Resenha - Arrival - Journey

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Por Ricardo
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O Journey é uma daquelas bandas que está sempre surpreendendo seu público, sempre se reciclando, sempre mudando sua sonoridade de tempos em tempos. Fizeram ótimos discos nos anos 70 com a estranha (na época) mas ótima fusão de jazz/rock e foram aos poucos modificando sua sonoridade para um padrão mais acessível para o grande público, sem é claro, perder com isso a qualidade de seu som. Porém, nesse disco de estréia do novo vocalista Steve Augeri, a banda não realizou grandes mudanças em seu som.

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Todos devem lembrar que, após o retorno da banda em 1996 com Trial By Fire, último disco de Perry, ele, por problemas de saúde vocal, e uma artrite, decorrente de seu acidente no Havaí, teve que abandonar o Journey, e ser substituído pelo vocalista Steve Augeri. Como o baterista Steve Smith não queria continuar sem Perry, acabou saindo também e sendo substituído por Deen Castronovo, ex-Bad English. Todo mundo temeu a troca de vocalista, porém, Augeri é uma cópia fiel, exata de Perry, literalmente falando, a não ser na aparência, é a cara e a fuça de Perry, o que foi um fator positivo nos sons antigos, pois a banda ganha novo gás e toca o barco com esse excelente lançamento, Arrival, de 2000, que traz todas aquelas boas surpresas dos últimos anos. Castronovo veio também com a competência de costume, substituíndo Smith muito bem.

O disco começa com a excelente faixa de abertura "Higher Place", aquele mesmo som que o Journey vem fazendo ao longo dos últimos anos desde que Perry assumiu os vocais no lugar de Gregg Rolie, forte, contagiante, compassado, bem com aquela sonoridade oitentista. Ponto para a banda logo de cara! Neal Schon já chega dando o ar de sua graça com um solo de arrepiar! A seguir temos a boa balada "All The Way", seguida por "Signs Of Life", com um bom solo de Schon. Todos os sons aqui lembram um pouco os trabalhos mais antigos da banda, assim como a boa "All The Things". "Loved By You" está com certeza entre as mais belas e artísticas baladas que o grupo já compôs, assim como a bluesy "Livin' To Do", que possui uma belíssima introdução.

"World Gone Wild" segue bem a veia de sons como "Separate Ways (Worlds Apart), com alguma inovação, ótima música para retomar a boa veia roqueira da banda, e tome solo de Schon. "I Got A Reason" volta a diminuir o ritmo um pouco, mas não perde o pique, voltando ao esquema glam rock, mas "With Your Love" reduz o andamento para uma bela balada ao pé da letra mesmo, assim como "Lifetime Of Dreams", porém, essa última mostra-se bem mais interessante.

A seguir vem a ótima "Live And Breathe", seguida pela excelente "Nothin' Comes Close", com um excelente refrão, e a animada "To Be Alive Again". "Kiss Me Softly" é outra belíssima balada da banda, outra demonstração artística impressionante, e não somente aquele tipo de coisa para se melar, destaca-se principalmente o ótimo solo de violão de Schon. O disco acaba com "We Will Meet Again", uma verdadeira obra de arte.

O Journey mostra nesse disco que ainda tem muito o que queimar, mesmo sem a presença de Perry, e dá uma aula de música! Indispensável para qualquer fã do Journey ou para qualquer fã de música em geral.




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