Blink 182: Novas influências, o velho Blink de sempre
Resenha - Neighborhoods - Blink 182
Por Sérgio Fernandes
Postado em 05 de novembro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Fundada pelos amigos de infância Mark Hoppus e Tom DeLonge em 1992, o BLink 182 tournou-se um dos ícones do chamado "pop punk" nos anos 90 e primeira metade dos anos 2000, criando uma legião gigante e muito fiel de fãs ao redor do mundo com suas letras irreverentes, batidas rápidas (muito influenciadas pelo Hard Core californiano) e clipes bem humorados com sátiras e zoações a outros artistas e a eles mesmos. Até 1998 a banda contava com Scott Raynor no comando das baquetas mas, a partir do ano seguinte o ultra criativo Travis Barker passou a ser baterista do grupo. Nessa mesma época a banda alcança fama mundial com "Enema of the state".
Passada a turbulência do "hiato indefinido" da banda, que durou 5 anos (de 2005 a 2010), com um, até então, triste desfecho na amizade que sempre permeou a história do grupo (por conta de brigas entre Mark e Tom) e da quase morte de Travis Barker em um acidente de avião (que vitimou fatalmente seu grande amigo, "DJ AM!" em 2009 e foi o fator que aproximou o trio novamente) o Blink 182 volta com tudo e lança o esperadíssimo "Neighborhoods", 6º disco da carreira do grupo e um dos CD's mais aguardados de 2011.
O primeiro single do CD, a ótima "Up all night", tem um refrão muito bem construído e riffs pesados de guitarra que, junto a levada "hipnótica" de bateria na intro fazem dessa uma das melhores faixas do trabalho. "Ghost on the floor", música de abertura do álbum, é outro grande destaque por ser uma música muito carismática. Essas duas canções e faixas como "After midnight" remetem ao trabalho anterior do grupo, o álbum "self-titled" de 2003 e a algumas coisas que Tom testou em sua outra banda, "Angels and Airwaves".
Faixas como "Hearts all gone" e "Natives" lembram coisas que a banda ja havia feito, mas você sente uma diferença, talvez pelas incursões de teclado ou pelo timbre de guitarra menos "gritante" do que antes. "Wishing Well" remete a "Going away to college" (música presente no 4º álbum da banda, o já citado "Enema of the state") e tem mais uma das levadas de bateria insanas de Travis Barker.
Cuidado ao ouvir "Love is dangerous", essa não ficou como última faixa do play por acaso: é a mais experimental de todas, com sua levada levemente influenciada pelo pop europeu e uma certa dose de "anos 80" com certeza não agradará os fãs mais radicais e convervadores da banda, mas não deixa de ser uma boa canção. Tirando essa possível "surpresa", o álbum transcorre de maneira agradável e linear (o curto tempo de duração total do play também contribui para isso).
O Blink 182 foi (e é) uma das bandas mais legais e adoradas de muitos que viveram sua adolescência no final dos anos 90 e começo dos 2000. A todos esses que, como eu, ficaram muito tristes com o aparente fim da banda em 2005, aqui vai o recado: se você esperava ouvir em "Neighborhoods" uma repetição do que a banda ja fez no passado, principalmente em seus primeiros registros, talvez a decepção seja iminente. As características da banda estão la: refrões pegajosos, as levadas criativas e insanas de Travis (com certeza, um dos melhores bateristas de rock em todos os tempos) e duetos
entre Tom DeLonge e Mark Hoppus, que dividem os vocais no álbum todo. Porém, a banda imprega novas influências e experiências, mostrando que amadureceram sua forma de compor, não ficando no mesmo lugar e reinventando o seu próprio estilo. Felizmente eles obtiveram êxito nessa empreitada.
Tom DeLonge - Vocal e guitarra
Mark Hoppus - Vocal e baixo
Travis Barker - Bateria
BLINK 182 - NEIGHBORHOODS (2011)
1. "Ghost on the Dance Floor" 4:17
2. "Natives" 3:55
3. "Up All Night" 3:20
4. "After Midnight" 3:25
5. "Heart's All Gone" 3:15
6. "Wishing Well" 3:20
7. "Kaleidoscope" 3:52
8. "This Is Home" 2:46
9. "MH 4.18.2011" 3:27
10. "Love Is Dangerous" 4:27
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mastodon oficializa nova formação, que conta com músico brasileiro
Nicko McBrain surpreende ao eleger os álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
A banda que bateu um recorde dos Beatles e afundou em poucos anos
Ex-baterista do Guns N' Roses fala sobre o Axl Rose que a maioria não conhece
Mike Browning, baterista e vocalista original do Morbid Angel, morre aos 62 anos
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
O disco de 1983 que Dave Grohl sabe tocar de cor e salteado; "Conheço cada virada de bateria"
A música do AC/DC que Angus Young escolheu como sua favorita na guitarra
O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
Steve Howe (Yes) conta como foi tocar em "Innuendo", do Queen
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
Jennifer Finch, baixista da L7, diagnosticada com agressivo câncer cerebral
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
Frank Ferrer explica motivo de saída do Guns N' Roses após 19 anos na banda
Andreas Kisser: sim, Johnny Depp sabe tocar guitarra
Seria do Iron Maiden o melhor álbum de heavy metal de todos os tempos?
O baterista com mesmo impacto que Jimi Hendrix para guitarristas, segundo Mike Portnoy

Show no cemitério onde Dee Dee Ramone está enterrado celebrará 50 anos do Ramones
Grandes álbuns de rock e heavy metal que foram lançados em junho
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



