Avatar: Um álbum que assustará os mais ortodoxos
Resenha - Avatar - Black Waltz (2012)
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 05 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quarto trabalho da banda sueca Avatar, "Black Waltz" é um disco ousado. Nele, o grupo abandona de vez o death metal melódico e mergulha fundo em uma sonoridade totalmente nova, que mescla o heavy metal com elementos industriais, góticos e até mesmo dançantes. O resultado é um álbum que assustará os mais ortodoxos, mas reservará ótimas surpresas para quem tem a cabeça mais aberta.
Com um visual carregado e uma performance extremamente teatral, o quinteto formado por Johannes Eckerström (vocal), Jonas Jarlsby (guitarra), Simon Andersson (guitarra), Henrik Sandelin (baixo) e John Alfredsson (bateria) demonstra ter ouvido muito Marilyn Manson, Deathstars e, principalmente, Rammstein, durante os três anos que separam "Black Waltz" de seu antecessor, batizado com o nome da banda e lançado em 2009. O som que sai das caixas ainda mantém alguns elementos dos discos anteriores, principalmente no trampo das guitarras, mas o restante soa totalmente diferente. Baixo e bateria constróem grooves incessantes, enquanto as batidas são retas e pesadas. E o vocal de Eckerström vai do mais extremo gutural a passagens limpas, onde emula o timbre de Marilyn Manson – ouça "Let it Burn" e comprove. Não à toa, a primeira faixa do disco se chama "Let Us Die", como que avisando os fãs de que a banda que eles conheciam anteriormente não existe mais.
Doentio, pertubador e com um ar meio circense, "Black Waltz" é um álbum muito interessante, pois experimenta novas possibilidades para o heavy metal. Além disso, vai um pouco além das influências citadas por sempre manter, em cada composição, algo próximo do metal mais convencional, seja nos solos, nas melodias ou nos refrões, um dos pontos fortes do grupo. A longa "Use Your Tongue", última faixa do disco, é o melhor exemplo dessa alquimia, até com uns toques de blues.
Uma grande surpresa, afinal poucas bandas teriam coragem de se reinventar completamente após 10 anos de carreira. Se você não tem medo de experimentar novos sons, irá curtir.
Faixas:
Let Us Die
Torn Apart
Ready for the Ride
In Napalm
Black Waltz
Blod
Let it Burn
One Touch
Paint Me Red
Smells Like a Freakshow
Use Your Tongue
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
"Não dividimos o lucro igualmente", admite guitarrista do Rival Sons
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
As 10 melhores músicas do Kiss na fase sem maquiagem, em lista da Classic Rock
O clássico dos Ramones inspirado por música de Alice Cooper
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O rockstar que Rob Halford visitou sem avisar e causou uma confusão dos diabos
Kiko Loureiro diz que foi idiota tocar no Rock in Rio com Angra e quase perder filha nascer
Dave Mustaine: ele peitou Phil Anselmo pra proteger Nick Menza
O hábito do vocalista do Greta Van Fleet que incomoda seus colegas nas turnês

Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



