Iron Maiden: En Vivo! é mais do mesmo de novo
Resenha - En Vivo! - Iron Maiden
Por Igor Z. Martins
Postado em 27 de março de 2012
É notável a mania que o Iron Maiden tem de nunca inovar em seu repertório. E, eis que, em 26 de março de 2012, é lançado o novo álbum ao vivo do grupo: "En Vivo!", gravado durante a turnê do último trabalho de estúdio da banda, "The Final Frontier" (2010).
"En Vivo!", lançado em DVD e em CD, só é interessante para quem quiser saber como as canções de "The Final Frontier" soam ao vivo. Só! No restante, é mais do mesmo. Clássicos como "The Number Of The Beast", "The Trooper", "Hallowed Be Thy Name" ou "The Evil That Men Do", com o perdão da palavra, já encheram o saco. Quem quiser ouvi-las pela ducentésima vez pega os álbuns e é feliz para sempre.
Algo notável é que os integrantes do Maiden não são mais garotos, mas ainda têm fôlego: a performance é impecável, mesmo levando em conta um Bruce Dickinson extremamente exagerado – de modo que sua gritaria fica irritante em certos trechos. Ele não consegue falar nem com a plateia. É tudo na base do grito.
O álbum será comprado por aqueles que estão conhecendo a banda agora ou por quem é realmente fã do grupo e coleciona a discografia, porque, no restante, ninguém é louco de comprar "The Number Of The Beast", por exemplo, pela enésima vez.
Em turnês recentes, o Iron Maiden voltou ao passado e trouxe aos fãs clássicos absolutos como "Rime of The Ancient Mariner" ou "Moonchild". No entanto, as referidas músicas foram apresentadas "numa daquelas" turnês em que a banda faz "uma viagem no tempo" (ou uma genial jogada de marketing) e toca os clássicos. E por que nenhum daqueles clássicos inusitados está presente nesse novo disco ao vivo? O Metallica, arquirrival do Maiden, é o exemplo de banda que inventa moda em seu repertório: volta e meia a banda está trazendo coisas inesperadas aos fãs, enquanto o repertório do Iron Maiden é mais manjado que "Nome do Pai" em missa.
A banda podia colocar nesse repertório chato algo como "Revelations", "22 Acacia Avenue" ou "Powerslave". Até (a injustiçada) "Bring Your Daughter... To The Slaughter" seria mais interessante que ouvir "The Trooper" MAIS UMA VEZ. Se a ideia é tocar material recente, que tal investir numa "Man On The Edge", "Sign Of The Cross" ou "Ghost Of Navigator", abandonada desde a turnê do "Brave New World" (2000)? Mas, não! A banda, por opção clara, continua vendendo o pão de ontem como sendo o de hoje. Com paciência, alguém poderia fazer um gráfico estatístico a respeito de quantas vezes "The Number Of The Beast" ou "The Trooper", por exemplo, foram (vendidas) lançadas no catálogo oficial da banda. Os números assustariam.
Os pontos altos do disco, repetindo, são as versões ao vivo das canções de "The Final Frontier", a performance da banda, a produção e, claro, o fato de não haver nenhuma música do medonho "A Matter Of Life And Death" (2006), disco mais sonífero que qualquer coisa inventada por uma certa banda chamada Yes.
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