Biohazard: Não foi o retorno triunfante que fãs esperavam
Resenha - Reborn in Defiance - Biohazard
Por Junior Frascá
Postado em 22 de janeiro de 2012
Nota: 7 ![]()
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Finalmente chega ao mercado o novo trabalho de uma das bandas mais importantes do hardcore/metal de todos os tempos, o BIOHAZARD. E o disco já veio repleto de expectativas por parte dos fãs, pois a banda não lançava um registro de inéditas há seis anos, e também trata-se do primeiro material com a formação original do grupo - com Evan Seinfeld (vocal, baixo), Billy Graziadei (guitarra, vocal), Danny Schuler (bateria) e Bobby Hambel (guitarra) — desde "State of The World Address" de 1994.
Mesmo com diversos contratempos, seja devido aos projetos paralelos de Billy, seja devido aos compromissos de Evan como ator, a banda sempre conseguiu se manter estável e lançando senão excelentes, pelo menos bons trabalhos (embora alguns sejam bem burocráticos, como o antecessor "Means to an End"), com sua junção entre hardcore, punk, thrash metal e até algo de rap em algumas canções.
E neste novo trabalho, produzido pelo renomado Toby Wright, temos uma banda novamente muito afiada mas que ao mesmo tempo não demonstra a fúria de outrora, e que mostra que ainda tem muita lenha para queimar, apesar de ter ficado com o futuro indefinido devido à saída de Evan logo após a gravação deste material, e que era um dos principais membros da banda junto com Billy.
Neste novo trabalho podemos perceber todas essas influências que marcaram a carreira destes americanos, com canções ora mais tendentes ao thrash metal, como podemos perceber em faixas como "Vengence is Mine" (pesada e vibrante, que tem tudo para se tornar um novo clássico da banda), "Coutdown Doom" (uma pedrada repleta de riffs fantásticos, e um refrão matador) e "Skullcrusher", e outras mais voltadas ao hardcore a ao punk, como em "Reborn" e "Never Give In".
Contudo, algumas outras canções destoam um pouco das restantes, demonstrando que a banda quis inovar em sua sonoridade, mas na grande maioria dos casos acabou por criar passagens estranhas e mais comerciais do que o geral e sem muita criatividade, como em "Decay" (que tem grandes riffs e uma levada mais cadenciada, mas o refrão não ajuda muito), "Killing Me" e "Vows of Redemption" (a pior de todas!), entre outras.
No geral, "Reborn in Defiance" é um bom trabalho, mas não é aquele retorno triunfante que todos os fãs do BIOHAZARD esperavam. Agora é aguardar a nova formação da banda, para sabermos quais serão os novos caminhos a serem seguidos por estes ícones do hardcore.
Reborn in Defiance - Biohazard
(2012 – Nuclear Blast – Importado)
1 - 9:IIIX6.941
2 - Vengeance Is Mine
3 - Decay
4 - Reborn
5 - Killing Me
6 - Countdown Doom
7 - Come Alive
8 - Vows Of Redemption
9 - Waste Away
10 - You Were Wrong
11 - Skullcrusher
12 - Never Give In
13 - Season The Sky
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