Resenha - Songs Of Darkness, Words Of Light - My Dying Bride
Por Bruno R. T. Rebello
Postado em 17 de março de 2004
Nota: 10 ![]()
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Bom gosto!! Só pode ser esse o segredo do My Dying Bride para fazer sempre ótimos álbuns. Bom gosto aliado a criatividade e honestidade, principalmente no Doom Metal onde os riffs densos podem se tornar cansativos e repetitivos (opa!). Falando nisso, esse "Songs of darkness, words of the light", embora seja de certa forma uma repetição de tudo que o My Dying Bride tenha feito nos álbuns anteriores, em nenhum momento é enjoativo e manjado.
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Aqui você não encontra nada de muito novo; às vezes dá até pra sentir que de repente vai entrar um violino no inicio ou no meio de uma música, mas com a saída Martin Powell (tecladista e violonista, hoje no Cradle of Filth) em 1998 isso foi deixado de lado. Na minha opinião pessoal, nem faz tanta falta.
Os vocais de Aaron Stainthorpe estão excelentes, precisos, conseguem variar do gutural aos característicos lamentos. Esse álbum em algumas faixas me dá a impressão de que ele está cantando mais e melhor, como em "My wine in silence" onde a música começa numa melodia muito bela e depois em momentos de mais peso ele solta os vocais guturais com perfeição e também em "the Prize of beauty". Desta última foi feito um clipe.
Mesmo com algumas modificações na formação da banda as guitarras continuam densas e pesadas como sempre e com aquela melodia que junto com o som dos teclados dá um clima bem obscuro e melancólico, teclado que ficou nesse álbum a cargo de uma mulher, Sarah Stanton. O som está um pouco mais direto; nenhuma música ultrapassa os 8 minutos, o que em se tratando desta banda é raro. Além do amadurecimento que fica evidente, nenhuma música extrapola... sem exageros.
E as novidades não param por aí. Provavelmente em Setembro desse ano eles deverão estar lançando um DVD, que alám de shows vai trazer vídeo clipes e bastidores.
Finalizando, um álbum que faz você viajar do começo ao fim num mundo assustador, confuso, triste (não muito diferente do real) e porque não, sentimental. Quando termina você se sente leve e satisfeito!
PETARDO!
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