Resenha - Beyond The Valley Of The Murderdolls - Murderdolls

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Por Alexandre Avelar
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A Sum Records lançou no Brasil um verdadeiro "pacote Slipknot". Além dos CDs da banda, que já estavam em catálogo, foi lançado um DVD duplo e os CDs de várias "bandas relacionadas", como o Stone Sour, o DownTheSun e este Murderdolls.

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O Murderdolls é uma banda (ou seria um projeto?) que conta com Joey Jordison, baterista do Slipknot (aqui pilotando também as guitarras, ao lado de Tripp Eisen, do Static X), trazendo um hard rock energético, com letras inspiradas em filmes de terror, em uma proposta semelhante aos Misfits.

Apesar do visual moderninho, a música que se ouve quando se põe o CD para rolar é um retro-rock com evidente inspiração em Alice Cooper, passando pelo punk rock (Ramones, Misfits etc), e com fartas doses de hard farofa dos anos 80 (Motley Crue, WASP, Poison etc.), chegando a lembrar até mesmo Sigue Sigue Sputnik. O resultado é algo que poderia rechear um CD do cantor Andrew WK, outro que adora copiar o passado para enganar a molecada que só pensa no futuro.

"Slit My Wrist", faixa de abertura, parece saída do disco KillFuckDie, do WASP (até o vocal lembra bastante o de Blackie Lawless), enquanto "Twist My Sister" tem um refrão que você jura que foi composto pelo Motley Crue.

"Dead In Hollywood", embora ainda lembre bastante um hard farofa dos anos 80, é um pouco mais moderna, com riffs mais pesados, e é a faixa de divulgação do CD. "Love at First Fright" é outra na linha Motley Crue/Poison, enquanto "She Was My Teenage Zombie" tem um andamento que lembra os Ramones. "Die My Bride" é um pouco mais moderna, com algo da banda de Rob Zombie no timbre das guitarras, enquanto o punk influenciado por Ramones volta a dar às caras em "Grave Robbing USA".

Mais adiante temos "Dawn Of The Dead", que chega a parecer cover de alguma música de Alice Cooper, e o CD segue até o final sem maiores novidades, sempre com um forte cheiro de naftalina.

Vale lembrar que tudo aqui é muito bem produzido, com um som de bateria bastante eficiente, e com direito a solinhos de guitarra bem rock'n'roll. As músicas são curtas, rápidas e velozes, todas bastante energéticas, e não há nenhuma balada.

Quem procura apenas diversão e nada mais, sem se preocupar com originalidade, vai encontrar no Murderdolls um prato cheio. Já os mais exigentes, ou que fazem questão de alguma identidade ou inovação, devem passar longe deste CD.




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