Ihsahn explica por que o Emperor não fará novos álbuns: "não dá para competir com isso"
Por Emanuel Seagal
Postado em 25 de novembro de 2025
Ihsahn, frontman do Emperor, falou ao jornalista Sam Acevedo, do canal El Planeta Del Rock, sobre a possibilidade de gravar um novo álbum com a banda - algo que, segundo ele, só teria a perder com isso.
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"Se eu ganhasse uma moeda, como dizem, para cada vez que as pessoas me perguntam: 'Haverá outro álbum do Emperor?' No começo, talvez fosse um pouco irritante, mas escolhi ver mais como - claro, nessa pergunta há algo elogioso quando pessoas que, como eu, têm uma relação com a música da juventude ou algo a que você se apega; obviamente isso foi importante para alguém, o que é ótimo. E a pergunta por outro álbum é que elas querem sentir isso novamente, mais daquilo, o que também é ótimo. Então, em termos práticos, que tipo de álbum do Emperor poderíamos fazer que satisfizesse esse desejo?", ponderou.
Ele continuou: "Acho que seria relativamente fácil fazer algo que soe como o início do Emperor, mas quem iria querer um álbum de black metal feito para ganhar dinheiro com algum tipo de ideia conceitual para atender a uma demanda de mercado? Isso vai contra tudo o que a música significa, de certa forma."
Ihsahn lembrou que em "Prometheus - The Discipline of Fire and Demise", o último álbum do Emperor, ele foi responsável por compor todo o disco, e, portanto, se seguissem nesse caminho, tentando continuar do ponto no qual o Emperor parou, seria muito próximo do que ele faz atualmente em sua carreira solo, e não acredita ser o que os fãs gostariam. "Você vê como isso é praticamente impossível. A menos que os planetas se alinhem de uma forma em que eu e Samoth nos conectemos em torno de uma ideia comum que realmente queiramos fazer, eu realmente não vejo isso acontecendo", desabafou.
"Diga o nome de uma banda que terminou e depois fez um disco de reunião onde as pessoas disseram: 'Caramba. Isso é incrível. Isso é ainda melhor do que antigamente.' Isso realmente não acontece porque é impossível, porque você não pode competir com a nostalgia. E também é um risco, pois diria que a cultura e a atmosfera na banda e na equipe de turnê que temos com o Emperor provavelmente estão melhores do que nunca. Nós nos divertimos muito fazendo o que fazemos. Amamos tocar as músicas antigas. Não é como se fôssemos lá e pensássemos: 'Ah, que saco tocar essas músicas antigas.' Talvez nem sempre seja divertido ensaiar 'I Am The Black Wizards', mas tocá-la ao vivo nunca é entediante. E nós realmente garantimos que aproveitamos e realmente nos entregamos 100%", concluiu.
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