Resenha - Elements Of Persuasion - James LaBrie
Por Ricardo
Postado em 23 de março de 2005
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
A concepção era boa, os instrumentistas, ídem, a idéia também era interessante. Tinha tudo pra dar certo! Mas no final terminou em pizza. O debut solo do vocalista do Dream Theater é simplesmente constrangedor! O retrato de alguém que atira pra todos os lados mas não consegue acertar no alvo.
Claro que uma coisinha ou outra escapa, umas idéias soltas aqui, outras ali, muitos nós que remetem ao som pesado que o Dream Theater costuma fazer, mas no fim das contas nada funciona. Pra completar o quadro, James veio com aquela mesma maniazinha irritante que empesteou o último disco do Dream Theater. Aquela do trenzinho descarrilhado. Senão vejamos: elementos de rap... confere; vocal fininho irritante estilo radiofônico... confere; samples de bateria que mais parecem barulho de brrl... bem, melhor nem dizer... confere!
Pouquíssima coisa aqui consegue sair da meleca sonora que se instaurou nesse disco. "Lost" lembra um pouco o trabalho do cara no Mullmuzzler. "Undecided" remete ao Dream Theater do Awake, mas sem as viradas geniais de Mike Portnoy na bateria; descontando os vocaizinhos fininhos, passa. Quem está tocando guitarra aqui, afinal, o Malmsteen ou o Marco Sfogli? Não dá pra saber a não ser que vejamos a referência! "Smashed" é legalzinha, parece Marillion, também, com tanta maçaroca, alguma coisa tinha que sair legal! "Pretender" é aquela mesma ladainha que já escutamos em diversos discos de metal, lembra um pouco o Dream Theater, mas só um pouquinho. Por último, "Slightly Out Of Reach" é bonita, merece menção. E é só!
O resto é uma tremenda maçaroca que vai desde aqueles vocaizinhos e efeitinhos de samplers que os caras do rap com guitarra "mamãe, quero ser o futuro do rock" fazem (tem até DJ fazendo scratch!!!) até tentativas frustradas de tentar soar thrash. Socooorro!! "Crucify" parece com "Battery" do Metallica, mas sem a classe da original. A intro chupa descaradamente "A Change Of Seasons", e é só. Comentar o resto é perda de tempo.
Definitivamente, se a intenção de James LaBrie é iniciar um processo de discos solo, não poderia ter começado de maneira pior... opa, poderia! Melhor eu ficar quieto, antes que o novo disco do Dream Theater também siga o mesmo rumo!
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