Emperor: black metal sinfônico progressivo?

Resenha - Prometheus: The Discipline of Fire & Demise - Emperor

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

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Existe black metal sinfônico progressivo? Bom, com a quantidade de rótulos que há hoje, é bem capaz. Se ainda não, o Emperor representa essas quatro palavras com maestria, principalmente no seu último álbum de estúdio, “Prometheus – The Discipline of Fire & Demise”, que saiu originalmente em 2001 e chegou ao Brasil no último ano, via Black Metal Attack Records. “Prometheus”, alías, foi o último antes da dissolução do grupo. No entanto, eles retornaram em 2005 a fazer shows, mas ainda não lançaram um novo material depois da reunião.
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O Emperor é uma banda norueguesa que goza de prestígio há um bom tempo. Foi formada em 1991, calcando seu espaço com um trio formado basicamente pelos fundadores Ihsahn, um multi-instrumentista, o polêmico guitarrista Samoth, que no meio da bagunça criada pelo Inner Circle, naquela época, foi preso por matar um homossexual, e, desde 1995, o baterista Trym.

Para quem gosta, vale a pena acompanhar as letras deste álbum conceitual, composto de nove faixas em pouco mais de 50 minutos, e que é uma intrincada tentativa de falar sobre temas como religião, usando a lenda de Prometeu, um Deus da história grega, conhecido por roubar o fogo de Zeus e entregá-lo aos homens. A alegoria é encarada historicamente como a vontade de sabedoria e a audácia dos homens em atingi-la, o que custou a Prometeu ficar acorrentado a um penhasco, enquanto tinha seu fígado comido por uma águia.

Violento? Nem um pouco perto deste CD, composto e produzido por Ihsahn, que ainda é responsável por todos os vocais (limpos e guturais), baixo e teclados e ainda faz a maior parte das guitarras. Tudo com alta qualidade, além de ter Trym destruindo tudo na bateria.

A porrada já começa na abertura, “Eruption”, a melhor faixa do álbum com uma grande quantidade de variações e características que voltam a aparecer mais espaçadamente no resto das músicas. No início, uma introdução calma e sombria ao som de um cravo, apenas chamando os trechos brutais, com direito a blast beats e riffs com palhetadas velozes, como não poderia faltar num CD de black metal. O vocal lembra o que Vintersorg (BORKNAGAR e VINTERSORG) faz, bem contrastante em guturais, limpos e até sussurros, com a diferença de Ihsahn ser mais agressivo que o sueco. Além disso, há solos de guitarra, trechos cadenciados só no teclado e outros bem progressivos, de muita técnica do trio.

“Prometheus” segue muito bem, num trabalho sensacional. Outras faixas se destacam no meio do caminho, como “Empty”, muito rápida e mais direta, ou nos sete minutos de “Tongue of Fire”, variando o tempo todo, com jogos de guitarra fantásticos e orquestrações. Ou ainda a misteriosa “He Who Sought the Fire”. Mas o CD funciona bem mesmo em conjunto e nenhuma das nove músicas decepciona, esbanjando sempre muita agressividade.

Vale notar que a edição brasileira é de alta qualidade, com um trabalho caprichado de encarte, impresso num material semelhante ao usado habitualmente em fotografia. Além da capa, bem sombria.

Para quem curte um bom Dimmu Borgir (até leve, perto do som destes noruegueses) ou outros representantes do black sinfônico, não ouvir o Emperor é um pecado mortal. Deixar passar Prometheus então, vale punição, com direito a queimar no inferno - tudo bem que isso seja um elogio para alguns!

Formação:
Ihsahn – vocais, guitarra, baixo e teclado
Samoth – guitarras adicionais
Trym – bateria

Track list:
1. The Eruption
2. Depraved
3. Empty
4. The Prophet
5. The Tongue Of Fire
6. In The Wordless Chamber
7. Grey
8. He Who Sought The Fire
9. Thorns On My Grave

Lançamento Black Metal Attack – Nacional – 2006

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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