Resenha - Back For My Life - Masterplan
Por Clóvis Eduardo
Postado em 13 de junho de 2005
Nota: 7 ![]()
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Fui obrigado a me render a este EP por motivos óbvios. Estranho sermos tão fanáticos por algumas bandas, não é mesmo? Mas às vezes a qualidade faz valer a pena uns trocados a menos. Está duvidando que o material é tão bom assim? Então faça uma pesquisa aqui mesmo pelo Whiplash! Procure por EPs que tenham tantas músicas quanto tem este aqui. "Back For My Life" é um peixe fora d´água no quesito "CDs ridículos" em que as gravadoras, ou as próprias bandas gostam de investir. Mas fique ciente que este cd tem, mas ao mesmo tempo não tem seis faixas. Curioso não?
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Está começando a entender? São seis músicas que nem que eu queira, são o suficiente, mas mostram que bons músicos unidos fazem de poucas canções um trabalho marcante. Duas músicas são inéditas, duas estão presentes no álbum e duas se repetem. Dá a entender que o que eles querem mesmo é que o fã invista no disco, invista no EP, e que busque mais. Os preços nas lojas não são muito convidativos, mas saiba que cada centavo contado valerá muito à pena.
Roland Grapow (guitarra), Uli Kusch (bateria), Jorn Lande (vocal), Jans Eckert (baixo) e Axel Mackenrottn investiram em duas músicas bem legais como inéditas. "Love is a Rock" nem deveria ter ficado fora do álbum recém lançado, já que possui uma maestria digna de estar presente entre as melhores e mais lembradas de "Aeronautics". Já "Killing Time" é precisa no que se diz respeito a uma música bem tocada e composta, mas não se adequaria aos grandes destaques do CD. E se você quiser cantá-la sem o "pouco talentoso" Jorn Lande incomodando, pode optar pela faixa instrumental. Viu que chique?
Back For My Life, uma das mais cadenciadas, é repetida por duas vezes, com versões diferentes, mas nem tanto (sem ironia). O fato de uma passagem ou outra ficarem de fora não mudou muito na minha vida e espero não revolucionar a sua. Mas Se Jorn, Uli ou Roland sofreriam colapsos nervosos pelas duas não estarem presentes, acho melhor deixar mesmo. Assim, quem comprar apenas o EP, (uma coisa que eu de forma alguma indicaria) terá mais minutos de Masterplan, mesmo que de maneira repetitiva.
Do álbum vem também a destruidora "Crimson Rider". Boa música, e que rendeu um esboço de uma paixão de Roland Grapow na composição. Adorador de aviões de guerra, principalmente dos mais antigos, revelou que uma boa faixa de Heavy Metal deve soar como um motor e uma artilharia, e nesta faixa, ele se deu bem na intenção.
No final das contas, "Back For My Life" é sim um caça níquel, mas bem diferente dos que estamos acostumados a ver por aí. Tem até faixa multimídia, o que no caso, hoje, já não é uma regalia tão grande.
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