Resenha - Be Here Now - Oasis

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Por Sílvio
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O rock jamais precisou ser salvo. Também nunca precisou de músicos com pretensões messiânicas, cujo ego ultrapassa e muito o talento musical. Muito já se disse a respeito dos egos inflados dos Gallagher, especialmente do pequeno Hitler Noel, mas tudo isso pode ser jogado para escanteio quando eles começam a fazer aquilo que é a razão de existir de uma banda de rock: tocar para os fãs.

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Este é o terceiro álbum da banda e, talvez, o seu segundo melhor disco (o próprio Noel já admitiu que "Definitely Maybe" é o melhor disco da banda) e é nele que se pode ver porque eles chegaram ao topo. Eles são ingleses e todos estão vendo a decadência do bom e velho rock inglês. Além disso, eles competem com bandas como Blur (arg) ou Belle & Sebastian (cuja qualidade dispensa comentários) o que torna a tarefa de "salvar" o rock muito mais fácil e lucrativa para eles.

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O disco é uma coleção de bons temas, que variam do rock mais rasgado ao pop certinho e bem feito. A participação de Johnny Deep em "Fade In-Out" não influencia em nada, mas é algo digno de nota. O tapa chamado "I Hope, I Think, I Know" e a beleza quase involuntária de "All Around the World" são os verdadeiros chamarizes deste disco cheio de boas músicas mas sem nenhum grande hit (exceção feita, talvez a "Stand By Me", que não tem nada a ver com a música que o John Lennon cantava nos anos 70). Um grande disco, mas, como eles mesmos dizem na letra da faixa-título: "Sing a song for me, one from Let it Be". Ou seja, na dúvida, prefira os originais.

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