Lifetime'? Qual é a desse disco?

O que nos foi mostrado neste tesouro em forma de álbum é uma banda procurando fugir completamente de sua zona de conforto, procurando navegar novos mares musicais e introduzindo novos elementos e retirando alguns. Uma coisinha: esqueça o Faith No More que você ouviu em 89, aquela banda de malucos fazendo um show bizarro e incrível em Brixton, Londres. O que você vai encontrar aqui é outra coisa e se você vai gostar, daí é você quem vai me dizer...

Bom, quando damos o play a bateria de Mike Bordin já martela as orelhas em uma levada meio Punk Rock, e eis que Mike Patton começa sua performance na feroz "Get Out" que abre o disco de uma forma nada sutil e incrível! Já é nítida uma mudança: a ausência de teclados e a pegada mais direta e suja no som da banda. Se eu disse que "Get Out" foi uma pedrada, talvez "Ricochet" impressione pela alternância entre levadas mais cadenciadas e mais pesadas com um vocal impecável de Patton. Clássico no setlist da banda até hoje!

Após duas pedradas muito bem jogadas, eis que surge "Evidence", um clássico absoluto! Uma das músicas mais legais já feitas pelo Faith No More. Aqui a banda ousou bem em um Funk com uns teclados bem suaves de fundo por parte de Roddy Bottum, garantindo assim um clima bem 'safado' por assim dizer. Vale mencionar que quem esteve no SWU como este que lhe escreve, viu Patton cantar esta canção em Português, e o pior gente... É que ficou bom, acreditem...

Seguindo o disco, "The Gentle Art of Making Enemies" segue a linha das primeiras faixas do álbum com uns riffs com um pé bem firme no Metal e um excelente refrão, mas meus amigos é em "Star A.D." que o ouvinte leva um baita susto já no início da canção, com trompetes e saxofones lhe metendo um tapa nos tímpanos... Sim pessoal, a banda aqui volta aos 50's e ganha cara de big-band entre levadas de Jazz e Fusion. Aqui quem ganha o destaque é Billy Gould com o baixo.

Vale mencionar que a banda tocou "Star A.D." pela primeira e única vez até hoje no Chile em 2011 assim como este álbum na íntegra no Maquinária Festival. Inveja dos chilenos level 1.989874%.... Assistiram um show histórico...

E após este susto, "Cuckoo For Caca" retorna sobre aquela linha nonsense experimental de Patton que segue firme na bizarra (pasmem com o nome da música) "Caralho Voador". Sim, "Caralho Voador" é o nome desta canção, com uma letra insana e um trecho absurdo contado em português debaixo de uma névoa suave de Bossa Nova... É pessoal... Eu disse que esse disco não ia ser fácil...

E retomando o raciocínio do disco, nada como após uma Bossa Nova, ouvirmos mais duas pedradas que atendem por "Ugly In The Morning" e "Digging The Grave. Esta última alternando entre o Metal e o Punk sem misericórdia, com um Mike Patton berrando em plenos pulmões ao meio da canção... Achou estranho ouvir até agora, Metal, Punk, Bossa e Funk? Sim? Bom, então aí vai um Country bem de leve em "Take This Bottle", uma das canções mais lindas já feita por esse bando de malucos...

Caras, já a faixa-título "King For A Day", eu realmente não sei o que dizer sobre ela... Sério... Quando ela começa com uma base Folk maravilhosa de violão, você acha que ela seguirá um determinado formato, mas levará o susto com o refrão potente que sustenta uma letra sombria... Sim, como vimos a tradução do álbum 'Rei por um dia... Tolo por toda a vida!'

"What A Day" mantém o peso em alta e chegando quase ao final, "The Last To Know" é uma balada melancólica e intensa... E para fechar, um dos clássicos mais clássicos que atende pelo nome de "Just A Man"... Pasmem ou não, esse música tem como destaque é claro, não só Mike Patton e sua voz grave, mas os back-vocals dando uma pitada digamos assim... Gospel! Sim... E com direito a Patton declamar alguns versos ao meio da música encerrando um dos discos mais incríveis já feitos na década de 90! Quem viu essa canção fechar a primeira parte do show deles no SWU com o Coral de Heliópolis sabe o quanto essa música e não menos que genial...

Confiram sem medo!

Bom, antes do tracklist, dedico essa resenha ao Gui meu irmão e amigo que me apresentou esse clássico! Abração cara! Tamo junto nos shows sempre!

TRACKLIST:

01. "Get Out" - (2:17)
02. "Ricochet" - (4:28)
03. "Evidence" - (4:53)
04. "The Gentle Art of Making Enemies" - (3:28)
05. "Star A.D." - (3:22)
06. "Cuckoo For Caca" - (3:41)
07. "Caralho Voador" - (4:01)
08. "Ugly In The Morning" - (3:06)
09. "Digging The Grave" - (3:04)
10. "Take This Bottle" - (4:59)
11. "King For A Day" - (6:36)
12. "What A Day" - (2:37)
13. "The Last To Know" - (4:27)
14. "Just A Man" - (5:35)

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Sobre Matheus Cavalheiro

Matheus Cavalheiro é mega-fanzaço não só de Rock N´ Roll mas da boa música em geral. Curte desde Marvin Gaye e Miles Davis até Slayer e Alice In Chains, afinal a música é excelente em diversos aspectos! É o dono do canal Café Cavalheiro no YouTube.

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